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EDITORIAL
Editorial: não ao aumento da imposto ao médico, na condição de pessoa jurídica


ENTREVISTA
Wilma Madeira mostra a relação médico-paciente quando a internet entra em campo


ATIVIDADES DO CREMESP 1
Custos em assistência médica. Veja o que diz a respeito o conselheiro Antonio Pereira Filho


ATIVIDADES DO CREMESP 2
Conflitos na Saúde: encontro avaliou crises nas Santas Casas de Franca e Ubatuba


ATIVIDADES DO CREMESP 3
EMC - Módulo VIII chega à cidade de Santa Fé do Sul com temas como HA, IM, diabetes e neoplasias


ATIVIDADES DO CREMESP 4
Recadastramento: prazo se estende até 30 de abril. Impreterivemente.


ENSINO MÉDICO 1
Problemas sobre a educação profissional foram destaque especial do Fórum sobre a formação médica


ENSINO MÉDICO 2
Acreditação das Faculdades e Residência Médica foram alguns dos temas do Fórum sobre Formação Médica


ATUALIZAÇÃO
HPV: as novas vacinas segundo três especialistas


GERAL 1
Médicos psiquiatras se reúnem no HSPE para discutir a reforma da Saúde Mental no país


GERAL 2
Novos cursos de Medicina agora na mira do Conselho Nacional de Saúde (CNS)


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Acompanhe a participação da presidência e da diretoria em eventos importantes para a classe


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Medicamentos: cresce movimento contra a propaganda em todo o território nacional


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Edição 235 - 03/2007

ENSINO MÉDICO 1

Problemas sobre a educação profissional foram destaque especial do Fórum sobre a formação médica



Pela qualidade do ensino médico


Abertura: Milton Arruda, Cid Carvalhaes, Desiré Callegari, Isac Jorge, Ismael Maguilnik e Luiz Alberto Bacheschi

Encontro discute a educação profissional e as soluções para garantir a adequada formação

Os gravíssimos problemas causados pela abertura indiscriminada de escolas médicas, a avaliação dos egressos de Medicina, a residência médica e o credenciamento das faculdades de Medicina foram alguns dos temas discutidos no fórum A Formação Médica e seus Problemas – Uma Introdução a seu Estudo, promovido pelo Cremesp e organizado por sua Comissão de Pesquisa e Ensino Médico (Copem), sob coordenação do conselheiro Isac Jorge Filho.

O encontro, realizado dias 9 e 10 de março no auditório da sede central do Conselho, em São Paulo, foi aberto oficialmente pelo presidente da casa, Desiré Carlos Callegari, e presidido por Isac Jorge. Participaram também da mesa de abertura o secretário executivo do Ministério da Educação, Antonio Carlos Lopes; o professor da USP e presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, Milton de Arruda Martins; o professor Ismael Maguilnik, do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul; e o vice-presidente do Cremesp, Luiz Alberto Bacheschi.

Como o próprio nome indica, comentou Isac Jorge Filho, o encontro “é apenas o início da discussão e, ao longo do tempo e em outros eventos, ampliaremos e aprofundaremos todos os temas”. Observou também o nível e a qualidade dos participantes das mesas e da platéia, formada por representantes de entidades, professores e alunos de Medicina, entre os quais a representante da Secretaria de Estado da Saúde e ex-conselheira do Cremesp, Irene Abramovich, e Geraldo Guedes, do Conselho Federal de Medicina.

A importância do debate, principalmente em decorrência da abertura, em 5 de fevereiro último, de mais três escolas médicas no Estado de São Paulo – nas universidades Anhembi-Morumbi, Unip e São Camilo – foi enfatizada por Desiré Callegari. “A criação indiscriminada de escolas e a má qualidade do ensino médico, comprovada por dois exames de avaliação de egressos de Medicina promovidos pelo Cremesp, afetam diretamente este Conselho, levando ao aumento de denúncias contra médicos. É preciso, urgentemente, reverter este quadro”, destacou.

Callegari lamentou que o Conselho e demais entidades médicas não tenham tido ainda sucesso em sua luta na Justiça contra a abertura dos cursos, “mas ressaltou que estão sendo estudadas medidas jurídicas mais contundentes para impedir os vestibulares dessas escolas”. O Cremesp – acrescentou – tem agora elementos científicos para fundamentar suas ações como, por exemplo, a avaliação das condições de funcionamento dos serviços de saúde vinculados ao ensino médico feita por seu Departamento de Fiscalização; e as avaliações dos egressos de Medicina realizados em 2005 e 2006. “Cerca de 50% dos estabelecimentos não têm condições para o ensino médico e alguns nem para a assistência à saúde. Portanto, temos dados objetivos para mostrar às autoridades da Educação e da Saúde, e parlamentares, provando que a abertura indiscriminada de escolas médicas é um problema sério e faz mal à saúde”. O fórum, afirmou o presidente do Conselho, “produz elementos que fortalecem nossas ações”.


Criação de Escolas Médicas

Em sua palestra, Isac Jorge Filho lembrou os problemas provocados pela formação de médicos em número excessivo. Entre eles, citou: o impacto perverso das leis do mercado, multiempregos, baixos salários, perda da auto-estima e da autonomia, desatualização, mau atendimento e quebra da relação médico-paciente. A má formação, acrescentou, “está acabando com a dignidade dos médicos”. Isac explicou porque a instituição está tão preocupada com a formação dos profissionais. “Sua função principal é supervisionar o desempenho ético da Medicina, que está diretamente ligado à formação do médico”.

“Não se pode falar apenas da quantidade de médicos, mas também da qualidade”, completou Jadete Lampert, que fez um histórico de como o médico tem sido formado ao longo da história até chegar ao século 21. “As escolas dizem, ao final da graduação: confiro-vos o grau de médico; podeis exercer a Medicina”. Mas para isso, enfatizou, é preciso além do conhecimento, ter a postura de médico, o que só é conseguido através da sua socialização e profissionalização.
Maria do Patrocínio Tenório Nunes explicou a extensa pesquisa feita pelo Cremesp, que avaliou as condições de funcionamento dos serviços de saúde vinculados ao ensino médico. Organizada pela Comissão de Pesquisa em Ética Médica (Copem) do Conselho, o estudo constatou uma série de deficiências nesses serviços, responsáveis pela formação dos estudantes de quinto e sexto anos.

A posição da Direção Nacional de Estudantes de Medicina (Denem) em relação à abertura de novas escolas foi explicada por Denize Ornelas: “Refletimos muito após a criação da Faculdade de Medicina de São Carlos, que é pública e tem uma proposta diferenciada, e chegamos à conclusão de que existe um desequilíbrio entre as escolas públicas e privadas”. A Denem, explicou, atualmente é contra a abertura de qualquer faculdade de Medicina privada, mas é a favor da abertura de escola pública, onde houver necessidade social.

Moderador: Isac Jorge Filho.
Relatora: Maria do Patrocínio Tenório Nunes.
Palestras:

- Necessidade sociogeográfica de formação de médicos - Isac Jorge Filho (Cremesp/Copem).
- Qualidade na formação, transformação e adequação das diretrizes curriculares - Jadete Lampert (Univ. Federal de Santa Maria/RS).
- Locais de ensino: avaliação das condições de funcionamento dos serviços de saúde vinculados ao ensino médico -  Maria do Patrocínio Tenório Nunes (Cremesp/Copem/USP).
- A visão dos estudantes de Medicina sobre a criação de escolas médicas -  Denize Ornelas (Denem).

continua...


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