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Mauro Gomes Aranha de Lima - Presidente do Cremesp


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Raiva humana


CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA (pág. 5)
Revisão do CEM


SETEMBRO AMARELO (pàg. 6)
Campanha contra o suicídio


ÉTICA MÉDICA (pág. 7)
Comitê de Bioética Hospitalar


SUS (págs 8 e 9)
Sistema público de saúde


EXAME DO CREMESP (pág. 10)
Avaliação acadêmica


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
Congresso Nacional e Internacional de Direito Homoafetivo


EU MÉDICO (pág. 12)
Cristiane Barbieri


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
Residência Médica


CONVOCAÇÕES (pág. 14)
Editais


BIOÉTICA - (Pág. 15)
Judicialização


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Edição 340 - 09/2016

EU MÉDICO (pág. 12)

Cristiane Barbieri


Por uma Psiquiatria mais democrática

A psiquiatra Cristiane Barbieri realiza atendimento voluntário às mães e familiares de desaparecidos em circunstâncias não esclarecidas


Cristiane: ir ao psiquiatra ainda é tabu
 

Tornar a Psiquiatria mais acessível e democrática. Esse é o ideal da médica psiquiatra Cristiane Barbieri. Ela acredita que, com o acesso mais amplo à Psiquiatria, o preconceito em relação à área pode acabar. Talvez por isso, o voluntariado tenha sempre despertado o interesse da médica. Ela chegou a se inscrever no programa Médicos Sem Fronteiras, mas decidiu ficar no País ao perceber que aqui o número de profissionais é menor que a demanda pelo atendimento.

Desde criança, Cristiane demonstrou interesse pelas áreas relacionadas à Biologia, embora a de humanidades também a atraísse. Por isso, quando prestou vestibular, ficou em dúvida entre Medicina e Jornalismo, mas, na hora de escolher a carreira que iria seguir, o amor pela ciência e o acolhimento durante o contato com as pessoas falaram mais alto. Optou, então, pela Medicina.

 


Voluntariado

Seu primeiro trabalho como voluntária foi na Associação Beneficente Santa Fé, onde fazia o atendimento clínico a crianças em situação de rua. Logo depois, Cristiane conheceu o Movimento Mães da Sé – Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD) – por meio de um amigo em comum com uma das fundadoras da entidade.  Há cinco anos Cristiane desenvolve o atendimento clínico nessa instituição. Ela explica que, inicialmente, a organização faz uma triagem e os pacientes mais graves são encaminhados para ela, que os atende gratuitamente em seu consultório.

Para Cristiane, o mais gratificante em seu trabalho junto ao Mães da Sé é poder dar um mínimo de conforto para as pacientes que tiveram os filhos desaparecidos em circunstâncias não esclarecidas, seja por meio de uma conversa ou com orientação medicamentosa.

Segundo ela, o maior aprendizado que seu trabalho lhe proporciona é a força que as mães encontram para lidar com o sentimento de perda. “Tento ajudar a lidar com a situação porque elas não conseguem nem elaborar o luto, uma vez que não se sabe se a pessoa morreu”, disse.

Além do atendimento na Capital paulista, a médica também realiza voluntariado no lar de idosos Vila Vicentina, que fica na cidade de Brotas no interior de São Paulo.

 


Especialidade

Formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na turma de 1986 – onde também fez Residência e trabalhou na supervisão de residentes de 1990 até 2006 –, Cristiane conta que, no início do curso, pensava em fazer especialização em Pediatria, mas ao ingressar em um estágio de Psiquiatria, identificou-se com os professores e teve a percepção de que faltavam profissionais na área, por isso resolveu se especializar em Saúde Mental.

Trabalhou em um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 1987 e 2006, mas resolveu buscar outros desafios e dedicar-se ao atendimento em seu consultório particular, que possui desde 1998. Segundo a médica, a saída do sistema público não foi definitiva, e pensa em voltar a atuar na rede.

Para Cristiane, são muitos os desafios da área, mas os casos mais complexos são os de pacientes que tentam suicídio, envolvendo também o atendimento às famílias que não aderem ao tratamento.

 


Preconceito

Segundo a psiquiatra, outra dificuldade enfrentada na profissão é o preconceito que as pessoas têm em relação à Psiquiatria, fato que ela atribui à falta de informação. “Ir ao psiquiatra ainda é um tabu, bem menos do que quando comecei a atuar na área, mas ainda é assim. Muitos dizem que não vêm ao psiquiatra porque acham que se trata de “médico de louco”, o que é algo fora do contexto. Atendemos pessoas com diversas questões”, afirma.

Cristiane acredita que, com o acesso mais amplo à Psiquiatria, o preconceito com a área pode acabar. Ela cita o trabalho de conscientização da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), mas, segundo ela, ainda falta uma campanha massiva de informação à população.

 


Movimento Mães da Sé

A Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), conhecida como Mães da Sé, criada em 31 de março de 1996, por Ivanise Esperidião da Silva e Vera Lúcia Gonçalves, oferece atendimento psicológico às mães e familiares dos desaparecidos, assessoria jurídica, com orientação quanto aos procedimentos legais, acompanhamento dos casos encaminhados aos órgãos públicos e divulgação de fotos dos desaparecidos por meio dos veículos de comunicação.

As fundadoras da entidade se conheceram em um grupo de mães que tiveram os filhos desaparecidos e, inspiradas pelos grupos Mães da Cinelândia (RJ) e Movimento Nacional em Defesa das Crianças Desaparecidas (PR), criaram em São Paulo uma entidade que desenvolve projeto semelhante, atuando na solução de casos de desaparecimentos e atendimento às famílias.

A entidade é conhecida como Mães da Sé porque no início do movimento um grupo de mães se reunia no segundo domingo de cada mês, na Praça da Sé, exibindo cartazes com a fotografia dos desaparecidos.

 

 


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