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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Mauro Aranha - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
Jarbas Barbosa da Silva Júnior


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (Pág 4)
Atendimento humanizado


URGÊNCIA E EMERGÊNCIA (Pág. 5)
Atendimento pré-hospitalar


TRABALHO DO MÉDICO (Pág 6)
Saúde suplementar


MOVIMENTO MÉDICO (Pág 7)
FPMed


SAÚDE SUPLEMENTAR (Pág. 8 e 9)
Planos populares


EXAME DO CREMESP (Pág 10)
12ª Edição


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (Pág 11)
Plenária especial


EU MÉDICO - (Pág. 12)
Arary Triba


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Saúde do residente


CONVOCAÇÕES (Pág 14)
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Edição 339 - 08/2016

EDITORIAL (pág. 2)

Mauro Aranha - Presidente do Cremesp


Violência à Saúde

 

O brasileiro é contribuinte assíduo e pontual, arca com uma das mais altas tributações do mundo e, em demandas por saúde, o que recebe é o caos e a indiferença”

 


O aumento da violência contra médicos e enfermeiros finalmente passou a ser encarado como questão de Estado. Graças às denúncias do Cremesp e do Coren-SP, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) mantém agora um grupo de trabalho que se debruça na busca de soluções para o problema.

Em recente reunião, o secretário adjunto da SSP-SP, Sérgio Sobrane, comprometeu-se a tomar providências. A Secretaria de Saúde (SES-SP) também participou dos debates, que culminaram com proposta do Cremesp e do Coren de um protocolo para orientar profissionais da Saúde a lidar com situações em que o usuário/familiar se mostre agressivo ou ameaçador.

Simultaneamente, a SSP-SP preparará um piloto de intervenção baseado em registros de ameaças ou de truculência na Capital. Se bem sucedido, será multiplicado ao restante do Estado.

São medidas oportunas e as levaremos em frente. Contudo, tal empenho não será o bastante. A violência emerge de raízes profundas: governos negligenciam a saúde dos cidadãos, motivo pelo qual a rede pública padece de graves problemas no acesso ou continuidade da atenção; com hospitais sucateados e sob o contingenciamento de leitos e serviços; postos de saúde e Estratégia Saúde da Família com equipes incompletas para a efetivação de metas integrativas biopsicossociais.

O brasileiro é contribuinte assíduo e pontual, arca com uma das mais altas tributações do mundo, e, em demandas por saúde, o que recebe é o caos e a indiferença.

Resignam-se, muitos. Todavia, há os que não suportam a indignidade. Sentem-se humilhados. Reagem, exaltam-se. Eis que chegamos ao extremo. Em pesquisa encomendada pelo Cremesp, em 2015, com amostra de 617 médicos, 64% tomaram conhecimento ou foram vítimas de violência. Ouvimos também os pacientes: 41% dos entrevistados atribuíram a razão das agressões a problemas como demora para serem atendidos,  estresse, muitos pacientes para poucos médicos, consultas rápidas e superficiais.

Ser médico é condição e escolha. Escolhemos a compreensão científica do mecanismo humano, revertida em benefício do ser que sofre. Vocação, chamado, desafio, e o apelo da dor em outrem, a nos exigirem fôlego, serenidade e dedicação. Estamos todos, médicos e pacientes, em situação. Há que se cultivar entre nós uma cultura de paz. E um compromisso mútuo de tarefas mínimas.

Aos pacientes, cabe-lhes o cultivo de uma percepção mais refletida de que, em meio à precariedade posta por governos cínicos, o Estado não é o médico. Este é apenas o servidor visível, por detrás do qual está aquele que se omite.

Aos médicos, a compreensão de que os pacientes, além de suas enfermidades, sofrem injustiças e agravos sociais.

A tolerância não é exatamente um dom, uma graça, ou natural pendor. É esforço deliberado, marco estrutural do processo civilizador.

Tarefas e esforços compartilhados: a solução da violência está mais dentro do que fora de nós.

Mauro Gomes Aranha de Lima é Presidente do Cremesp



Opinião


Urgência e Emergência: o desejável e o possível

Renato Françoso Filho
Conselheiro do Cremesp

 

Vem se tornando redundante a discussão sobre os problemas envolvendo as Ur­gências­ e Emergências: faltam financiamento, recursos e profis­sionais, dentre tantas outras carências. A todo instante, os veículos de comunicação tratam do mesmo assunto e das repercussões negativas que comprometem a resolutividade da assistência.

Desde a edição da portaria do MS nº 2.048/2002 — que enfatiza a necessidade de existir um sistema organizado, resolutivo e estruturado para o atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência —, ainda convivemos com enormes dificuldades para sua implantação. Em 2003, o CFM publicou a resolução nº 1.671, que dispõe sobre a regulamentação do atendimento pré-hospitalar móvel na prática médica, a regulação médica e da assistência pontual em cena, oferecida pelo médico regulador e pelo intervencionista, além de aprovar a Normatização da Atividade na Área da Urgência e Emergência na sua fase pré-hospitalar. Existem ainda outros decretos, portarias e resoluções sobre o tema, mas, em 2014, o CFM editou uma nova resolução, a nº 2.110, que constata: “as condições de atendimento da maioria dos serviços hospitalares de Urgência e Emergência no País frequentemente atentam contra a dignidade dos pacientes”. E menciona a insuficiência de oferta do Samu e a necessidade de ampliar o acesso a toda a população brasileira.

É inegável que houve significativos avanços que impactaram na qualidade e aumento da expectativa de vida do povo brasileiro a partir dessas normatizações. Seria leviano desconsiderar a repercussão que o Samu e o Grau trouxeram na redução da morbimortalidade pré-hospitalar. A rápida e eficiente chegada ao local de chamada são determinantes. A partir daí, os pa­cientes são levados, via de regra, para as UPAs, que têm se tornado “hospitais de urgência”, quando deveriam ser apenas uma instância de transição entre o pré-hospitalar e a resolução do caso.

O problema é que, passados todos esses anos, convivemos com a falta de profissionais preparados nas unidades  para a regulação do sistema e com­posição de equipes nas ambulâncias para atender urgên­cias e emergências. Grande parte das escolas médicas e de enfermagem não tem corpo docente nem estrutura para formar emergencistas.


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