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Editorial de Desiré Callegari. Ensino médico no Estado: um grande balcão de negócios...


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Marilena Lazzarini (Idec) é a entrevistada especial desta edição


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Confira as novidades para 2007 preparadas pelo Programa de Educação Médica Continuada do Cremesp


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Escala de Disponibilidade: Cremesp está de olho na implantação da Resolução 142


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AVALIAÇÃO
Divulgados os resultados finais do Exame do Cremesp 2006, aplicado a sextanistas de Medicina do Estado


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Edição 233 - 01/2007

AVALIAÇÃO

Divulgados os resultados finais do Exame do Cremesp 2006, aplicado a sextanistas de Medicina do Estado


Aprovados 62% dos participantes



Exame do Cremesp 2006 confirma importância da experiência,
que será repetida este ano

Pelo segundo ano consecutivo o Cremesp promoveu o exame de avaliação dos estudantes do sexto ano de medicina do Estado de São Paulo. A primeira etapa do exame aconteceu no dia 15 de outubro de 2006 em cidades paulistas que contam com cursos de medicina. A segunda, na Capital, dia 5 de novembro de 2006.

Assim como em 2005, o exame teve caráter experimental e foi organizado pela Fundação Carlos Chagas, instituição com larga experiência em concursos públicos. A comissão encarregada da elaboração e aplicação do exame foi coordenada pelo conselheiro do Cremesp, Bráulio Luna Filho.

Atualmente existem 29 escolas médicas em atividade no Estado, sendo que 23 delas têm, ao todo, cerca de 2.200 alunos no sexto ano. As demais, abertas há menos de seis anos, ainda não formaram as primeiras turmas. Os docentes das faculdades foram convidados para contribuir com a elaboração do conteúdo do exame e as escolas interessadas puderam acompanhar de perto as provas.

A avaliação foi restrita ao Estado de São Paulo e não tem similaridade com o “exame de ordem” da OAB. A participação no Exame do Cremesp é voluntária e não é um pré-requisito para a habilitação do médico ao exercício profissional da Medicina. “Não cabe ao Cremesp instituir um exame obrigatório. Isso demandaria uma legislação federal específica a ser  aprovada pelo Congresso Nacional”, explica Desiré Callegari, presidente do Conselho.

O Exame do Cremesp é mais uma proposta de avaliação do ensino médico que vem somar-se a outras medidas, já implementadas, igualmente apoiadas pelo Cremesp, como a avaliação permanente in loco realizada pelas próprias faculdades durante o processo de graduação, e a avaliação periódica e pontual realizada pelo MEC (atual Enade, antigo Provão), entre outras. O estudante aprovado no Exame do Cremesp recebe um documento, que poderá ser útil no currículo pessoal e no mercado de trabalho.

Iniciativa bem recebida
O exame foi aprovado pela maioria dos entrevistados em pesquisa realizada pelo Datafolha durante cinco meses, em 2005 e 2006. Os médicos, 84% deles, aprovam sua realização pela necessidade de maior controle do ensino nas faculdades e da conseqüente formação dos universitários. A maioria dos  formadores de opinião (100%) e da população (94%) considera o exame do Cremesp uma iniciativa importante. Já os estudantes encontram-se divididos quanto à importância e aprovação da iniciativa. A maioria deles (56%) posiciona-se contra a obrigatoriedade da participação no exame.

Ressalvas importantes
Para a análise dos resultados do exame são necessárias algumas observações:

- Nas duas edições do Exame do Cremesp, de 2005 e 2006, a distribuição dos estudantes participantes não foi homogênea entre as diversas faculdades de medicina. Muitas estiveram representadas por um número expressivo de formandos; outras tiveram baixa participação. Devido a essa disparidade não é possível o estabelecimento de um ranking entre todas elas.
- Os resultados das duas séries do exame ainda não permitem análises estatísticas e comparativas definitivas e aprofundadas. Há a necessidade da continuidade da avaliação anual, pois somente após a consolidação de uma série histórica de exames, a partir de 2007, será possível uma avaliação mais detalhada. O Cremesp já iniciou a organização do exame que vai acontecer no segundo semestre deste ano.
- O número de participantes nas duas edições do Exame do Cremesp, embora considerado satisfatório, é bem menor que o total de estudantes que cursam o sexto ano de medicina no Estado. Além do próprio caráter experimental e opcional do exame, vale ressaltar que ainda há grande resistência e boicote por parte da direção de algumas escolas e de alguns centros acadêmicos.

Resultados

A primeira etapa do Exame do Cremesp de 2006 contou com uma prova de múltipla escolha, com questões nas áreas de Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Saúde Pública, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas. Já a segunda prova simulou, em computadores multimídia, situações clínicas e problemas práticos, incluindo questões nas áreas de Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia, Saúde Mental, Ginecologia, Obstetrícia e Bioética.

Dentre os 688 participantes da primeira fase, 427 (62%) foram aprovados para a segunda fase. Para passar à segunda etapa era preciso acertar o mínimo de 60% questões. Dentre os 427 aprovados, 265 compareceram à segunda fase. Destes, todos foram aprovados. No primeiro Exame do Cremesp, em 2005, dentre os 998 presentes na primeira etapa, 685 participantes (69%) foram considerados aptos para a segunda. Na segunda fase, todos os 286 que compareceram foram aprovados.

O índice de reprovação cresceu cerca de 7% do primeiro para o segundo exame. O Cremesp considera o resultado preocupante, pois demonstra que há deficiências no ensino médico no Estado. É importante considerar que devido ao caráter opcional do exame, em tese os alunos melhor preparados ou que cursaram melhores faculdades demonstraram maior interesse em participar do exame.

Assim como em 2005, no Exame do Cremesp de 2006 a média dos resultados foi satisfatória. A média de acertos na primeira fase foi de 74,61% (em 2005 foi de 75,68%). Entre as 120 questões o pior desempenho foi o acerto de 35 questões (em 2005 foram 45 questões) e o melhor desempenho foi o acerto de 103 questões (102 questões em 2005). Já na segunda fase a média global da prova foi a nota de 7,29. O pior desempenho recebeu a nota de 5,25 e a melhor nota registrada foi 8,88.

Médias por escola
Para estabelecer as médias obtidas pelas escolas médicas foram consideradas “com participação representativa” aquelas que tiveram mais de 20 alunos presentes no exame. Foram levados em conta apenas os resultados da primeira fase, uma vez que na segunda fase apenas quatro escolas tiveram mais de 20 alunos presentes. Por exemplo, outras quatro escolas tiveram a presença de apenas um aluno na segunda etapa.

Todas as escolas médicas do Estado, independentemente do número de participantes, receberão os resultados do Exame do Cremesp, da primeira e da segunda fase. A expectativa é de que as escolas que boicotaram a participação dos alunos  no exame de 2006 revejam sua posição no exame de 2007, uma vez que o objetivo do Cremesp, ao apontar eventuais deficiências,  é incentivar as escolas a adotarem medidas que conduzam à melhoria da qualidade do ensino médico.

Consulte AQUI todas as tabelas com os resultados finais do Exame do Cremesp 2006.


Repercussão positiva
Entidades médicas apóiam Exame e presidente do CNE elogia a iniciativa

Além da ótima aceitação pública, o Exame do Cremesp tem recebido o apoio das entidades médicas. O presidente da Associação Paulista de Medicina, Jorge Machado Curi, considera o Exame do Cremesp uma ação absolutamente positiva para a melhoria do ensino médico. Curi espera que as entidades médicas consigam reunir suas experiências, como a do exame, para esboçar um projeto de lei que discipline a autorização para o funcionamento das faculdades. “Não é mais possível aceitar a abertura de escolas sem um hospital universitário ou um corpo docente com boa formação acadêmica”, avalia Curi. Ele lembra, ainda, que não há uma oferta de vagas em residência médica compatível com o número crescente de formandos, o que restringirá cada vez mais a continuidade da formação dos jovens médicos..

A opinião de quem autoriza
Também o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Edson de Oliveira Nunes, considera exemplar a iniciativa do Cremesp de realizar o Exame de Avaliação. “Com o passar dos anos, a prova voluntária se tornará um selo de qualidade do profissional formado, uma espécie de ISO 9000 do médico”, compara Nunes. Mas, se aprova o exame, nem por isso o presidente do CNE concorda com a tese de que a formação médica está perdendo qualidade em função do número excessivo de escolas em funcionamento. Oliveira Nunes explica que a autorização para a abertura de cursos universitários envolve um processo longo e complexo.

Comissão avaliadora
O presidente do CNE lembra também que desde maio de 2006, pelo Decreto Federal 5773, não cabe mais ao Conselho autorizar (ou não) a abertura de uma escola. Após a análise do projeto encaminhado pela instituição de ensino, o MEC nomeia uma comissão de médicos professores universitários, em geral doutores, que visitam a escola e avaliam centenas de itens, da biblioteca ao biotério, entrevistam professores e diretores e trazem suas recomendações para o CNE. “Não há como o CNE adotar uma decisão contrária à avaliação dos especialistas que visitaram as instalações. Eles conhecem o dia-a-dia do ensino médico e têm total discernimento para decidir. Então, em última instância, quem abre a faculdade é a comissão de médicos que vai até a escola”, diz Nunes.

Em sua visão, o sistema de regulação foi bem pensado. “Acontece que o Brasil é um ponto fora da curva no planeta. O país tem mais escolas privadas do que em qualquer país do mundo, daí a dificuldade de monitorar esse parque universitário”, diz ele. Nunes acredita que o Exame do Cremesp será uma ferramenta importante para a sociedade, mas especialmente para balizar a qualidade do ensino universitário e permitir uma reflexão sobre o futuro do ensino de Medicina.


O conselheiro Bráulio Luna Filho (1º da esq. p/a dir.), coordenador do exame, saúda os participantes da 2ª fase


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