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    05-03-2024

    Iniciativa conscientizadora

    Cremesp oferece à população informações essenciais sobre prevenção e tratamento da dengue em seu 2º Colóquio

    Prevenção, tratamento, vacinação e ações necessárias para o combate da dengue foram os principais assuntos discutidos no 2º Colóquio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), transmitido ao vivo no canal do Youtube da Autarquia, nesta segunda-feira (4). A edição teve como objetivo conscientizar a população e fornecer informações confiáveis sobre a doença que vem apresentando números cada vez maiores no Brasil.

    O evento contou com a participação do presidente do Cremesp, Angelo Vattimo; do secretário municipal de Saúde de São Paulo, Luiz Carlos Zamarco; do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Eduardo Baptistella; do Editor Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia - da ASBAI-SP, Pedro Giavina-Bianchi Júnior; da membro do Departamento Científico de Imunizações da ASBAI e consultora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Ana Karolina Marinho; do conselheiro responsável pela Câmara Técnica de Clínica Médica do Cremesp e Geriatra, Mario Mosca Neto; e do infectologista e Delegado Superintendente Adjunto da Delegacia de Vila Mariana do Cremesp, Francisco Eduardo Cardoso Alves.

    Na abertura, Vattimo discorreu sobre a importância do Colóquio com a participação de especialistas em dengue, doença que, segundo ele, “é tão grave quanto a covid-19 e que pode ter desfecho fatal”. O presidente também falou sobre o papel do Cremesp nestes momentos de epidemia, que é de levar informações à população, principalmente do ponto de vista técnico, no aspecto epidemiológico.

    Panorama da dengue

    Nesta terça-feira (5), o Governo de São Paulo declarou estado de emergência e enviou ao Ministério de Saúde um plano de ação com estratégias de combate à doença.

    Zamarco iniciou sua fala no evento parabenizando a Autarquia pela iniciativa, antes de apresentar o cenário da doença na cidade de São Paulo, que atingiu 25 mil casos, com taxa de incidência de 200 casos por 100 mil habitantes. 

    Sobre a ação preventiva do Munícipio, o secretário municipal de Saúde de São Paulo destacou que foi iniciada em 2023 com a identificação das mudanças climáticas, que proporcionaram ambiente propício para o aumento de criadouros do mosquito Aedes aegyti. Zamarco disse que, neste ano, São Paulo contratou 12 mil agentes de vigilância, que visitam 80 mil casas por dia, apresentando as orientações necessárias para o combate da dengue. 

    O Munícipio realizou o “Dia D contra a dengue”, no dia 3 de fevereiro. Entre as outras ações pioneiras, a utilização de drones para mapeamento das áreas críticas da cidade e para aplicação de larvicidas nos imóveis inacessíveis, com intuito de eliminar os criadouros. Também foram disponibilizados testes rápidos em todas as unidades de saúde de São Paulo, para que o paciente busque acompanhamento médico e tratamento assim que sentir os primeiros sintomas, evitando possíveis complicações.

    Já no Paraná, de acordo com Bapstitella, que participou de forma online, a situação é mais grave, pois algumas cidades já estão decretando situação de calamidade pela quantidade de casos. Portanto, o CRM-PR criou comissão específica para ajudar as Secretarias de Saúde do Estado do Paraná e Municipal de Curitiba no monitoramento e demais atividades no combate à dengue.

    “Já existe aqui no Estado uma programação, caso os número aumentem, com hospitais de referência, treinamento para as UPAs e profissionais qualificados”, completou o vice-presidente do CRM-PR.

    Papel da população

    Francisco Alves começou seu discurso citando o fato da dengue não ser uma novidade no Brasil e os fatores climáticos que ocasionaram a epidemia da doença em vários estados do País. Entre os dados importantes para o infectologista, estão:

    “80% dos focos de dengue estão nas casas das próprias pessoas. O mosquito tem um raio de ação curto, de aproximadamente 1km do local onde ele nasceu. Sendo assim, se está aparecendo muitos casos na região onde você mora, com certeza o foco está ali. A população também deve fazer seu dever de casa”.

    Ele alerta que o mosquito consegue depositar ovo em qualquer água parada, não precisando necessariamente estar limpa, porque este foi evoluindo e se adaptou nas últimas décadas. Também ressaltou que os recipientes devem ser corretamente limpos, principalmente os das plantas, e que a janela de ataque do mosquito é na parte da manhã, das 7h às 11h, recomendando o uso de roupas longas e repelentes.

    “No verão, com a epidemia de dengue no Brasil, se começar a desenvolver um quadro de febre, dor de cabeça, dor no corpo e, às vezes, náuseas e vômito, a pessoa precisa procurar um serviço de saúde para tratamento da pressão arterial e monitoramento médico”, indicou Francisco.

    Dengue nos idosos

    Mario Mosca Neto explicou que o cuidado com o idoso em relação à dengue é tão importante quanto o das crianças. Os motivos pontuados pelo geriatra para esta preocupação é a menor imunidade, risco maior de dengue grave em caso de reinfecção, recuperação lenta e os sintomas atípicos nestes pacientes. Segundo o especialista, a doença também pode agravar outras comorbidades, fato comum à grande maioria das pessoas com mais de 60 anos, e ocasionar outras infecções. 

    “A vacina ainda não foi liberada para os idosos, pois ainda não se sabe sobre os seus riscos. Mas com a evolução dos estudos, essa população será devidamente imunizada”, complementou Mario.

    Imunização

    Ana Karolina e Giavina-Bianchi falaram, inicialmente, sobre a importância da vacina Qdenga, de vírus vivo atenuado, que protege contra os quatro sorotipos de dengue e está licenciada para pessoas de 4 a 60 anos. Este imunizante foi disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o Brasil país pioneiro na iniciativa.

    Sobre as contraindicações da Qdenga, pontuaram: “A vacina é contraindicada apenas para as imunodeficiências mais graves. Os pacientes que tiveram covid-19 ou influenza podem tomar a vacina da dengue normalmente, após a melhora clínica. Já as pessoas que tiveram a doença, devem esperar seis meses para tomar a vacina.”

    Os membros da ASBAI também comentaram sobre a nova vacina do Instituto Butantan, que possui estudos em andamento, e é considerada um imunizante promissor por ter apenas uma dose.

    Encerramento

    Para finalizar o 2º Colóquio do Cremesp, Vattimo enfatizou que “doença não tem sexo, gênero, raça ou condição social e que o tratamento e as estratégias epidemiológicas não têm ideologia, pois devemos sempre priorizar a vida humana”.


    Confira todas as fotos do evento

    Fotos: Osmar Bustos
     


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