|
A Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde elaborou o IV Protocolo de Manejo Clínico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), visando adequar as medidas estabelecidas no Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza (PBPPI) com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial do vírus influenza (H1N1). O documento trata de casos de SRAG com internação hospitalar, normatizando o atendimento quando identificadas situações particulares de risco, como a detecção de casos de SRAG e de surtos de Síndrome Gripal em ambientes restritos.
A situação epidemiológica atual caracteriza-se por casos clinicamente leves e com baixa letalidade, de acordo com o MS. O Brasil encontra-se no nível “com transmissão sustentada”, ou seja, em que há o favorecimento da recombinação genética, podendo levar ao surgimento de novas ondas epidêmicas e eventual alteração de sua virulência. Com isso, pode haver um aumento da demanda por serviços de saúde ambulatoriais e hospitalares, principalmente por indivíduos com fatores de risco para complicações e óbito pela doença.
Enquanto em 2009 a estratégia de enfrentamento da Influenza A baseou-se em medidas de contenção – identificação precoce, tratamento e isolamento de casos e seguimento de seus contatos próximos -, o cenário atual requer ações mais integradas de monitoramento da situação epidemiológica e de priorização da assistência aos casos graves ou com potencial de complicação.
O MS alerta que, como toda normatização, o Protocolo está sujeito a ajustes decorrentes da sua utilização prática e das modificações do cenário epidemiológico. Reforça ainda a recomendação para que autoridades de saúde e de todo o corpo clínico e de apoio mantenham sigilo sobre a identidade dos casos, evitando estigma social aos pacientes e resguardando o direito à inviolabilidade de sua privacidade. Em caso de não cumprimento dessa determinação, o infrator estará sujeito a ações administrativas e penais.
Fonte: Ministério da Saúde
Íntegra do IV Protocolo de Manejo Clínico de SRAG
|