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| 09-08-2012 |
Terapia antiaging |
Em Parecer fundamentado na análise de documentos científicos, CFM condena tratamento antienvelhecimento |
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta segunda-feira, 6 de agosto, Parecer nº 29/12, que comprova a ausência de evidências científicas que justifiquem a prática da medicina antienvelhecimento, chamada de antiaging. Esta conclusão, elaborada pelos membros da Câmara Tpecnica de Geriatria da entidade, fundamentou-se em uma extensa metanálise realizada sobre o assunto. Alguns profissionais, segundo o CFM, praticam estes procedimentos sem comprovação científica, geralmente agravado pela publicidade imoderada, sensacionalista e promocional, chegando mesmo a garantir bons resultados, o que contraria o Código de Ética Médica (CEM). Para José Fernando Maia Vinagre, corregedor do CFM, “a medicina não é uma ciência de fim e sim de meios. O médico tem que fazer o possível em benefício do paciente, mas nem sempre o resultado é satisfatório”. Quanto à técnica de antienvelhecimento, a principal crítica do parecer do CFM diz respeito à reposição hormonal e à suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais minerais, medidas propostas pelos profissionais que a prescrevem. O tratamento hormonal utilizado nas pessoas que buscam o rejuvenescimento era o mesmo usado em pacientes com hipofunção glandular. O tratamento sem a devida indicação coloca a saúde do paciente em risco. De acordo com o Parecer nº 29 não se reconhece no Brasil a especialidade médica de antienvelhecimento, bem como não há registros na União Européia e nos Estados Unidos. Conclui, ainda, que a modulação hormonal bioidêntica, “vem a ser nada mais que o uso de hormônio fabricado em laboratório, manipulado em farmácia magistral e prescrito com finalidade terapêutica não sustentável cientificamente e, desse modo, não aprovada pelas sociedades medicas acreditadas”, diz o texto. Alguns destaques do Parecer: Fonte: Conselho Federal de Medicina Acesse a íntegra do documento: |
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