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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Editorial de Henrique Carlos Gonçalves, que assumiu a presidência do Cremesp em 27 de julho


SOLENIDADE (JC pág. 3)
Posse de novos diretores completa rodízio nos cargos de direção da Casa


ENTREVISTA (JC pág. 4)
Henrique Carlos Gonçalves dá sua primeira entrevista como presidente do Cremesp


DIRETORIA (JC pág. 5)
Acompanhe o perfil de cada um dos novos diretores do Cremesp


ATIVIDADES DO CREMESP (JC pág. 6)
Educação Médica Continuada: anote próximos módulos na Capital e em Taubaté


ACIDENTE AÉREO (JC pág. 7)
Cremesp e entidades médicas divulgam Nota Pública sobre a tragédia


ESPECIAL 1 (JC pág. 8)
Vem aí a terceira edição do Exame de Egressos do Cremesp. Inscrições abertas


ESPECIAL 2 (JC pág. 9)
Exame de Egressos 2007: já é consenso, na sociedade, a importância desta iniciativa


ATUALIZAÇÃO (JC pág. 10)
O canal Atualização desta edição traz novas propostas p/casos de tuberculose no país


GERAL 1 (JC pág. 11)
Preenchimento da TISS gera debate entre entidades médicas


HISTÓRIA (JC pág. 12)
Hospital Sírio Libanês: primeira UTI da América Latina


ACONTECEU (JC pág. 13)
Acompanhe os fatos que marcaram o mês de julho para a classe médica


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
É lícito atender pelo SUS e indicar cirurgia particular?


GERAL 2 (JC pág.15)
Atualize sua agenda e programe-se: eventos interessantes não faltam...


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Edição 239 - 07/2007

ESPECIAL 1 (JC pág. 8)

Vem aí a terceira edição do Exame de Egressos do Cremesp. Inscrições abertas



CREMESP REALIZA EXAME DE EGRESSOS 2007

Pelo terceiro ano consecutivo, o Conselho fará uma avaliação do desempenho de estudantes sextanistas e recém-formados em Medicina. As inscrições já estão abertas e se estendem até 6 de setembro. Os participantes receberão um Certificado do Conselho, importante diferencial para a iniciação profissional na carreira médica


No dia 23 de setembro, os estudantes que estiverem cursando o sexto ano de Medicina ou forem recém-formados, em escolas no Estado de São Paulo, terão oportunidade de participar da terceira edição do Exame de Egressos, realizado pelo Cremesp desde 2005, para fazer um verdadeiro check-up, gratuito, de sua formação acadêmica. O objetivo da iniciativa é avaliar o desempenho dos estudantes – assim como o das próprias escolas –,  promovendo junto à sociedade um amplo debate sobre a qualidade da formação médica no país.

Desde a primeira realização do exame, a experiência tem sido muito bem-sucedida, avalia o coordenador da Comissão Organizadora do Exame, Bráulio Luna Filho, integrada também pelos conselheiros Reinaldo Ayer de Oliveira, Akira Ishida, Ieda Therezinha Verreschi, Isac Jorge Filho e Moacyr Esteves Perche. Para Luna, “além de mobilizar a sociedade e a opinião pública em torno da adequada formação do médico, os resultados vêm demonstrando que há um bom espaço para o aprofundamento da discussão sobre a qualidade do ensino junto às escolas médicas, alunos, docentes, entidades médicas e instituições ligadas à saúde e à educação”. Outra constatação, ressalta Luna, é que há uma demanda por parte de outros Conselhos Regionais em adotar o projeto, com a realização de exames anuais em seus Estados. 

As experiências de 2005 e 2006

O exame, desde a sua primeira versão, tem sido organizado pela Fundação Carlos Chagas e realizado em duas etapas, com a supervisão das faculdades de Medicina, que são convidadas a acompanhar a aplicação das provas, enviando observadores.

Em 2005, houve a participação de 998 candidatos, entre sextanistas e recém-formados, de um total de 2.197 estudantes nesse estágio dos cursos, oferecidos pelas escolas de Medicina no Estado naquela ocasião. A prova inicial foi cognitiva e incluía 120 questões nas áreas de Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Saúde Pública, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas. Dentre os 998 presentes na primeira etapa, foram considerados aptos para a segunda 685 participantes (68, 63%).

A segunda etapa da avaliação contou com a presença de 286 participantes, número considerado satisfatório, em função da proximidade com o período de seleção para a Residência Médica em alguns hospitais.

A segunda prova simulou, por meio de computador, situações clínicas e problemas práticos, englobando 30 questões nas áreas de Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia, Saúde Mental, Ginecologia, Obstetrícia e Bioética.
O Exame de 2006 confirmou a importância da experiência e obteve a aprovação de 62% dos que pariticiparam da primeira fase. Para passar à segunda etapa foi preciso um acerto da ordem de 60% das questões. Dentre os 427 aprovados, 265 compareceram à segunda fase. Destes, todos foram aprovados.

Após análise da Comissão Organizadora, observou-se que o índice de reprovação cresceu cerca de 7% do primeiro para o segundo exame. Na época, o coordenador do exame, Bráulio Luna, considerou esse dado  preocupante, “pois demonstrou que há deficiências no ensino médico no Estado que precisam ser superadas”. Como em 2005, entretanto, a média de acertos foi considerada satisfatória, sendo que na primeira fase foi de 74,61%.

Dados de maio de 2007 demonstram que existem 31 escolas médicas em atividade no Estado, sendo que 23 delas têm, ao todo, cerca de 2.200 alunos no sexto ano. As demais, abertas há menos de seis anos, ainda não formaram as primeiras turmas. Desta vez, os docentes das faculdades também foram convidados a contribuir com a elaboração de conteúdo das provas e as escolas interessadas puderam acompanhar sua preparação.

A expectativa neste ano é de que as escolas que não participaram do exame de 2006 apóiem a iniciativa, uma vez que o objetivo do Cremesp, ao apontar eventuais falhas no ensino médico, é justamente contribuir para a implementação de medidas que levem à melhoria da qualidade na formação do médico, o que beneficiará não só os estudantes como também as instituições e o atendimento à saúde da população.

Receptividade aumentou, afirma coordenador
De acordo com Bráulio Luna Filho, o Exame do Cremesp é mais uma proposta de avaliação do ensino médico que vem somar-se a outras medidas, já implementadas, igualmente apoiadas pelo Cremesp, como a avaliação permanente in loco realizada pelas próprias faculdades durante o processo de graduação, e a avaliação periódica e pontual realizada pelo Ministério da Educação (atual Enade, antigo Provão), entre outras.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, a maioria dos médicos (84%), dos formadores de opinião (100%) e da população (94%) considera o exame do Cremesp uma iniciativa importante e acredita que a participação deveria tornar-se obrigatória. Já entre os estudantes, o índice de aprovação saltou de 56% para 91% neste ano. O argumento mais freqüente em prol da avaliação é a necessidade de maior controle do ensino nas faculdades e a preocupação com a formação dos universitários que serão responsáveis pelo atendimento à saúde da população.

Os resultados obtidos até 2006 não foram conclusivos sobre a qualidade do curso médico oferecido por algumas escolas, uma vez que a distribuição dos estudantes não foi homogênea entre as diversas faculdades de Medicina. Várias escolas estiveram representadas na avaliação por um número expressivo de formandos. Mas para as escolas que tiveram baixa participação, o Cremesp não pode inferir genericamente os resultados. Porém, com os resultados do próximo exame, em setembro de 2007, será consolidada a primeira série do projeto, o que permitirá uma avaliação mais detalhada e comparativa entre as escolas. “Neste ano estaremos concluindo a primeira fase da avaliação dos egressos, constituída por três exames, conforme definido inicialmente, para que pudéssemos ter uma idéia desse universo e desenvolver um instrumento capaz de discriminar o que está acontecendo nas escolas médicas em relação aos egressos”, afirmou Luna.

O coordenador do exame acredita que, nesse período, houve um grande amadurecimento dessa discussão, que hoje se coloca em outro patamar,  uma vez que todas as entidades médicas reconhecem  a importância do Exame do Cremesp,  como o Sindicato dos Médicos, a APM, a própria AMB e demais entidades. Luna considera que elas estão muito mais receptivas ao tema e esse fato tem impulsionado, dentro das próprias faculdades de Medicina, o processo de reavaliação dos alunos. “Hoje há mais escolas fazendo avaliação com entusiasmo e facilidade porque o Conselho desencadeou essa discussão e a colocou em nível nacional”, acrescentou o conselheiro.

Luna afirmou ainda que a Comissão Organizadora tem sido consultada e convidada a promover essa discussão em outros Estados, “numa premissa de que, num futuro próximo, possam fazer uma prova, nos mesmos moldes da que temos em São Paulo, em nível nacional. Ou seja, uma prova voluntária, mas a que todos os estudantes tenham acesso e que sirva de instrumento não só para o aluno se auto-avaliar mas influenciar a escola no que seja importante para o aprimoramento da qualidade de ensino”.


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