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Edição 193 - 09/2003

SERVIÇOS

Medicina Legal de Ribeirão Preto


Medicina Legal de Ribeirão Preto é destaque no exterior


A idéia era aprimorar o ensino de Medicina Legal, mas quando o Centro de Medicina Legal (Cemel) foi instalado no campus da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, onde está a Faculdade de Medicina, em junho de 1999, a idealizadora, professora Carmen Cinira Santos Martin, não podia imaginar que seu projeto repercutisse até fora do Brasil.
A edição de 1º de maio deste ano da revista inglesa Nature traz duas páginas a respeito do Cemel. O interesse da revista surgiu por meio do trabalho de Marco Aurélio Guimarães, pesquisador brasileiro do Cemel que faz pós-doutorado na Universidade de Sheffield, na Inglaterra. Marco Aurélio conseguiu extrair DNA de ossos e dentes de velhas ossadas – o que é difícil até nos melhores laboratórios.
Nacionalmente, o trabalho do Cemel é referência em muitas cidades e Carmen é constantemente convidada a explicar o sistema que implantou. Além disso, por meio do Serviço de Verificação de Óbitos do Interior (SVOI), está servindo de inspiração para o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem pronta uma minuta de lei sobre a implantação de verificação da causa de óbito em todo país.
O que o diferencia de outros centros é o fato de estar localizado no campus da Universidade, junto com o SVOI e o Núcleo de Perícias Médico-Legais (NPML) da cidade.
Professora do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina, Carmen levou quase 18 anos para conseguir montar o Cemel. A integração com o SVOI e o NPML veio depois, com a transferência desses serviços para o campus da USP. “Eu queria tornar o ensino da Medicina Legal brasileira tão bom quanto os melhores que existem no mundo”, diz a professora.
A idéia do Centro foi inspirada no modelo da Medicina Legal de Portugal. No Brasil, os modelos de Brasília e Salvador também foram inspiradores para Carmen. Cansada de “dar aula com figurinha”, ela queria mostrar aos alunos a “beleza” dessa especialidade médica. “Queria trazer os alunos para a Medicina Legal, seduzi-los para a área e não espantá-los. Se os levasse para o IML de Ribeirão Preto, nunca mais iriam querer saber do tema. O necrotério de lá era uma sala terrível, pequena, mal preparada”. Assim, a professora propôs ao ex-diretor da faculdade, José Antunes Rodrigues, a construção do Cemel e ele encampou o projeto.
Segundo Carmen, as dificuldades que a Medicina Legal brasileira encontra começam na formação do profissional: “não existe formação de médico legista. Qualquer médico pode fazer hoje o concurso, só lendo teoria”.
Sua meta agora é criar também o primeiro curso de patologia forense do país. “No Brasil, não existe ainda residência médica na área. Pretendemos fazer uma ponte entre a patologia e a Medicina Legal, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto”.
O Cemel é custeado, em grande parte, pela USP. Recebe auxílio também do Hospital das Clínicas; do município, por meio de vigilância predial; da Secretaria Estadual de Saúde, por meio de recursos humanos; do IML, como material e mão-de-obra.
Atualmente o centro ocupa um prédio de 1.200 metros quadrados, no qual trabalham cerca de 30 funcionários. O projeto para a construção da segunda parte do edifício, de igual tamanho, já foi aprovado, mas a construção ainda não foi feita.

Santa Casa de São Bernardo luta para se reestruturar

Após 30 anos cedido ao Rotary Club, que fez de lá sede de um programa assistencial, o prédio da Santa Casa de São Bernardo do Campo está sendo reativado com a ajuda de voluntários. Mesmo sem estar ainda credenciada junto ao SUS, a instituição foi reaberta em abril de 1997, para “atender a grande demanda da população doente e carente nas mais diversas especialidades médicas”, segundo o médico e provedor Conrado Zambrini.
Com o trabalho de voluntários que vão desde jardineiro até médicos, a Santa Casa já está atendendo 7.000 mil pessoas por mês no ambulatório, realizando consultas em 27 especialidades e distribuindo, também, os medicamentos prescritos. Os exames complementares e o atendimento de casos mais complexos são realizados junto ao serviço público municipal e estadual e pela Fundação Salvador Arena.
“Não recebemos qualquer subvenção ou verba, apesar de a instituição ser portadora de Decretos que a declaram de Utilidade Pública estadual, federal e municipal. Estamos pleiteando o credenciamento do SUS junto à prefeitura para a implantação do projeto, além de parcerias com a iniciativa privada, e contando com o apoio da Diocese de São Bernardo do Campo, Conselho Regional de Medicina (Cremesp), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), comunidade e outros”, esclarece Zambrini.
O pedido de credenciamento no SUS foi protocolado na Secretaria de Saúde em 30 de abril de 2003. Nele, a Santa Casa oferece 26 especialidades e pede o credenciamento em Neurologia.
Segundo o conselheiro do Cremesp daquela região, João Eduardo Charles, a Delegacia local do Conselho “sempre apoiou a iniciativa de reativar a instituição, pois em um país como o Brasil, com tantas carências, todo trabalho voluntário e benemérito deve ser incentivado e a Santa Casa tem conseguido resolutividade de algumas demandas que o setor público não está conseguindo atender”.

Projeto

Já foi feito um projeto visando criar um complexo hospitalar que seria composto por 13 unidades. Algumas reformas para a construção do Hospital Geral estão em andamento. De acordo com o projeto, serão 90 leitos. Estão sendo reformados o Centro Cirúrgico, a UTI, enfermarias e o setor de leitos individuais.
A Santa Casa foi fundada em 1968 e a construção do prédio levou dez anos, de 1970 a 1980. O ambulatório da Santa Casa funcionou de 1980 a 1983 e depois outra instituição de saúde passou a utilizar o edifício até 1997, quando foi reativado pela equipe de Zambrini.
Mais informações sobre o projeto da Santa Casa e como participar ou ser voluntário estão no site: http://www.santacasasbc.org.br


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