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CAPA

EDITORIAL (pág.2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág.3)
Áquila Mendes


PLENÁRIA TEMÁTICA (pág.4)
Reprodução Assistida


DIÁLOGOS (pág.5)
Exame do Cremesp


PLANOS DE SAÚDE (pág.6)
Mobilização dos médicos paulistas


MOVIMENTO MÉDICO (pág.7)
Carreira Médica


PESQUISA (pág.8)
Demografia Médica


BIOÉTICA (pág.10)
Prontuário do paciente


PLENÁRIA TEMÁTICA (pág.11)
Declaração de óbito


COLUNA CFM (pág.12)
Artigos dos representantes de SP no CFM


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág.13)
Participação de diretores e conselheiros em eventos relevantes para a classe


CENTRO ESPECIALIZADO (pág.15)
Centro de Referência da Saúde do Homem


GALERIA DE FOTOS



Edição 297 - 10/2012

PLANOS DE SAÚDE (pág.6)

Mobilização dos médicos paulistas


Médicos de SP suspendem atendimento a 10 operadoras


As operadoras atingidas são as que se recusaram a negociar com as entidades médicas ou não enviaram propostas


Conselheiros João Ladislau (1º à esq.) e Uemura (ao microfone) párticipam de deliberação

Um novo protesto dos médicos contra os baixos honorários e interferências abusivas dos planos de saúde na relação médico-paciente foi deflagrado em nível nacional. Em São Paulo, os profissionais decidiram paralisar o atendimento eletivo a 10 planos de saúde, no período de 10 a 18 de outubro.

As operadoras atingidas são as que se recusaram a negociar com as entidades médicas ou não enviaram propostas: Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Trasmontano e Universal.

A paralisação envolveu os médicos de todas as especialidades que atendem os planos-alvo, nos dias 10 e 18. De 11 a 17, o atendimento foi suspenso em rodízio de especialidades: Ginecologia e Obstetrícia, Anestesiologia e Cardiologia (11); Endocrinologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Pneumologia (15); Pediatria; Ortopedia e Traumatologia, Angiologia, Cirurgia Vascular e Medicina do Esporte (16); Endoscopia, Dermatologia e Alergia e Imunologia (17). As urgências e emergências foram mantidas.

Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, é insustentável o desequilíbrio econômico-financeiro da relação entre profissionais e planos. “Com os valores irrisórios pagos pelas operadoras, os médicos não estão conseguindo manter seus consultórios, o que deve agravar a insuficiência das redes credenciadas e, consequentemente, a demora no atendimento”, ressalta

Além do fim da pressão sobre o número de exames e a antecipação de altas de pacientes para reduzir custos, a pauta de reivindicações do movimento médico paulista inclui consulta a R$ 80, valores dos procedimentos atualizados conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e inserção nos contratos de critério de reajuste a cada 12 meses.

O movimento acontece pouco mais de um mês após a última paralisação ocorrida na Capital, em 6 de setembro. Reunidos na Associação Paulista de Medicina (APM) em 17 de setembro e 1º de outubro, as lideranças do movimento – entre elas o Cremesp, representado pelo coordenador de Comunicação, João Ladislau Rosa, e o conselheiro Kazuo Uemura – aprovaram a suspensão do atendimento às operadoras que não negociaram com a classe médica. Também participaram da reunião representantes do Simesp, da Academia de Medicina e do Conselho Regional de Odontologia.



Proibida a comercialização de 301 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, no dia 5 de outubro, que 38 operadoras estão proibidas de comercializar 301 planos de saúde pelos próximos três meses. Ao todo, esses planos representam 7,6% do mercado e atingem 3,6 milhões de beneficiários.

A decisão, anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente da ANS, Maurício Ceschin, ocorreu em razão do descumprimento de prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias, de acordo com a Resolução Normativa nº 259. Dentre os planos suspensos, 221 deles – de 29 operadoras – foram reincidentes e permanecem com a venda proibida desde julho deste ano. Outros 80 planos, de nove operadoras, passam a integrar a lista de proibição neste mês. Essa é a terceira fiscalização feita neste ano no segmento de planos de saúde.


Paralisação nacional mobilizou todos os Estados

Médicos de todo o país participam de protesto nacional contra os abusos cometidos pelos planos e seguros de saúde, entre os dias 10 e 25 de outubro. Para marcar o início da mobilização nacional, foram realizados atos públicos (assembleias, caminhadas e concentrações) nos Estados, em 10 de outubro. Com base em decisões tomadas em assembleias locais, a categoria suspendeu, por tempo determinado, consultas e outros procedimentos eletivos. As mobilizações foram articuladas pelas Comissões Estaduais.

No dia 2 de outubro, foi entregue ao Ministério da Saúde comunicado formal sobre o protesto organizado pelos médicos contra as empresas que operam no setor da saúde suplementar. Juntamente com o ofício enviado às autoridades, os médicos entregaram cópia da carta encaminhada às operadoras. No documento, os profissionais ressaltam que o protesto exprime a preocupação dos médicos com os riscos de desas-sistência gerados pelas operadoras de planos de saúde ao recusarem o diálogo e estagnarem os entendimentos entre os profissionais e as operadoras.

“Os médicos têm, sucessivamente, apontado situações que desrespeitam pacientes e profissionais em seus direitos”, informa o ofício assinado pelos presidentes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

 



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