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CAPA

EDITORIAL (pág. 2))
Nossos votos para que 2011 seja um ano com saúde, conquistas e realizações


ENTREVISTA (pág. 3)
Luiz Fernando Ferraz da Silva, coordenador do Bandeira Científica


EVENTOS 1 (pág.4)
Cremesp debate atualizações do CEM sob a forma de palestras


EVENTOS 2 (pág.5)
Eventos sobre urgência e emergência aconteceram na capital e no interior


GERAL 1 (JC pág. 6)
Veja opções de pagamento (pessoa física e jurídica)


ATIVIDADES 1 (pág. 7)
Encontro apresentou dados de pesquisa Datafolha encomendada pela Casa


EXAME DO CREMESP (pág. 8)
Iniciativa confirma urgência na qualificação do ensino da Medicina no Estado


PLANOS DE SAÚDE (pág. 10)
Coletiva de imprensa: seguradoras não priorizam os profissionais


SAÚDE MENTAL (pág. 11)
A abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente psiquiátrico


GERAL 2 (pág. 12)
Lei do Ato Médico e a normatização de procedimentos exclusivos da Medicina


COLUNA DO CFM (pág. 13)
Canal de comunicação dos representantes do Estado no CFM com médicos e sociedade


ALERTA ÉTICO (pág. 14)
Análises do Cremesp ajudam a prevenir falhas éticas causadas pela desinformação


GERAL 3 (pág. 15)
Destaque para a presença do Cremesp em almoço oferecido à presidente eleita


GALERIA DE FOTOS



Edição 277 - 12/2010

ENTREVISTA (pág. 3)

Luiz Fernando Ferraz da Silva, coordenador do Bandeira Científica


“Ressalto aos alunos: ‘vocês não estão fazendo caridade”’

Alguns alunos da USP organizam, desde 1998, o Bandeira Científica, iniciativa que promove expedições a zonas inóspitas para fazer um trabalho de prevenção em saúde e educação. O Jornal do Cremesp conversou com Luiz Fernando Ferraz da Silva, coordenador do projeto. Médico formado pela USP em 2002, com Residência em Anatomia Patológica e doutorado em Patologia, atualmente é professor doutor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. Na área científica, trabalha com poluição atmosférica e autópsias.


Ferraz: trabalho de prevenção em saúde e educação 

Como pode ser definido o projeto Bandeira Científica?
Esse projeto é acadêmico, organizado pelos alunos e coordenado por professores da faculdade. Tem por objetivo desenvolver estratégias de saúde em comunidades carentes em diferentes regiões do país. A cada ano é selecionado um município. Temos um período de nove meses de preparação, quando fazemos visitas para saber quais são as demandas da cidade e o que a população precisa em termos de saúde. No final do ano, realizamos uma expedição com cerca de 240 pessoas para desenvolver essas atividades. A partir daí, avaliamos os resultados, não só do ponto de vista do atendimento, mas com outras informações de saúde, que são compiladas num relatório, com base no qual apresentamos propostas de adequação para o município.

Como surgiu essa proposta?
O projeto surgiu em 1957. Nessa época, envolvia um número pequeno de alunos, cerca de 20 a 30, que faziam atividades de educação e pesquisa. A iniciativa envolveu 11 expedições até o ano de 1969, mas dependia da distribuição dos projetos de pesquisa e do número de estudantes que tinham interesse em participar. O programa foi reati¬vado em 1998 por um grupo de alunos da faculdade e, de lá para cá, é realizado todos os anos.

Quantos municípios foram contemplados até o momento?
Já atendemos 18 cidades e cerca de 50 mil pessoas. Tivemos mais de 1 mil alunos da faculdade que já passaram por esse projeto nos últimos 12 anos. Agora, ele adquiriu características de ser, também, uma atividade assistencial.

Como se dá a escolha do município?
O município é selecionado a cada ano com base em alguns critérios, dentre eles, o mais importante é o nível de carência, avaliado pelos alunos por  meio do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Procuramos fazer um equilíbrio da densidade demográfica para atingir, a cada ano, cerca de seis ou sete mil pessoas diretamente. É fundamental também que tenhamos uma boa relação com os gestores municipais e estaduais de saúde, para que as nossas propostas sejam discutidas e implementadas. Sempre buscamos um município que tenha, em alguma região mais próxima, uma universidade local com cursos na área de saúde e que possa fazer parceria com o Bandeira. Nosso estímulo é que eles repliquem o projeto localmente.

Há acompanhamento posterior à intervenção de campo?
Depois que voltamos da expedição, no período de dois meses são compilados todos os resultados e montamos um banco de dados em que cada paciente tem mais ou menos 500 variáveis. São levantados dados epidemiológicos, sociais, de saúde, de atendimento médico, nutricional, fonoaudiológico e odontológico.

A partir daí, essa população passa a ser atendida pelo SUS?
A questão do atendimento desses pacientes é avaliada de duas formas: uma são os casos que conseguimos tratar imediatamente. Aqueles não resolvidos – porque precisam de uma intervenção cirúrgica ou de um exame de maior complexidade – fazemos um encaminhamento, em parceria com a prefeitura, nos formulários do próprio município. Mas, independentemente da abordagem, avaliamos qual o percentual desses pacientes foram devidamente inseridos no sistema de saúde. Com base nessas informações, conseguimos fazer uma caracterização da população, de acordo com suas regiões, não só urbana e rural, mas em grupos comunitários. Os dados são estratificados nesses grupos e, a partir daí, são elaborados relatórios.

Qual o custo desse projeto?
O projeto custa em torno de R$ 450 mil por expedição. Em minha opinião, bem investidos, considerando os benefícios que não são restritos à população, embora esse seja o fator mais cha-mativo, por essas atividades estarem direcionadas a municípios carentes. Temos também um ganho muito grande como instituição, porque possibilita que alunos da Faculdade de Medicina conheçam uma realidade diferente daquela em que estão inseridos. É uma via de mão dupla. Por isso, faço questão de ressaltar para os alunos do projeto: ‘vocês não estão fazendo caridade’.

E de onde vem o financiamento?
O principal financiamento do projeto ainda é privado. Também temos apoio da própria universidade. O Hospital das Clínicas fornece recursos humanos – já que vários dos médicos que vão supervisionar os alunos têm vínculo com o hospital e são dispensados para estas atividades – e insumos hospitalares, que usamos no atendimento. Temos alguns recursos financeiros provenientes de indústrias farmacêuticas, tudo com contratos bem estabelecidos. Todos eles, independentemente da área, seguem uma cláusula contratual muito clara de não poder intervir nas atividades que são desempenhadas pelo projeto.
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