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Edição 186 - 02/2003

ARTIGOS

Paulo Giraldes e Iolanda Ramos


Câncer do colo uterino

Paulo Giraldes*

O câncer de colo uterino, atualmente, pode ser diagnosticado em 75% dos casos na sua fase precoce. Mesmo assim, segundo o Ministério da Saúde, 17.600 novos casos invasivos foram estimados para o ano de 2002, sendo a maioria, 47%, na Região Sudeste.

A multiplicidade de parceiros, monogamia com parceiros não monogâmicos, fumo, dieta, uso prolongado de anticoncepcional oral, doenças sexualmente transmissíveis, em particular o HPV (Papiloma Vírus Humano), uso de drogas imunossupressoras e doenças que levam à diminuição da imunidade, são fatores que agem direta ou indiretamente sobre o epitélio do colo uterino levando a pequenas alterações que, com o passar do tempo, se não tratadas, podem levar ao câncer do colo do útero. Nestas alterações iniciais a mulher não apresenta qualquer sintoma.

O início da prevenção do câncer ginecológico deve ser realizado quando a mulher começa a ter vida sexual ativa. O médico tem um papel fundamental para orientar as mulheres quanto aos riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis, principalmente o HPV.

A transmissão do HPV é essencialmente sexual, sendo transmitido mesmo com uso de preservativo, mais incidente em mulheres entre 20 e 23 anos de idade. Apresenta a capacidade de regressão espontânea em 60% dos casos e persiste em 14%, podendo evoluir com alterações celulares. Está presente em 40% das mulheres com idade abaixo dos 35 anos, sendo que as mulheres acima de 35 anos somente 5 a 10% apresentam infecção persistente por vírus de alto risco oncogênico.

Alguns tipos do HPV parecem ter capacidade carcinogênica sendo um dos precursores do câncer cervical e estão presentes em aproximadamente 90% das lesões pré-invasivas. Atualmente, se compararmos o câncer do colo uterino com o de pulmão verificaremos que a relação HPV/câncer cervical é maior que a relação fumo/câncer de pulmão.

Todo médico deve incentivar que as pacientes realizem anualmente o exame preventivo, o Papanicolaou. A técnica de colheita é simples e indolor. Quando o exame de Papanicolaou apresenta-se normal a mulher é orientada a repetir o exame em um ano. Nos casos em que o resultado do exame apresenta-se alterado deve-se complementar a pesquisa com o exame de colposcopia e quando se observa uma lesão suspeita, a biópsia torna-se necessária.

O tratamento destas lesões está relacionado ao resultado da biópsia, sendo na maioria das vezes tratamentos curativos e pouco invasivos, principalmente nas mulheres que fazem os exames de prevenção do colo uterino periodicamente. Quando o câncer de colo uterino já está instalado, é preciso realizar o estadiamento e tratamento da doença.

*Paulo Rubens Cunha Giraldes é médico do Hospital Albert Einstein; foi professor Assistente da Disciplina de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos, do Departamento de Tocoginecologia e 1º Secretário da Sogesp – Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo.


Entidade única da autogestão

Iolanda Ramos*

Vivemos um momento peculiar no novo cenário político-social brasileiro, onde as expectativas da população se misturam à ansiedade de concretização de projetos e mudanças em diferentes campos. A área de saúde é uma das que mais atrai atenções e o próprio governo, em diferentes momentos, tem reconhecido o modelo de autogestão em saúde como um poderoso aliado, especialmente por três fatores: não visa lucro, possui transparência inquestionável e oferece proposta assistencial que incentiva a prevenção, ao mesmo tempo em que assegura amplos benefícios assistenciais. Mas, sem dúvida, ainda há um longo caminho a se percorrer para investir na criação de novas entidades, que fortaleceriam o setor.

Com esse objetivo, o de fortalecimento das relações entre prestadores e compradores de serviços médico/hospitalares dentro de planos de autogestão, existiam, até o ano passado, duas entidades representantes das autogestoras de planos de saúde no Brasil: a Ciefas e a Abraspe. Ambas bem estruturadas e respeitadas pelo setor, caminhavam paralelamente com seus esforços no sentido de defender os interesses de suas filiadas.

A união das duas entidades, um processo que durou cerca de 5 anos, culminou na concepção da Unidas – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, uma nova entidade que nasce forte, atuante, presente, carregada por uma estrutura sólida que conta com a respeitável experiência de profissionais do setor e a missão de aumentar a representatividade do modelo de autogestão no país. Uma grande responsabilidade, já que a Unidas passa a representar aproximadamente 180 organizações – o equivalente a nove milhões de pessoas – num momento de dificuldades do sistema público de saúde no Brasil.

A associação única das autogestoras traz no próprio nome o espírito de união que norteia esse momento e traz fôlego novo com uma estrutura que concentra os pontos fortes das entidades de origem e acompanha ganhos para todo o setor.

Mas essa multiplicação das forças não significará menores esforços; há muito o que ser feito, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de novas estratégias de ação em busca da sinergia do setor. Uma sinergia que permita a harmonia entre os atores deste segmento, para que o sistema de saúde sobreviva às diversidades originadas pelo aumento das responsabilidades financeiras, burocráticas e legais do setor e à falta de um adequado tratamento tributário e legal.

O espírito participativo que transpareceu com a fusão trouxe ainda mais confiança para enfrentar essa realidade.

*Iolanda Ramos é diretora de Benefícios da seguradora Sabesprev e ex- vice-presidente da Associação Brasileira das Autogestões em Saúde Patrocinadas pelas Empresas-Abraspe.

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