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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Bráulio Luna Filho*


ENTREVISTA (pág. 3)
Marcos da Costa, presidente da OAB-SP


ÉTICA (pág. 4)
Conflitos de interesse


CAMPANHA (pág. 5)
Mobilização em apoio às Mães da Sé


CONSULTA (pág. 6)
Código de ética e publicidade


CONFEMEL (pág. 7)
Capital estrangeiro


SUS (pág. 8)
Mobilização


FINANCIAMENTO (pág. 9)
Programa de Aceleração do Crescimento


INSTITUIÇÕES (pág. 10)
Hospital de Câncer de Barretos


AGENDA (pág. 11)
Atividades do Cremesp


EU, MÉDICO (pág. 12)
Vida profissional x vida pessoal


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
II Fórum do Médico Jovem


BIOÉTICA (pág. 15)
Herança genética


ENSINO MÉDICO (pág. 16)
Código de Ética e Estudantes


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Edição 324 - 04/2015

EU, MÉDICO (pág. 12)

Vida profissional x vida pessoal


Médica adia maternidade para se dedicar à profissão


Maísa: "Quero me estabilizar na carreira para ter
condições de criar uma criança"


Com pelo menos mais cinco anos de estudos pela frente, Maisa Mazza, aos 32 anos e estagiária de Dermatologia, faz planos em longo prazo para a maternidade
 

A médica Maisa Fabri Mazza, de 32 anos, adiou a gravidez para se dedicar ao estágio em Dermatologia no Hospital Heliópolis. Ela é uma das muitas profissionais que enfrentam o desafio de planejar e conciliar a vida pessoal e a carreira.

Formada em Medicina pela Faculdade Gama Filho, no Rio de Janeiro, com internato no Hospital Santa Marcelina, zona leste de São Paulo, a médica começou a trabalhar assim que se graduou, aos 24 anos. Desde então, foi plantonista, trabalhou no Programa de Saúde da Família (PSF), fez um ano de especialização em Clínica Médica e noivou, mas não casou. Em janeiro deste ano, entrou para o sonhado estágio em Dermatologia, e não pensa ser possível firmar o matrimônio tão cedo. “Imagina organizar uma festa de casamento estudando para a Residência? Seria impossível”, diz. O fato é que, ela concorda, o tempo passou sem que percebesse a dimensão que ele tem, em especial, para as mulheres.

O “estalo” aconteceu no dia em que recebeu a resposta sobre o estágio. Ela queria muito ter um bebê, mas foi a primeira vez que pensou e fez as contas. Seriam mais três ou quatro anos, ou seja, teria 35 no final. Foi quando teve a ideia de que talvez fosse interessante congelar seus óvulos, o que planeja realizar em breve.
 

Projetos

Ela pretende, depois do período de estágio, completar a especialização com R4 – para estudar alguma área específica da Dermatologia. Além disso, há ainda o tempo dedicado ao estudo para as provas de obtenção do título da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A médica ainda planeja realizar um intercâmbio internacional, co­mo forma de adquirir experiências que, provavelmente, não conseguiria depois de assumir a responsabilidade da maternidade. Maisa completa os cálculos adicionando cinco anos somados à sua idade atual, chegando aos 37 anos.

   “Quero esperar e me estabilizar na carreira para ter condições de criar uma criança. Porque, do contrário, nós médicos ficamos nessa correria de plantões, o que experimentei quando fiz clínica. Quando for mãe, quero conseguir atender com hora marcada, manter uma rotina mais adaptada a isso”, idealiza.

    Ela conta que as dificuldades de conciliar carreira com a família não se limitam a esse período. “Eu tenho uma grande amiga que agora é médica e avó. E ela é uma avó que ainda trabalha, está ativa. Mas abriu mão do consultório para cuidar do neto enquanto a filha atende nele”, relata.
 

Escolhas

A médica diz estar se preparando para criar o filho de maneira não convencional, se comparada à sua mãe e às suas amigas de infância. “Tenho consciência de que minha mãe está longe, no interior de São Paulo, e de que será um filho criado com o auxílio de uma babá. Porém, não serei capaz de trabalhar só de manhã, ou largar tudo para cuidar da criança, como muitas médicas fazem. Sofri muito para me especializar, sei que não consigo abrir mão disso totalmente, tenho que aprender a conciliar”, declara. Maisa relata que já conheceu casos de mulheres que tiveram filhos até durante a faculdade de Medicina, mas acha que é algo que exige coragem.

Ela não encara a maternidade como uma obrigação, pelo contrário, considera uma escolha dependente de outras variáveis, que podem mudar até a chegada da idade planejada. Mas pensa nisso. De seus amigos, a maioria mudou a rotina por causa dos filhos, o que aumenta a sua curiosidade sobre a maternidade. Porém, ela acredita que a mulher médica, salvo casos especiais, é tão focada na carreira que acaba não tendo tanta necessidade de uma vida de dona de casa convencional.

Segunda ela, o noivo, que é cirurgião vascular, compreende suas escolhas e a apoia, por ter acompanhado seus desafios nos últimos quatro anos. Eles planejam suas carreiras já pensando na tarefa de conciliar o relacionamento com a rotina da Medicina. Ele fez a Residência enquanto ela era plantonista, e agora, trabalha, enquanto ela se dedica à especialização.

A médica explica que esse tipo de combinado é comum entre casais de médicos. “A sociedade cobra, de certa maneira. Algumas das minhas amigas da mesma idade indagam o porquê da minha hesitação, já que, para elas, outras médicas têm filhos sem maiores problemas. Meus pais estão desesperados por netos, eles sentem falta. Por alguns momentos parece irrelevante para eles o que eu faço profissionalmente. Já meu noivo não faz tanta cobrança porque sabe como é a vida de médico”, comenta.
 

Fora da média

Maisa chegou ao estágio com mais idade do que é comum entre os médicos. Ela explica que, depois de terminar a faculdade, foi trabalhar para quitar as dívidas com a Universidade. Logo, prestou concurso em sua cidade natal e, aprovada, trabalhou co­mo médica do PSF.

Ela fez um ano de estágio em Clínica Médica antes de Dermatologia, mas desistiu. “Nós não sabemos o que é a Medicina até ingressar na carreira”, explica. Ela afirma que só quando veio para São Paulo, realizar o internato, te­ve mais tranquilidade para enfrentar a profissão. Mas a mesma falta de informação que tinha em relação ao curso, existiu com a Residência e a deixou um pouco perdida longe da faculdade. “Com 32 anos, comecei a especialização de novo, no que eu realmente sonhava”, relata.
 


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