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Edição 362 - 09/2018

PÁGINA 4

Ensino médico


Exame do Cremesp 2018 aprova
61,8% dos recém-formados em Medicina

Prova foi realizada no dia 19 de agosto em 10 municípios do estado

Pelo segundo ano consecutivo, os resultados do Exame do Cremesp apontam que a maioria (61,8%) dos recém-formados em Medicina que realizaram a avaliação foram
aprovados. Esse percentual equivale a 1.961 de um total de 3.174 egressos do estado de São Paulo que fizeram a prova. Além desses, 711 inscritos de outros estados participaram da avaliação, mas não entraram no cômputo de desempenho.

Realizado em 19 de agosto, pela Fundação Carlos Chagas (FCC), o exame deste ano teve número recorde de adesão em relação aos anos anteriores, com 4.690 inscrições. “Isso é resultado do reconhecimento que a avaliação alcançou desde 2015, quando passou a contar como um dos critérios de acesso à Residência Médica e a processos
seletivos no mercado de trabalho”, afirmou o coordenador do exame e primeiro-secretário do Cremesp, Bráulio Luna Filho.

“A experiência com a avaliação externa dos egressos de Medicina tem sido muito exitosa. Espero que essa ação continue e que se torne um exame nacional obrigatório”, destacou o presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim.

Além da capital, o exame foi aplicado simultaneamente em mais nove municípios do estado de São Paulo: Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taubaté, Presidente Prudente, Santos, Marília, São Carlos e Botucatu.
 

Lançamento

Livro aborda experiência pioneira do Cremesp

Para reunir os resultados obtidos em 13 anos de aplicação da avaliação dos estudantes de Medicina, desde 2005 até a penúltima edição em 2017, o Conselho paulista lançou, em 31 de agosto, o livro O Exame do Cremesp no contexto da expansão do ensino médico, organizado por Bráulio Luna Filho e Alex J. Flores Cassanote. “A avaliação consolidou-se como instrumento cientificamente competente para a análise da qualidade da formação médica”, observou Luna Filho, também 1º secretário do Cremesp e coordenador do Exame. “O que se constatou é que o índice de aprovação do exame ainda é baixo, pois de 2005 até 2017 participaram 20.978 candidatos; destes, 50,1% foram aprovados. Na média, metade dos formados em Medicina nos últimos 13 anos não demostraram conhecimento satisfatório para o exercício da profissão, o que é
preocupante e grave”, destacou Luna Filho.

Entre 2012 e 2014, o Cremesp tornou a participação no exame obrigatória para a
concessão do registro profissional. No entanto, em 2015, a Justiça Federal concedeu liminar à ação movida pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras dos Estabelecimentos de Ensino Superior, contrário às provas, retirando essa exigência para concessão de registro. O Cremesp recorreu da decisão, mas até setembro de
2018 ainda não havia uma posição da Justiça quanto à ação.


Maioria dos participantes é favorável a exame obrigatório

Alunos que participaram do Exame do Cremesp de 2018 deram depoimentos sobre a realização de uma prova que avalie a qualidade do ensino médico no país e, também, a respeito de sua obrigatoriedade para obtenção do registro profissional.

"Acho que o exame deveria ser obrigatório e cobrado de todos os alunos de Medicina,
para checar o nível de conhecimento médio, por área, e a qualidade do ensino, como esse aluno sai da faculdade. Mas acredito que a prova tem de ser mais prática, para o dia a dia.”
Marcelo Fernando Gandara Calabria – Centro Universitário São Camilo – São Paulo/SP

"Em vez de colocar uma avaliação no fim do curso, deveriam se preocupar, de fato, com o ensino. Não acho justo usarem um método assim, punitivo muitas vezes, para suprir a falta de qualidade de ensino. Não faz sentido.” Maria Julia Trentini – Universidade Anhembi Morumbi (UAM) – São Paulo/SP

"Achei que esta avaliação teve um nível de dificuldade mediano. Fiz a prova porque
acho que tem de avaliar todo mundo que faz Medicina. Com tantas faculdades, é necessário um filtro.”
Ana Carolina Trentini – Universidade São Francisco (USF) – Bragança Paulista/SP

"Esta avaliação do Cremesp foi justa, condizente. Prestei por causa da Residência,
pois conta pontos em algumas instituições. Creio que não deve ser obrigatória, pois não acho que queira dizer alguma coisa. Não é essencial.” Carolina Cazarin Brosco – Universidade de Santo Amaro (Unisa) – Bauru/SP

“Realizei este exame apenas como treino e acho que ele deveria ser obrigatório, mas
não com esta prova, que não avalia, de fato, se a pessoa consegue exercer o trabalho médico. Deveria ser uma prova metade prática e metade teórica”.
Davi Kern – Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo/SP

“Acho bacana ter esse teste para avaliar a proficiência dos profissionais e como um
pré-aquecimento para a Residência. Acredito que deveria ser obrigatório, mas não como pré-requisito para exercer a profissão, talvez como termômetro de boa formação.”
Lucas Mello Neto – Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) – Petrópolis/RJ

“Achei a prova bem feita, bem distribuída, sem pegadinhas, boa de fazer. Ou você sabia
ou não sabia. Pretendo fazer Residência em São Paulo e, por isso, fiz o exame. Acho que devia ser obrigatório, e o CRM devia depender dele.”
Vitor Lucena Carneiro – Universidade Federal de Goiás (UFG) – Goiânia/GO


 


 


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