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Edição 1 - 03/2019

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Mais Médicos


Maioria das vagas é preenchida por profissionais com CRM no país

Em pouco mais de um mês, 83% dos postos foram ocupados por médicos regularmente inscritos no Brasil, derrubando a tese de que eles não tinham interesse no programa


Mapa mostra distribuição dos mais de 8 mil profissionais cubanos que atuavam no Brasil FONTE: SIMM/CVSP-OPAS

O rompimento unilateral do governo de Cuba com o Programa Mais Médicos (PMM) – após exigência do Revalida, feita pelo Ministério da Saúde (MS), para a permanência daqueles profissionais no Brasil – deixou em aberto mais de oito mil vagas em diversas regiões.

O mapa ao lado mostra a distribuição dos médicos cubanos que atuavam no Brasil antes de sua saída do programa. A maioria estava em municípios litorâneos e desenvolvidos, também desmontando a narrativa de que o Mais Médicos foi pensado para suprir o interior ou áreas periféricas e desassistidas. Em aproximadamente um mês, mais de 83% das vagas foram ocupadas por médicos registrados no Brasil, desconstruindo a tese de que estes não teriam interesse na iniciativa. De acordo com o MS, das 8.517 vagas, mais de 7 mil foram preenchidas por profissionais com registro médico no país. A divulgação desses dados evidenciou que as vagas de difícil provimento, usadas como justificativa ao programa, eram minoria.  

O rápido preenchimento das vagas demonstrou que havia, sim, demanda por elas e que foi dada preferência aos cubanos, por outros interesses, como diminuir os gastos das prefeituras com salários de médicos. Inclusive, profissionais brasileiros foram demitidos em massa pelos municípios, sendo substituídos pelos cubanos. Interesses de política externa também influenciaram a criação do Mais Médicos, como revelado pela mídia. Para ajudar a reverter esse cenário de cinco anos, o Conselho desenvolveu uma série de ações para garantir a inscrição dos profissionais com registro no Brasil e elucidar os fatos que envolvem o Mais Médicos, visando também contribuir na correção dosproblemas da Medicina no país.

 


Força-tarefa agilizou inscrições de recém-formados às vagas abertas

Em prazo recorde, mais de 1,9 mil registros foram emitidos pelo Cremesp no mês de novembro


Entrega de carteiras na sede do Cremesp

Diante da necessidade de rápida reposição dos postos médicos deixados peloscubanos e do prazo de inscrição coincidir com o período de formatura de diversas faculdades, o Cremesp criou uma força-tarefa que acelerou a emissão de registros para que os recém-formados pudessem participar do programa.

Em 15 dias, entre 22 de novembro e 6 de dezembro, foram emitidos 1.949 registros, garantindo um prazo médio de entrega do documento de 24 horas. O Conselho priorizou o atendimento àqueles que pretendiam responder ao chamado do Ministério da Saúde.  O número de registros em novembro representou quase o dobro do mesmo período de 2017, quando foi de 1.053.


Mutirão

Diante do grande número de registrosrealizados,  o Cremesp  promoveu solenidades com maior número de participantes  para agilizar  a entrega de carteiras nos meses subsequentes.


Conselheiros entregam carta de sugestões para corrigir problemas


Da esq. para a dir.: Edoardo Vattimo, Mandetta, Rodrigo Aloe e Angelo Vatiimo

“Agradeço, publicamente, ao Cremesp pela formação da força-tarefa que, até nos finais de semana, emitiu registros a quase 2 mil novos médicos no último mês. Ações planejadas como essa fazem a diferença e serão bem-vindas em nossa gestão”, afirmou o então deputado federal Luiz Henrique Mandetta, em 13 de dezembro, poucos dias antes de tomar posse no Ministério da Saúde.  

Ele teve um encontro com representantes de entidades médicas na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), do qual participaram o 1º secretário, AngeloVattimo; o corregedor, Rodrigo Aloe; e o coordenador de Comunicação do Cremesp, Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo. Na ocasião, os conselheiros entregaram um documento a Mandetta, com uma proposta para o preenchimento das vagas de difícil provimento, recomendando um novo programa, mais efetivo, que envolva a criação de uma carreira de Estado. O documento também incluiu sugestões para corrigir problemas da Medicina, como uma avaliação seriada do ensino médico e a exigência plena do Revalida.

 


Conselho notificou ministério para viabilizar cadastro de brasileiros

Dificuldades na inscrição levaram Conselho paulista a abrir canal de reclamações

Desde o anúncio da abertura das inscrições no Mais Médicos, o Cremesp recebeu reclamações de profissionais que tiveram dificuldade para se inscrever no endereço www.maismedicos.saude.gov.br.

Alguns relataram que o site estava fora do ar ou que o serviço havia ficado indisponível no período de inscrição online. O Cremesp, então,abriu um canal para receber as reclamações pelo email dificuldadescadastromaismedicos@cremesp.org.br. Ao todo, foram 182 denúncias endereçadas, sob anonimato, para o email disponibilizado.

Depois de reunidas e avaliadas, algumas manifestações subsidiarammedidas que o Cremesp encaminhou junto a alguns órgãos. O objetivo foi impedir que médicos com registro no Brasil fossem prejudicados na inscrição.

O grande número de problemas relatados ao Cremesp motivou duas ações junto ao Ministério da Saúde. O Conselho protocolou, nos dias 26 e 28 de novembro,dois ofícios nos quais solicitava mudanças urgentes para o ajuste do processo de preenchimento de vagas. (Veja no quadroabaixo).

Para promover o interesse e a permanência dos profissionais no Mais Médicos, o Cremesp também apresentou proposta à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), defendendo que as vagas de residentes aprovados em concursos e efetivados no programa pudessem ser congeladas por um ano. Como essa garantia é concedida aos médicos que atuam nas Forças Armadas, o Conselho buscou reservar os mesmos direitos aos médicos do PMM.

“A intenção do Cremesp foi fazer com que os médicos brasileiros conseguissem preencher as vagas no programa, e, assim, cumprir suas funções de assistência à saúde da população”, afirmou o presidente da autarquia, Mario Jorge Tsuchiya.

Reivindição ao Ministério da Saúde

• Substituição do critério de ordem de inscrição dos médicos para a definição do local de trabalho por pré-requisitos mais claros, no intuito de preservar princípios como transparência e isonomia;
 • Concessão aos candidatos de até três opções de escolha de município, alocando a vaga de acordo com a disponibilidade;
 • Aceite de certidão de conclusão de curso, pelas secretarias municipais de Saúde, de forma provisória, até a emissão do diploma do médico recém-formado;
• Prioridade, nos editais de chamada para as vagas remanescentes, aos médicos com registro nos CRMs


Campanha desmistifica desinteresse dos médicos registrados no país

O Cremesp lançou uma campanha publicitária, em janeiro, para elucidar e desmistificar a falsa narrativa sobre o desinteresse de médicos registrados no Brasil em aderir ao Programa Mais Médicos. A veiculação em emissoras de rádio, por exemplo, explicou à população que os profissionais registrados no Brasil querem colaborar com a assistência no país. A campanha foi lançada para tentar reverter o aviltamento da imagem do médico pelos governos anteriores durante tantos anos.
 


Repercussão na mídia

Verdade por trás do Mais Médicos é revelada

O coordenador da Assessoria de Comunicação do Cremesp, EdoardoFilippo de Queiroz Vattimo, desconstruiu o discurso do ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, em debate promovido pela TV Gazeta sobre o Mais Médicos. Para Vattimo, tal como foi concebido, o programa esconde uma face nefasta, não mostrada na mídia. Segundo ele, as prefeituras criaram uma narrativa que culpa o médico pela falta de profissionais em locais distantes dos grandes centros, quando são problemas como más condições de trabalho, corrupção, calotes e notícias de fraudes em concursos os responsáveis pela dificuldade no preenchimento de algumas vagas. O conselheiro destacou que, ao contratar formados no exterior sem registro profissional, o Ministério da Saúde impossibilitava a intervenção do Cremesp, em caso de infração ética.  Para Vattimo, a dependência de um governo estrangeiro para prover médicos, pode ser considerada um atentado à soberania nacional. “Chioro se mostrou desconfortável com as críticas feitas ao vivo, finalmente reveladas contra o programa, e buscou tergiversar sobre o tema por meio de retórica populista”, afirmou. O debate completo pode ser assistido no link: https://www.youtube.com/watch?v=JK6uHGZnpXk


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