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Nesta Edição
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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Mauro Gomes Aranha de Lima


ENTREVISTA (pág. 3)
Lígia Bahia


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág. 4)
Instituto de Oncologia Pediátrica


SUS (Pág. 5)
Subfinanciamento da saúde


ÉTICA MÉDICA 1 (pág. 6)
Novo CEM


TRABALHO MÉDICO (pág. 7)
Falta ao plantão


EXAME DO CREMESP (págs. 8 e 9)
Avaliação acadêmica


ÉTICA MÉDICA 2 (pág. 10)
Comissões de Ética


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
Simpósio


EU, MÉDICO (pág.12)
Rachel Esteves Soeiro


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
Saúde dos residentes


CONVOCAÇÕES (pág. 14)
Editais


BIOÉTICA (pág. 15)
Vida & Morte


GALERIA DE FOTOS



Edição 341 - 10/2016

JOVENS MÉDICOS (pág. 13)

Saúde dos residentes


Estresse provoca problemas de saúde em residentes


Suicídio entre os médicos é cinco vezes maior do que
na população em geral

 

Os jovens médicos apresentam problemas de saúde já na Residência devido ao alto nível de exigência da profissão e à convivência com situações de estresse. Apesar disso, muitos não buscam ajuda para tratar os sintomas. A resistência apresentada pelos médicos em admitir que estejam passando por problemas e a dificuldade em se colocar no papel do paciente fazem com que muitos não procurem ajuda, o que contribui para o avanço da doença.

Essas conclusões – consenso entre os participantes do I Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), no mês de agosto – alertaram sobre a importância do cuidado e atenção à saúde do médico desde a Residência. Segundo a conselheira do Cremesp, Kátia Burle Guimarães, há indícios de que o estresse do médico comece já durante a graduação. Ela apresentou pesquisa realizada com alunos a partir do 5° ano, apontando que em 63,71% dos casos havia predominância de sintomas psíquicos.

Outro dado alarmante discutido durante o fórum diz respeito ao número de suicídios cometidos por médicos, que é cinco vezes maior do que entre a população geral, de acordo com a literatura médica. Entre as mulheres médicas, o risco é ainda maior que o dos homens.

Ensino

Segundo dados apresentados durante o fórum, existem atualmente 269 cursos de Medicina no País, o que, por ano, representam a oferta de vagas para mais de 24 mil novos estudantes. Esses números projetam para 2020 a existência de mais 35 mil novos médicos, um contingente expressivo que depende de ações imediatas para que se possam colher os resultados esperados em alguns anos em termos de assistência à saúde da população.

O evento apontou soluções para conferir mais eficiência ao ensino médico, como o acesso a um corpo docente qualificado e a instalações físicas com condições adequadas, além de uma organização didático-pedagógica que propicie a boa formação de médicos. Também foi discutida a necessidade da existência de avaliação externa dos cursos de Medicina, como componente fundamental para aferir qualidade e desenvolver excelência na oferta de ensino.

Foram apresentadas ainda algumas ações do Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica, que defende um plano de carreira para os preceptores, a isonomia da bolsa de Residência com os médicos do Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (Provab) e do Mais Médicos, além de um plano de carreira para os médicos do SUS.


Nota Cremesp

Violência nas escolas médicas

Câmara Técnica Interdisciplinar sobre Violência
nas Escolas Médicas divulga recomendações
para alunos e universidades


É inadmissível receber colegas com trote violento


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), preocupado com o acolhimento dos alunos ingressantes nos cursos de Medicina e com a eventual ocorrência de trotes, assédio moral e sexual, e outras formas de violência, editou, por meio de sua Câmara Temática Interdisciplinar sobre Violência nas Escolas Médicas (Cam­tivem) as recomendações abaixo, dirigidas aos alunos e às instituições. Criada em outubro de 2015, a CT visa estudar as questões relacionadas à violência recorrente nas escolas médicas.

Recomendações para a boa prática de recepção aos primeiranistas de Medicina:

1. Conscientizar a instituição de ensino de que ela é a responsável pelo acolhimento dos estudantes e de seus pais no momento da recepção;
2. Distribuir o Código de Ética do Estudante de Medicina na semana de recepção aos ingressantes (acessível no site do Cremesp);
3. Estimular o apadrinhamento dos ingressantes pelos estudantes de segundo ano;
4. Ter um documento com assinatura dos estudantes responsáveis pela festa de recepção, entregue à direção da escola;
5. Providenciar uma lista de estudantes que se disponham a ser “Carona Solidária” e que essa lista seja encaminhada aos pais e à direção da escola;
6. Disseminar que o sucesso das festas de confraternização é incompatível com a prática conhecida como “open bar”;
7. Disponibilizar serviço de ouvidoria, autônomo e independente, preservando o anonimato e privacidade do reclamante;
8. Promover a realização de palestras sobre saúde mental do estudante de Medicina, levando informações aos alunos e seus pais.


Bolsas de Residência

Reajuste continua suspenso

A Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp) continua a reivindicar o reajuste de 11,9% nas bolsas de Residência Médica, estabelecido pela Portaria Interministerial nº 3, de 16 de março de 2016. De acordo com a Ameresp – que luta pela garantia dos direitos dos residentes, contra o assédio, as más condições de trabalho e de aprendizado –, a concessão do reajuste das bolsas de Residência Médica ainda não foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

Segundo o presidente da entidade, Paulo César Rozental Fernandes, apesar das diversas tentativas de negociação junto à SES-SP, as propostas foram insuficientes, e a questão evoluiu para a judicialização. “A Ameresp não descansará até que os Programas de Residência Médica sejam tratados com a devida atenção, os médicos residentes tenham seus direitos respeitados e as condições de trabalho e atendimento sejam valorizados”, diz.

 


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