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CAPA

EDITORIAL (pág.2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág.3)
Affonso Renato Meira


NOVAS INSTALAÇÕES (pág.4)
Novas instalações


EM DEFESA DO SUS (pág.5)
Sistema público de saúde


SAÚDE SUPLEMENTAR (págs.6 a 7)
Ato de protesto


MOVIMENTO MÉDICO (pág.8)
Revalida já!


MOVIMENTO MÉDICO (págs.9 a 10)
Revalida já!


LEGISLATIVO (pág.11)
Casas de parto


COLUNA DO CFM (pág.12)
Artigos dos representantes de SP no Federal


SAÚDE DA MULHER (pág.13)
Reprodução assistida


BIOÉTICA (pág.15)
Atuação médica


ELEIÇÕES DO CREMESP (pág.16)
Garanta a validade do seu voto


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Edição 303 - 05/2013

ENTREVISTA (pág.3)

Affonso Renato Meira


Academia de Medicina defende melhor formação do médico brasileiro

 

“A mudança no cenário da Saúde no Brasil não está em receber mais médicos, mas sim em formar melhor os que aqui estudam”


A Academia de Medicina de São Paulo, que completou 118 anos de atuação neste ano, foi fundada em 1895, como sucessora da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Pelo estatuto atual, estabelece número limitado de vagas ocupadas com  vitaliciedade, por membros titulares ou eméritos, eleitos em votação secreta pelos acadêmicos. Para falar sobre o papel que a entidade desempenha e os desafios da nova gestão frente à complexidade das questões que se apresentam aos médicos, o Jornal do Cremesp ouviu Affonso Renato Meira, professor emérito do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e de Medicina Social e do Trabalho da FMUSP e recém-reeleito presidente da agremiação



As entidades médicas têm representado um importante papel na defesa dos interesses da categoria. Como será a atuação da Academia em sua gestão?
A atuação da Academia será como tem sido durante a gestão anterior: presente, participando e se solidarizando com os movimentos em defesa do médico, em todos os níveis, desde uma melhor estrutura da Escola de Medicina, passando pelas condições de trabalho até sua remuneração.

 

Estão previstas alterações no estatuto ou regimento interno da Academia? Quais os critérios utilizados para o ingresso de novos membros?
Alterações poderão ocorrer, visando ao aprimoramento do Estatuto e do Regimento Interno, porém ainda não há nenhuma modificação em perspectiva. Os critérios utilizados para indicação ou ingresso de novos membros obedecem aos tradicionais das Academias de maior prestígio no mundo e no Brasil. É necessário que exista cadeira vaga nos quadros da Academia para que o presidente, no prazo máximo de um ano, possa declarar abertas as inscrições. Pelo prazo de trinta dias, deverá tornar o fato público, por meio de divulgação abrangente. Na minha gestão, além dos tradicionais meios de divulgação junto às entidades médicas congêneres, ficou estabelecido que será publicado edital em jornal de grande circulação do Estado de São Paulo.

 

Diante de uma Medicina cada vez mais complexa, em função das novas tec­nologias, qual o papel que a instituição deve desempenhar?
O papel da Academia é preservar a história e manter a cultura médica por meio das tradições. Isso não impede que não participe do presente. No ano passado, por exemplo, a  Academia promoveu o  Simpósio A realidade do Médico no Brasil, com representantes das maiores entidades médicas do Estado, para discutir a formação, distribuição, atuação e remuneração dos médicos que atuam no Brasil. Para este ano, já está em andamento a realização de um Fórum para enfocar o ensino médico. Além disso, estamos  organizando um evento abrangendo o ensino da cirurgia, a ser feito juntamente com o Colégio Brasileiro de Cirurgia.

 

Em decorrência das condições precárias de trabalho no SUS e na saúde suplementar, os médicos encontram dificuldades pa­ra se atualizarem. Como a Academia se posiciona sobre a atuação dos patrocínios em congressos e outros eventos médicos?
Na realidade, até o momento a Academia não se posicionou de maneira formal a respeito de patrocínios em congressos e outros eventos. A  Academia recebeu, em mais de uma oportunidade, auxílio pa­ra a realização de seus projetos sem qualquer preocupação, pois foram cuidados com total transparência e sem troca alguma de favores. Nos eventos da Academia não houve atuação de patrocinadores, solicitando qualquer imposição.

 

O Cremesp realiza um exame de avaliação de egressos há oito anos. Como analisa essa medida do Conselho e o ensino médico em geral?
Pessoalmente, vejo o exame de avaliação de egressos realizado pelo Cre­mesp com muita satisfação, pois serve como um instrumento para avaliar a qualidade do ensino oferecido por tantas e diferentes escolas de Medicina que existem no Estado de São Paulo. Foi possível ter conhecimento delas por intermédio de um levantamento do ensino de Ética Médica, feito pela Academia durante o ano letivo de 2011, nas 31 Escolas de Medicina existentes no Estado de São Paulo. Essa matéria que é tão fundamental para o comportamento do médico não é ministrada em três das 18 escolas que atenderam ao chamamento. Co­mo será nas outras 13, que sequer se dignaram a responder a um simples questionário? No Estado de São Paulo, existem escolas médicas de nível excelente, porém essas não constituem a maioria.

 

O ingresso de médicos formados em outros países pode mudar o cenário da saúde no Brasil?
O ingresso de médicos em um país democrático não pode e não deve ser impedido. O exercício da Medicina por médicos formados no estrangeiro, entretanto, deve ser cuidadosamente avaliado, pois o simples diploma de uma escola não reconhecida no Brasil – como são as do exterior – não pode permitir que seus portadores sejam admitidos como capazes para esse fim. Basicamente, a epidemiologia, compreendendo as ende­mias e as epidemias, varia nos diversos países. Isso sem falar das normas éticas e legais do profissional médico. Para avaliar essa condição, é necessário que se realizem exames, tanto teóricos como práticos, como pude constatar quando chefiei uma comissão da FMUSP para cuidar de revalidação de diplomas de estudantes estrangeiros. Mas a mudança no cenário da saúde no Brasil não está em receber mais profissionais, mas sim em formar melhor os que aqui estudam, muitas vezes,  em escolas que não possuem condições para ensinar e não oferecem condições mínimas para o médico exercer sua profissão.

 


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