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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Mauro Gomes Aranha de Lima


ENTREVISTA (Pág. 3)
Gonzalo Vecina


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág.4)
Hanseníase


SAÚDE PÚBLICA (Pág. 5)
Abelhas africanas


SAÚDE SUPLEMENTAR (Pág. 6)
Honorários médicos


ASSISTÊNCIA À SAÚDE (Pág. 7)
Hospital Universitário


PLATAFORMAS MÉDICAS DIGITAIS (Págs. 8 e 9)
Aplicativos


LITERATURA MÉDICA - (Pág. 10)
Nova publicação


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (Pág.11)
Inclusão social


EU MÉDICO (Pág. 12)
Manuel Mindlin Lafer


JOVENS MÉDICOS (Pág. 13)
RM


CONVOCAÇÕES (pág. 14)
Comunicados


BIOÉTICA (pág. 15)
União homoafetiva


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Edição 337 - 06/2016

SAÚDE PÚBLICA (Pág. 5)

Abelhas africanas


Anvisa autoriza teste em humanos 
para soro contra picadas de abelhas

 

Soro desenvolvido pela Unesp de Botucatu pode aumentar
chances de sobrevivência a ataques de abelhas africanas


Teste está nas fases I e II de avaliação de segurança
da medicação

 

O teste em humanos do soro antiapílico, antiveneno contra picadas de abelhas, foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento é resultado do estudo Apis, desenvolvido pelo Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, e pode aumentar as chances de sobrevivência a ataques de abelhas africanizadas.

Na primeira fase da no­va etapa de testes, o ensaio clínico I/II, 20 pacientes expostos a mais de cinco picadas de abelha já estão passando pelo tratamento com o soro. Com isso, será possível avaliar a segurança da medicação em relação a possíveis eventos adversos, além da eficácia, questões biomédicas e a resposta imune dos participantes.

O recrutamento para participação do Apis está sendo realizado pelas três instituições de ensino e pesquisa envolvidas no estudo: Unesp (Botucatu/SP), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (Uberaba/MG) e Universidade do Sul de Santa Catarina (Tubarão/SC). Esses são únicos centros autorizados a administrar o soro antiapílico, todavia, qualquer médico poderá enviar os pacientes que sofrerem mais que cinco picadas de abelhas para essas unidades.

Posteriormente, na fase III, um grande contingente de pacientes (mais de 300), poderá participar do estudo, a fim de se avaliar de forma detalhada a eficácia do soro no futuro. Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde de SP (SES-SP) é responsável por providenciar a estrutura logística para o envio dos pacientes do local de atendimento inicial para o Hospital das Clínicas da UNESP (HC-Unesp), em Botucatu.

“Todas as unidades de Urgência e Emergência do Estado de São Paulo receberão material científico – cartaz e folheto –, nos quais estarão todas as condutas a serem efetuadas em pacientes, visando estabilização clínica e suportes básico e avançado de vida nessa situação específica”, explica Alexandre Barbosa, diretor clínico do HC-Unesp. 

Depois de realizado o protocolo pré-soro na unidade de origem, o médico responsável terá uma hotline especial à disposição, para contato direto com os coordenadores do estudo, a fim de organizar a transferência do paciente.

 


Lei que regula fosfoetanolamina é suspensa pelo STF

 

A lei que permitia a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética – conhecida como “pílula do câncer” – foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 19 de maio. A medida anula os efeitos da Lei 13.269, aprovada no fim de março e sancionada pela presidente afastada Dilma Rousseff. Ao julgar o mérito da questão – ainda sem data definida –, o STF decidirá sobre a anulação ou não da lei.

A decisão do Supremo “corrigiu um preocupante desvio de competências sobre a liberação e prescrição de medicamentos no País”, avalia o presidente do Cremesp, Mauro Gomes Aranha. “A fosfoetanolamina não passou pelas etapas necessárias de pesquisas científicas e farmacêuticas, portanto, não há como dizer se funciona e se está isenta de maior­ toxicidade. Compreende-se que a pressão das pessoas com câncer e de seus familiares possa ter comovido o Legislativo e o Executivo do País, mas os medicamentos devem cumprir todas as etapas de pesquisa para serem referendados cientificamente e respaldados pelas autoridades sanitárias”, diz Aranha.

O Conselho já havia emitido um comunicado aos profissionais da Medicina e à sociedade em geral, em 15 de abril, alertando para a falta de evidências científicas que comprovassem a segurança e a eficácia da substância, ressaltando que “os médicos não estavam obrigados” a receitá-la e recomendando que não o fizessem.

 


CAXUMBA
 

CVE divulga informe sobre surtos da doença

 

O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE/SES-SP) publicou novo informe de atualização para a profilaxia pós-exposição à doença motivado pelos surtos de caxumba registrados pelo País.  

No Estado de São Paulo, a vacina SCR (contra sarampo, caxumba e rubéola) está incluída no calendário básico de vacinação desde 1992. A partir de 2013, começou a utilizar-se a SCR-Varicela (Tetraviral).

De acordo com o informe, consideram-se suscetíveis à caxumba: indivíduos com menos de duas doses de vacina para caxumba registradas em caderneta de vacinação, administradas a partir de 12 meses, e com intervalo mínimo de 30 dias entre elas; os que não possuam documentação de diagnóstico laboratorial; ou que não possuam documentação laboratorial de imunidade.

Consideram-se comunicantes todos aqueles que tiveram contato próximo com um caso suspeito ou confirmado de caxumba no período de transmissibilidade (7 dias antes até 8 dias após o início da parotidite). Todas as recomendações sobre a profilaxia pós-exposição estão disponíveis no site do CVE-SES-SP.


Recomendações sobre profilaxia estão no site
do CVE-SES-SP

 

O VÍRUS

Causada pelo RNA vírus da família Paramyxoviridae, a caxumba é uma doença infecciosa aguda que tem como principal característica o aumento das glândulas salivares (parotidite), geralmente de forma bilateral. O homem é o único hospedeiro da doença e, em 30 a 40 % dos casos, a infecção é inaparente, contribuindo para a disseminação da doença.

 

 


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