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EDITORIAL (Pág. 2)
Mauro Gomes Aranha de Lima - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (Pág.3)
Ricardo Barros


CAMPANHAS SALARIAIS (Pág. 4)
Principais pautas e negociações


JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE (Pág. 5)
SUS & ações judiciais


SAÚDE PÚBLICA (Pág. 6 a 9)
Dengue, chikungunya, H1N1, Olimpíadas 2016


EU MÉDICO (Pág. 10)
José da Silva Guedes


JOVENS MÉDICOS (Pág. 11)
Violência acadêmica


EDITAIS (Pág. 12)
Convocações


ATO MÉDICO (Pág. 13)
Consulta Pública


ESPECIAL TUBERCULOSE (Pág. 14)
Incidência & tratamento


BIOÉTICA (pág. 15)
Tratamento compulsório


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Edição 338 - 07/2016

EU MÉDICO (Pág. 10)

José da Silva Guedes


Uma vida dedicada à Saúde Pública

 

Qualidade da assistência médica e humanização são o foco do médico sanitarista José da Silva Guedes, professor da Faculdade
da Santa Casa


Guedes: "Saúde é direito de todos e dever do Estado"

 

O médico sanitarista José da Silva Guedes escolheu a Medicina com uma meta indubitável: dedicar-se à Saúde Pública. Atualmente, aos 80 anos, leva sua missão também para preparar os futuros médicos em sua atividade como professor titular do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Ele atribui a escolha pela Saúde Pública ao fato de ter vindo de uma família de trabalhadores e de ter crescido no bairro do Belém, na zona Leste da Capital, e ao lado de familiares no interior de São Paulo, onde podia observar de perto o tipo de assistência médica dada à população.

No 5º ano da Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo (FMUSP), foi convidado para ser auxiliar de ensino na instituição e assim iniciou seu vínculo com a escola. Formou-se em 1961 e foi contratado pelo Hospital Emílio Ribas em 1962, onde clinicou por 14 anos. Apesar disso, continuou como auxiliar de ensino na FMUSP até 1967.

Quando começou a atender no Emílio Ribas, havia epidemias de sarampo, meningite, caxumba e outras doenças que atingiam severamente o País. Naquela época, o hospital já era a principal referência na área de doenças infecciosas. “Isso era um atrativo importante para o profissional que fazia saúde pública e trabalhava com prevenção de doenças”, diz o sanitarista.


Santa Casa

Em paralelo a essas atividades, em resposta a outro convite, vinculou-se à Faculdade da Santa Casa para ajudar na construção do curso de Medicina, em 1963.

A Faculdade da Santa Casa nasceu numa fase em que havia um movimento pela mudança na formação médica, para que fosse mais abrangente, incluindo no currículo dos estudantes noções de Estatística e Sociologia. A intenção era formar médicos com preparo para oferecer atendimento geral, ao invés de especializado.

“Meu compromisso era fazer esse aprimoramento, para ofertar aos alunos um treinamento de atendimento mais humanizado”, diz Guedes. A escola da Santa Casa tinha como proposta colocar os alunos em contato com a realidade do hospital desde o início do curso. Para isso, contava com departamentos que acompanhavam o aluno desde o 1º ano até o último, nas áreas de Psicologia, Clínica Médica e Medicina Social, influenciando sua visão para o atendimento humanizado.

Auxiliou e acompanhou de perto a criação de um Centro de Saúde Escola, que se tornou responsável por toda a região da Barra Funda. “Assim, podíamos contribuir com a população e, ao mesmo tempo, mostrar aos alunos os problemas enfrentados no cotidiano”, afirma o docente da Santa Casa.

 


Hospitais de qualidade, médicos capacitados
e atendimento adequado

 

Guedes chegou a afastar-se das atividades como docente na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, no período de 1983 a 1985, para exercer o cargo de secretário da Saúde do município de São Paulo e, posteriormente, de 1995 a 2002, para assumir a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

À época em que era secretário de Estado, havia cerca de 18 hospitais em construção. Foi quando assumiu o compromisso, com o governador Mário Covas,  de que não fosse iniciada nenhuma obra nova até que as já em andamento fossem concluídas. “É uma tríade: proporcionar hospitais de qualidade para que médicos capacitados ofereçam o atendimento adequado”, ensina.

 

Desafios do SUS

Quando Guedes assumiu o cargo na Secretaria da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) era ainda muito novo, pois surgiu na Constituição de 1988, sendo regulamentado pela Lei Orgânica da Saúde em 1990. “Considerar a Saúde como direito de todos e dever do Estado é fundamental”, pondera. Porém, para o professor, o financiamento destinado ao SUS não permite que ele alcance o objetivo de atendimento para toda a população.

“Nos dias atuais, o médico da Saúde Pública tem uma melhor colocação do que tinha antes”, acredita o sanitarista. Porém, em sua opinião, o médico de Saúde da Família não tem demanda majoritária entre os formandos. “As preferências para a Residência Médica são por áreas mais específicas como Dermatologia. Poucos alunos optam por Clínica Médica ou Pediatria. E continua a ser um problema do SUS garantir médicos para a periferia”, considera.

 

 


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