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22-11-2016 |
Palmital |
Vice-presidente do Cremesp negocia solução para impasse em Santa Casa do município |
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O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Camarim, esteve em Palmital (SP), nesta terça-feira (22/11), para acompanhar a crise na saúde que resultou no atraso de pagamentos de médicos e funcionários que atuam na Santa Casa do município. Uma nova decisão judicial revogou a liminar expedida ontem (21/11), que obrigava médicos a continuarem trabalhando na unidade. Em reunião com o administrador da unidade, José Carlos Almeida, o representante do Cremesp ouviu a promessa de regularização do pagamento do corpo técnico da Santa Casa. Ainda nesta semana, serão pagas partes dos vencimentos de junho de 2015 e de julho de 2016. Segundo Almeida, a Prefeitura do Município se comprometeu a repassar recursos oriundos do recolhimento dos impostos, por meio do programa Refis, aprovado ontem (21/11), pela Câmara Municipal de Palmital. Na sequência, o vice-presidente, a conselheira regional de Marília (SP), Kátia Burle, e o delegado superintendente de Assis (SP), Ciro Tavares Costa, também se encontraram com os médicos da Santa Casa de Palmital para intermediar soluções para a crise. “O papel do Cremesp é de conciliador neste conflito, incentivando o diálogo e buscando soluções conjuntas para o bem de toda a sociedade. O que é inadmissível e não pode acontecer é que médicos sejam responsabilizados por uma crise dessa magnitude”, destacou Camarim. Os representantes do Cremesp foram recebidos, à tarde, pela promotora de Justiça de Palmital, Paula Bond Peixoto, no intuito de ampliar o diálogo com o poder público e buscar soluções efetivas para a crise crônica vivida pelo Município, a partir do esforço de todos os órgãos envolvidos. “Colocamos o Cremesp à disposição do Ministério Público, instituição com a qual o Conselho sempre manteve diálogo profícuo, para encaminhar as ações deste caso, sempre em benefício de toda a sociedade”, completou Camarim. Ontem (21/11), o Cremesp emitiu nota lamentando a decisão judicial deferida no dia e informou que trabalharia para encontrar alternativas que garantam o direito dos médicos, previsto no Código de Ética Médica, bem como para preservar o atendimento à população, que não pode ser penalizada em decorrência de inadequações administrativas. Desde o mês de maio deste ano, o Cremesp está acompanhando a situação da unidade por meio de sindicância, instaurada para verificar as condições de atendimento da Santa Casa de Palmital e as condições de trabalho dos médicos. |





