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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Texto reafirma os direitos do paciente e amplia o papel do médico


ENTREVISTA (JC pág. 3)
Oded Grajew, idealizador do Movimento Nossa São Paulo


ATIVIDADES 1 (JC pág. 4)
Serviços do Cremesp agora disponíveis aos médicos em eventos e congressos


ATIVIDADES 2 (JC pág. 5)
Curso sobre Mercado de Trabalho & Perspectivas avaliou opções para os recém-formados


GERAL 1 (JC pág. 6)
Fórum discute terceirização e precarização da mão-de-obra no setor da saúde


CEM 2009 (JC pág. 7)
Novo Código de Ética Médica foi aprovado em plenária durante a IV Conem


ESPECIAL (JC pág. 8)
Campanhas do Cremesp alertam para a importância do cuidado com a saúde do médico


GERAL 2 (JC pág. 10)
Estudo mostra que casos de falsos médicos caíram mais de 30% em um ano


INFLUENZA A (JC pág. 11)
Comunicado especial sobre a pandemia de gripe A (H1N1)


GERAL 3 (JC pág. 12)
Em vigor, lei antifumo deve economizar nos gastos públicos com a saúde


ATIVIDADES 3 (JC pág. 13)
Coluna dos conselheiros do CFM e agenda da presidência da Casa no mês de agosto


ALERTA ÉTICO (JC pág.14)
Análises do Cremesp ajudam a prevenir falhas éticas causadas pela desinformação


GERAL 4 (JC pág. 15)
Atividades do Programa de Educação em Saúde realizadas no mês de julho


ESPECIALIDADES (JC pág. 16)
Cerca de 10 mil pacientes são beneficiados por ano com transplantes de córnea no país


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Edição 262 - 08/2009

ESPECIALIDADES (JC pág. 16)

Cerca de 10 mil pacientes são beneficiados por ano com transplantes de córnea no país


OFTALMOLOGIA

A importância da oftalmologia pode ser medida quando se leva em conta que a visão é responsável pela percepção de cerca de 70% das informações sobre o mundo exterior que um ser humano recebe. Com aproximadamente 15 mil médicos no Brasil, a oftalmologia se configura como uma das principais especialidades médicas do país, onde são realizados cerca de 10 mil transplantes de córnea por ano, metade somente no Estado de São Paulo, coordenados por 68 equipes de captação

Para o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Hamilton Moreira, a especialidade tem grande importância, já que cuida da principal interação entre o ser humano e o mundo exterior. “A oftalmologia é fundamental, uma vez que cerca de 70% da relação entre o homem e o ambiente acontecem pelos olhos”, afirma.

Dessa maneira, qualquer deficiência nesse nosso complexo sistema ocular provoca alterações no relacionamento social, profissional e no aprendizado, sem contar com a quase certa redução no rendimento das atividades físicas e intelectuais.

Com o avanço das tecnologias de procedimento cirúrgico, a deficiência visual pode ser curada ou melhorada quando o problema se encontra na córnea do paciente, afirma o oftalmologista, conselheiro e coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia do Cremesp, Adamo Lui Netto. Nesse sentido, o surgimento da instituição Banco de Olhos foi fundamental para que esse tipo de intervenção atingisse o alcance e importância que possui atualmente.

Em todo Brasil, são realizados cerca de 10 mil transplantes de córnea por ano, metade somente no Estado de São Paulo, coordenados por 68 equipes de captação espalhadas pelo país. Neto também afirma que o número de transplantes poderia ser maior se houvesse mais investimentos em recursos humanos e criação de novas equipes.

Mas, apesar da falta de recursos, a lista de espera nos bancos de olhos do Estado de São Paulo é zero. “O paciente que se interna hoje para ser receptor de córneas, provavelmente fará o transplante no dia seguinte”, relata o conselheiro.

História
O registro mais antigo de um procedimento oftalmológico data do ano 2500 a.C., feito em algumas regiões da Índia, que relata uma cirurgia de rebaixamento do cristalino opacificado, conhecida atualmente como cirurgia de catarata, feita com espinhos e gravetos. Mas foi somente no Egito que os cuidados com a saúde ocular alcançaram seu mais alto grau na Antiguidade.

Já nesta época existiam sacerdotes/médicos que se dedicavam exclusivamente ao tratamento de doenças oculares. Havia também uma grande divinização de tudo o que se relacionava ao olho, e uma série de mitos para mantê-lo enxergando. Um dos mais poderosos amuletos dessa civilização é o Olho de Horus, um símbolo que significa proteção e poder.

Na Grécia e Roma antigas, o conhecimento permitiu que a saúde ocular obtivesse grandes avanços. Galeno, no início da Era Cristã, já havia relacionado cerca de duzentas doenças que poderiam afetar os olhos. A catarata e o glaucoma, por exemplo, eram tratados da mesma forma, com o rebaixamento do cristalino, porém com resultados diferentes.

Somente no final da Idade Média e início do Renascimento os óculos surgem na Europa, apesar de já haver registros de sua existência no Extremo Oriente, porém com o objetivo principal de servir como artefato de distinção social.

No final do século 18 surgiram – na França e na região em que hoje está localizada a Áustria –  as primeiras cadeiras de oftalmologia nas escolas de medicina europeias. Nesta época também a cirurgia de catarata teve um mudança rigorosa quando, em 1753, o cirurgião francês Daviel popularizou a técnica de extrair o cristalino opacificado, em vez de empurrá-lo para dentro do globo ocular. Tal técnica não foi aceita de início, pois muitos cirurgiões a consideravam temerária.

O verdadeiro surgimento da especialidade ocorreu somente em 1850, com o médico e físico alemão Hermann Ferdinand Ludwig von Helmholtz. Ele apresentou à comunidade científica da época o oftalmoscópio, aparelho que permite examinar o interior do globo ocular. Apesar da demora na aceitação pelos médicos, o aparelho foi fundamental para que a oftalmologia avançasse como parte da medicina.

A especialidade no Brasil
A experiência brasileira dentro da especialidade teve início em 1882, inicialmente nas duas faculdades de Medicina existentes no Brasil, Rio de Janeiro e Salvador, graças à reforma do ensino médico incentivada pelo médico Vicente Cândido Figueira de Sabóia, o Visconde de Sabóia. Outros profissionais da Medicina já se dedicavam à prática, tanto na corte como em outras cidades menores, como São Paulo e Porto Alegre. Em nosso Estado, a especialidade obteve maior importância após um surto de tracoma entre imigrantes italianos que vieram trabalhar nas fazendas de café.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia foi criada em 1922, no Rio de Janeiro. Em 1930, surgiu a Sociedade de Oftalmologia de São Paulo e, em 1935, aconteceu o I Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em São Paulo, evento que passou a ser realizado a cada dois anos, sempre em uma cidade diferente.

A partir de 1941, os cursos e congressos da especialidade, assim como o fornecimento de diplomas a médicos que demonstrassem atuação e conhecimento na área, passaram a ser de responsabilidade do recém-criado Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Foi a primeira entidade médica a fornecer tais certificados no Brasil.

Hoje, o CBO é a principal entidade representativa da oftalmologia no Brasil, responsável pelo credenciamento de 52 cursos de especialização em oftalmologia e pela emissão da maioria dos títulos de especialista em Oftalmologia (expedidos em conjunto com a Associação Médica Brasileira). Outra parte dos especialistas recebe o título depois de passar por estágio em residências credenciadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Segundo o presidente do CBO, Hamilton Moreira, no futuro o debate da oftalmologia brasileira se fará sobre duas tendências contraditórias. Enquanto a sociedade brasileira sofre um envelhecimento da população, o que aumentará a demanda por médicos que tratem, entre outras, das doenças degenerativas do olho, há intenção de alguns setores de entregar parte significativa dos cuidados oculares – como a prescrição de lentes de grau –, para profissionais sem formação, o que levaria a uma queda na qualidade da assistência oftalmológica.

Câmara Técnica
A Câmara Técnica de Oftalmologia foi regulamentada em 1998 e tem a finalidade de assessorar o Cremesp em todos os assuntos que envolvam a oftalmologia. Dentre eles, analisar e emitir pareceres sobre técnicas e tratamento no âmbito da Oftalmologia, assim como sobre consultas e denúncias recebidas pelo Conselho.

As reuniões são realizadas mensalmente, sempre na primeira segunda-feira de cada mês. “Na CTO, debatemos opiniões diversas referentes a determinado assunto em pauta para, assim, diminuirmos as chances de erro na tomada de decisão”, afirma o coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia, Adamo Lui Netto.

São médicos integrantes da Câmara Técnica de Ofatlmologia: Keila Miriam Monteiro de Carvalho, Nilo Holzchuh, Sidney Julio de F. e Sousa, Marta Beatriz C. de Filippi Sartori, Renato Luiz Gonzaga, Andre Augusto Homsi Jorge, Ana Cristina Lavor Holanda de Freitas, José Barbieri Junior, Suel Abujamra e José Augusto Alves Ottaiano.


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