PESQUISA  
 
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EDITORIAL (pág. 2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


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Ricardo Meirelles, membro da SBEM


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Hospital do Mandaqui


GESTÃO 2008-2013 (pág. 5)
Posse da 4ª diretoria do Cremesp


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Atualização profissional


INTERNET(pág.7)
Revalidação de diplomas estrangeiros


PESQUISA (pág. 8)
Planos de saúde


PLANOS DE SAÚDE (pág. 9)
Mobilização dos médicos paulistas


ENSINO MÉDICO 1 (pág. 10)
Inscrições abertas


ENSINO MÉDICO 2 (pág. 11)
Formação acadêmica


COLUNA CFM (pág. 12)
Artigos dos representantes do Estado de São Paulo no Conselho Federal de Medicina


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 13)
XVII Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia


BIOÉTICA (pág. 15)
Comissões de Ética Médica


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Edição 296 - 09/2012

PESQUISA (pág. 8)

Planos de saúde


Planos de saúde mantêm restrições aos pacientes e ao trabalho médico


Meinão: em busca de solução

Usuários de planos de saúde apontam demora para marcação de consultas,  atendimento em prontos-socorros, e dificuldades para realização de exames

Entre os usuários que utilizaram os serviços de planos de saúde nos últimos dois anos, 77% – 8 em cada 10 – enfrentaram algum tipo de problema para obter  atendimento. A média foi de 4,2 problemas por pessoa. Além disso, praticamente metade (49%) dos usuários percebe que os planos de saúde colocam restrições e obstáculos ao trabalho dos médicos.

Essas são algumas conclusões de pesquisa sobre atendimento na saúde suplementar no Estado de São Paulo, realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e divulgada no dia 15 de agosto para toda a sociedade.

Durante coletiva à imprensa, o presidente da APM, Florisval Meinão,  afirmou: “O plano de saúde é uma prioridade no orçamento das famílias. No entanto, as operadoras de saúde impõem dificuldades para que os pacientes consigam realizar os procedimentos indicados pelos médicos. Nosso objetivo é buscar soluções para estes problemas”.


Pesquisa
Segundo o levantamento, entre as dificuldades mais frequentes estão as decorrentes de marcação de consultas (64%), exames diagnósticos (40%) e, o mais grave, do atendimento em pronto-socorro (72%).

No caso das consultas, as principais queixas são a demora para marcação ou autorização e descredenciamento do médico do plano. Em exames diagnósticos, as reclamações recorrentes são de atraso para marcar  exames e procedimentos, além de poucas opções de laboratórios, entre outros.

Já em prontos-socorros, entre as principais reclamações aparecem local de espera lotado (67%), demora para atendimento (51%) e realização de exames (12%), locais inadequados para medicação (12%), negativa de atendimento (5%), e demora ou negativa na transferência para leito hospitalar (4%). 


Restrições 
A restrição mais citada é a influência para que os médicos escolham o hospital da rede própria do plano (28%), seguida por dificultar o encaminhamento do paciente para outras especialidades (20%). Ainda segundo os entrevistados, os planos pressionam os profissionais para utilizarem materiais com qualidade inferior e menor custo (17%) e para que façam uso de materiais cobertos pelo plano (16%). Além disso, para os usuários, os planos de saúde dificultam o trabalho do médico visando à realização de procedimento em hospitais de menor porte (13%).

Ao mencionar o plano de saúde que possui atualmente, a maioria (76%) concorda que a empresa é objeto de muitas reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. A maioria dos usuários também não tem uma avaliação positiva da operadora em relação ao cumprimento das regras estabelecidas nos contratos.


Pacientes recorrem ao SUS
A realidade enfrentada pelos usuários dos planos de saúde chega a ser parecida com a de quem utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS), já que existem muitos obstáculos para marcar consultas e realizar exames. E não é incomum que pacientes migrem de um sistema a outro para ser atendidos.

Entre os usuários de planos, muitos tiveram de recorrer ao Serviço Único de Saúde (15%) e/ou particular (9%), seja para consulta, internação, exames, cirurgias ou procedimentos, não por escolha/decisão sua, mas por falta de opções de atendimento no seu plano, nos últimos 24 meses, de acordo com a pesquisa. “Quando 15% dos usuários de planos e seguros saúde precisam recorrer ao SUS, há uma transferência indevida de recursos públicos para o setor privado”, alerta o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior.

A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste), Maria Inês Dolci, disse que é necessário fazer uma cobrança mais marcante sobre a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pois é tarefa deste órgão zelar pela garantia de bons serviços aos usuários de planos de saúde. Segundo ela, “nenhuma empresa está sendo penalizada pelos maus serviços. Enquanto isso, os usuários estão pagando impostos e mensalidades para serem mal atendidos”.


Metodologia
A pesquisa APM-Datafolha, por amostragem, teve como base 804 entrevistas, distribuídas por todo o Estado. Retrata um universo de 10 milhões de pacientes da saúde suplementar. A coleta de dados ocorreu entre 14 e 22 de maio de 2012.


Serviço 0800 para reclamações de usuários de planos de saúde

O telefone 0800 2004200 foi criado pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pela entidade de defesa do consumidor Proteste, para atender, exclusivamente, reclamações de pacientes de planos de saúde em todo o Brasil. Um balanço das queixas apuradas pelo número mostrou que, entre 14 de agosto e 4 de setembro foram recebidas 423 queixas. A demora para agendar consultas (28%) e a negativa de cobertura (19%) aparecem como os principais motivos das reclamações.

Os usuários de planos de saúde também se queixam de  rede credenciada insuficiente (17%); reajuste abusivo (15%); e da demora para autorizações de exames e internações (13%). Também foram citados outros motivos como descredenciamento (3%), problemas relacionados à carência do plano (2%); falta de leito para internação (1%) e doenças ou lesões pré-existentes (1%).


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