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    02-06-2026

    4º Edição

    Congresso de Medicina do Cremesp reafirma a centralidade da ética na profissão

    O sucesso e a presença maciça de médicos, futuros colegas da área e autoridades da Saúde e do Direito no 4º Congresso de Medicina do Cremesp – Interação entre a Ética e a Prática, realizado de 21 a 23 de maio, confirmaram o acerto da Autarquia em promover um evento que, a cada edição, se consolida não apenas como o maior da Casa, mas também como um importante espaço para generalistas e especialistas interessados em discussões sérias sobre ética, bioética, educação médica continuada e temas de interesse da categoria, como empreendedorismo e prerrogativas médicas, entre outros, divididas em palestras, mesas-redondas e painéis.

    Na sessão solene de abertura, Angelo Vattimo, presidente do Cremesp, afirmou estar satisfeito com um projeto idealizado pela atual gestão. “Queremos mostrar que fazemos uma medicina diligente, fomentar o conhecimento por meio de atividades educativas como este Congresso, com programação científica que vai dos debates éticos em fóruns ao treinamento em inteligência artificial. Apagar, enfim, a imagem de antes do Conselho, de ser um órgão essencialmente punitivo e corporativista”.

    Também participaram Maria Alice Scardoelli, vice-presidente do Conselho, representando o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva; Flávia Amado Bassanezi, 1ª secretária; e Joaquim Francisco de Almeida Claro, coordenador do Departamento Jurídico da Casa. Estiveram presentes ainda Francisco Eduardo Cardoso Alves, vice-corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), eleito por São Paulo; Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde, representando o prefeito Ricardo Nunes; e Juarez Moraes de Avelar, secretário-geral da Academia de Medicina de São Paulo (AMSP), em nome do presidente da entidade, Hélio Begliomini.

    Todos os anos, o Congresso do Cremesp celebra ainda os médicos de destaque nas respectivas áreas de atuação. Nesta edição, foram homenageados Adnan Neser, angiologista; Antonio Carlos Pereira Martins, pioneiro do transplante renal na América Latina; Berenice Cunha Wilke, especialista em Nutrologia e Acupunturiatria; Fabio Biscegli Jatene, diretor do InCor; Giovanni Guido Cerri, professor titular e radiologista; Jorge Elias Kalil Filho, pesquisador em Imunologia Clínica e Alergia; e Esper Kallas, diretor do Centro de Pesquisa Clínica do HC. 

    A exemplo das edições anteriores, o evento aconteceu de forma 100% presencial. A seguir, um breve resumo, em três blocos principais: temas de discussão da profissão médica, temas de interesse das especialidades e temas técnicos em Medicina. Ao final ainda, uma síntese do lançamento da revista JMRR e dos Julgamentos Simulados. 

    Temas de discussão da profissão médica 

    “Como eu quero estar daqui a cinco anos?” foi a pergunta que Rogério Ramires, fundador e presidente do Grupo Femme, marca Top of Heart, lançou aos médicos ao falar sobre empreendedorismo e inovação. Em palestra presidida por Carlos Magno Michaelis Junior, superintendente da procuradoria jurídica do Conselho, ele destacou a importância da escolha dos sócios, da leitura de mercado, da capacitação em marketing e de atributos como propósito, competência, visão estratégica, resiliência e fé.

    Um mote curioso marcou a mesa-redonda Como seria o médico “dos sonhos” dos hospitais e operadoras? Na mesa sobre o “médico do futuro”, presidida por Angelo Vattimo, Marcos Roberto Loreto, professor de Gestão de Carreira Médica da Santa Casa de São Paulo, afirmou que o principal problema da saúde suplementar é estrutural. Ele criticou o modelo de remuneração por volume, que estimula exames e procedimentos em excesso, e destacou fatores como o avanço tecnológico, o envelhecimento da população, a judicialização e falhas na formação médica. Loreto defendeu a centralidade do paciente, o uso racional dos recursos e a atuação médica baseada em protocolo e resultado. 

    Ainda no tema empreendedorismo, na mesa Médico jovem: gestão de consultório médico, presidida por Mário Antônio Martinez Filho, diretor do Cremesp, Marcos Roberto Loreto e Giovanni Guido Cerri, presidente dos conselhos dos Institutos de Radiologia e Inovação do HCFMUSP, discutiram os desafios da carreira médica. Loreto defendeu que o médico precisa dominar gestão, contratos e tributação para atuar com autonomia e sustentabilidade, enquanto Cerri salientou a necessidade de as faculdades incluírem formação em gestão, empregabilidade e sustentabilidade financeira. 

    Além de empreender, o médico também busca ser valorizado, tema de debate na Câmara de valorização do médico, com mesa-redonda presidida por Joaquim Francisco de Almeida Claro. Na ocasião, Beatriz da Silva Costa Cortizo, diretora clínica do Hospital Nove de Julho, afirmou que este grupo foi criado para discutir os desafios da Medicina atual e propor respostas para questões como formação, remuneração e gestão. Edson Umeda, coordenador das Delegacias Metropolitanas e do Centro de Bioética do Cremesp, por sua vez, abordou a Tabela SUS Paulista, as formas de contratação, e os vazios assistenciais em regiões com pouca estrutura.

    A valorização do médico passa pela defesa de suas prerrogativas, tema da mesa na qual Angelo Vattimo explicou a atuação da Comissão de Defesa das Prerrogativas Médicas no enfrentamento de excessos em instituições de saúde e na apuração de denúncias. Ele afirmou que a força do Conselho deve ser usada para corrigir situações que afligem os profissionais. Também participaram, entre outros, Roberto Rodrigues Júnior, coordenado do Departamento de Fiscalização da Casa, e Flávia Amado Bassanezi. Os médicos contam com um canal exclusivo de denúncias pelo e-mail prerrogativas@cremesp.org.br.

    Em Atividades da comissão do ato médico, Roberto Rodrigues Júnior destacou que, ao retirar a exclusividade dos médicos sobre o diagnóstico e a prescrição terapêutica, o veto à Lei nº 12.842/2013 abriu um vácuo normativo e permitiu a entrada indevida de outras áreas em atribuições médicas. A discussão foi presidida por Eliandre Costa Palermo, conselheira do Cremesp, e contou com a participação de Carlos Magno Michaelis Júnior, que enfatizou a luta sem tréguas da Autarquia na forma de uma construção jurídica capacitada para conter as lacunas deixadas pela lei. 

    Preocupação essencial ao exercício da profissão, a arrecadação de tributos esteve presente em dois momentos do evento. Em painel presidido por Joaquim Francisco de Almeida Claro, Letícia Vogt, advogada e especialista em Direito Tributário Médico, alertou para o possível aumento da carga tributária com a reforma, apesar do redutor de 60% para a área médica, e recomendou revisão do regime tributário, recuperação de impostos pagos indevidamente e planejamento para redução de custos.

    Já no painel Meeting Tributário: Equiparação de Serviços Hospitalares. Como reduzir a carga tributária para clínicas, coordenado por Angelo Vattimo, Letícia Vogt afirmou que muitos médicos, como pessoas jurídicas, pagam mais impostos do que deveriam por falta de adequação tributária às atividades exercidas. Já Roberto Luis Troster, economista, abordou as mudanças da reforma tributária, incluindo transição entre tributos, novas alíquotas e seus efeitos para clínicas e profissionais da Medicina.   

    O futuro dos jovens médicos é uma preocupação constante do Cremesp. Francisco Eduardo Cardoso Alves versou a respeito dos desafios da formação médica durante a mesa redonda Médico Jovem: como viver da Medicina, presidida por Rodrigo Lancelote, corregedor do Cremesp. Ele chamou atenção para um “funil” na residência médica, que deixa metade dos recém-formados sem acesso imediato à especialização. Em outra frente, trouxe a informação de que o CFM aprovou uma resolução para coibir o calote a médicos em hospitais, clínicas e Organizações Sociais, ampliando para todo o país uma medida já adotada pelo Cremesp em São Paulo.  

    Temas de interesse das especialidades

    Embora a Inteligência Artificial (IA) já seja uma realidade na Medicina, a clínica continua soberana. Os médicos não serão substituídos pela IA, mas podem perder espaço para colegas que souberem usá-la como ferramenta de apoio. A avaliação foi feita por Augusto Salomon, Top voice em IA, durante a palestra Inteligência artificial nas diversas áreas da medicina, tema já normatizado pela Resolução CFM 2.454/2026. “IA não é sobre tecnologia, tem a ver com a transformação da sociedade”, afirmou Salomon, ao defender que os médicos estudem o uso prático da ferramenta.

    Em outro âmbito, discutiu-se que a medicina costuma ser considerada uma obrigação de “fim”, mas há procedimentos em que essa visão vem sendo revista e debatida. Na mesa-redonda sobre Cirurgia Plástica, a visão legal, judicialização e segurança, presidida por Alexandre Kataoka, coordenador de Comunicação do Cremesp, o desembargador Enéas Costa Garcia destacou que a especialidade não se reduz a um contrato de resultado exato e que a responsabilidade médica deve ser analisada à luz da imprevisibilidade biológica. 

    De interesse de várias especialidades, às chamadas canetas emagrecedoras, vêm ampliando as possibilidades terapêuticas no tratamento da obesidade. No congresso foram mencionados os avanços das terapias baseadas em GLP-1 e GIP, seus mecanismos de ação no controle do apetite, além dos desafios relacionados a custo, acesso e adesão. Também ficou claro que esses medicamentos não substituem a cirurgia bariátrica, mas podem ser usados de forma complementar. A mesa foi presidida por Eloísa Ferreira de Almeida Costa, conselheira, e teve como palestrante o endocrinologista Ricardo Botticini Peres. 

    O cenário do atendimento psiquiátrico no Estado de São Paulo foi abordado na mesa Aspectos Éticos na Prática Psiquiátrica. Ronaldo Laranjeira, professor EPM/Unifesp e presidente da Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) lamentou a desorganização da rede pública, com poucos leitos e CAPS sem estrutura para casos complexos. Já Rodrigo Lancelote, defendeu serviços especializados, com acompanhamento familiar.

    Os dilemas da finitude estão sempre presentes na relação entre médico e paciente, e as Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV) foram tema da mesa Dilemas diretivos éticos, presidida por Carlos Michaelis Júnior, e moderada por Mário Mosca Neto, conselheiro da Autarquia. O palestrante Edson Umeda, explicou as duas formas de DAV: o testamento vital, documento que traz as preferências do paciente a ser usado em sua fase terminal, e o mandato duradouro, em que um procurador expressa essas decisões. Ele ressaltou que a DAV não substitui o diálogo com a equipe e a família.

    A aula interativa sobre preenchimento da Declaração de Óbito e encaminhamento de cadáver para SVO ou IML reuniu Wagmar Barbosa de Souza, 2º Tesoureiro da entidade e presidente da mesa, Alexandre Kataoka, coordenador de Comunicação, Marcos Matsushita, conselheiro e responsável pela Câmara Técnica de Patologia, e Paulo Saldiva, patologista e professor da FMUSP. Barbosa destacou que o documento tem funções médicas, legais e de orçamento da saúde. Na prática, mostrou-se como diferenciar casos para investigação clínica no SVO ("morte morrida") dos de causa externa para o IML ("morte matada"), conforme sintetizou Saldiva.

    Temas técnicos 

    Monitorização da anestesia

    A Resolução CFM nº 2.174/2017 é uma barreira de segurança essencial na monitorização da anestesia, afirmou Maria Aparecida Pedrosa dos Santos, anestesiologista e conselheira. Segundo ela, o ato anestésico exige checklist rigoroso, presença física contínua, registro minucioso em ficha anestésica e monitorização dos parâmetros cardioscopia, PA e FC, oximetria, capnografia e temperatura. “A ausência deles inviabiliza o ato anestésico eletivo”, ressaltou.

    Abdome agudo inflamatório: colecistite aguda

    A mesa sobre abdome agudo inflamatório e colecistite aguda discutiu diagnóstico, conduta cirúrgica e segurança assistencial em casos graves. Presidida por Sandro Scarpelini, conselheiro do Cremesp e cirurgião geral, e com palestra de Tércio de Campos, diretor do curso de Medicina da FCMSCS, a sessão destacou a importância do exame clínico, dos exames de imagem e da análise atenta de cada caso, reforçando que a avaliação médica cuidadosa continua sendo essencial no manejo do abdome agudo. 

    Ortopedia e traumatologia 

    A mesa foi presidida por Antonio Augusto Nunes de Abreu, conselheiro do Cremesp, que trouxe um caso de fratura negligenciada com demora na liberação da cirurgia pelo plano de saúde e diagnóstico tardio de metástase de adenocarcinoma, entre outros problemas no atendimento. O palestrante foi Rames Mattar Junior, professor da FMUSP, que falou sobre enxerto ósseo em cirurgia reconstrutiva, e as diferenças entre autoenxerto, aloenxerto e xenoenxerto, e apontando o autoenxerto como padrão-ouro.

    Ictus neurológicos 

    O termo que dá nome à mesa-redonda é usado como expressão técnica mais ampla para o evento neurológico agudo, além de acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o palestrante Otávio Marques Pontes, do HC de Ribeirão Preto, o principal desafio no país é garantir acesso rápido ao cuidado inicial. Isso inclui identificar precocemente as isquemias por tomografia computadorizada (TC) e, quando indicado, administrar trombolíticos ou realizar trombectomia mecânica. Os debatedores foram Ayrton Massaro, neurologista, e Paulo Henrique Pires de Aguiar, conselheiro e coordenador da Câmara Técnica de Neurologia do Cremesp.

    Tórax no pronto-socorro

    A necessidade de rever paradigmas no manejo do trauma torácico de média gravidade no pronto-socorro foi destacada por Angelo Fernandez, cirurgião torácico e conselheiro do Cremesp, em mesa sobre o tema. Ele chamou a atenção para a alta mortalidade tardia, mesmo em traumas moderados. Defendeu, ainda, o uso de tomografia e toracoscopia, além da integração entre os princípios do advanced trauma life support (ATLS) e uma atuação mais participativa e preventiva do cirurgião torácico. Participou ainda, entre outros, Eduardo de Campos Werebe, conselheiro.

    Obstetrícia

    Um caso de realização de versão cefálica externa (VCE) foi relatado pelo ginecologista Fábio Sgarbosa, conselheiro. Para fundamentar a questão apresentada, Christianne Cardoso Anicet Leite, vice-corregedora do Cremesp proferiu palestra, destacando aspectos técnicos da VCE e alternativas de parto cesáreo ou parto pélvico vaginal, nos casos de insucesso da manobra. “Estamos partindo de um feto saudável e viável, que será eletivamente submetido a risco; certificar-se de que a paciente compreendeu e aceitou o risco; documentar esta decisão de forma clara e objetiva”.

    Síncope cardiogênica 

    O que deve ser feito em termos diagnósticos e de condutas em relação à síncope cardiogênica nos prontos atendimentos, assim como os cuidados relacionados aos sintomas de tontura, foram expostos pelo professor José Kerr Saraiva, professor titular de Cardiologia da PUC/Campinas e da pós-graduação da Unifesp. Ele reforçou a importância dos médicos que lidam com emergências de fazer cursos de ACLS, para a segurança própria e dos pacientes.

    Perinatologia – viabilidade fetal 

    Presidida por Elzo Garcia Junior, coordenador das Delegacias do Interior, a mesa discutiu um caso ético sobre parto prematuro e viabilidade fetal, em que uma gestante deu à luz sem acompanhamento de obstetra e pediatra e o recém-nascido evoluiu a óbito. A palestra foi de Ruth Guinsburg, professora titular da Unifesp, que apresentou atualizações sobre reanimação e viabilidade fetal em partos prematuros, especialmente entre 24 e 21 semanas, além de destacar a próxima atualização das diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    Clínica médica – sepse 

    Há cerca de 50 milhões de casos de sepse no mundo tratados em UTI. No Brasil, são 420 mil casos, com 230 mil óbitos. “A sepse é um problema de saúde pública, responsável por 16,5% dos atestados de óbito. É uma doença evolutiva e, sem os cuidados iniciais, tem grande potencial de letalidade”, afirmou Cristina Prada Amêndola, conselheira do Cremesp. Ela defendeu que o paciente com sepse seja tratado com a mesma urgência dos casos de infarto agudo do miocárdio ou AVC. A mesa sobre sepse foi presidida por Ciro Gatti Cirilo, também conselheiro. 

    Pediatria no pronto atendimento     

    O pediatra Hany Simon Junior, do Hospital Albert Einstein destacou a importância de observar atentamente os sinais físicos das crianças e os relatos dos pais nos prontos atendimentos, sobretudo sinais de gravidade como choro fraco ou anormal, dificuldade para se alimentar, tontura, desmaio, alterações neurológicas e tempo de enchimento capilar. Marise Pereira da Silva, conselheira e coordenadora da Câmara Técnica de Pediatria, reforçou a necessidade de capacitação e atualização médica para evitar riscos evitáveis ao paciente.

    Box 1 - JMRR é lançada no Congresso do Cremesp

    A 4ª edição da Journal of Medical Resident Research (JMRR) foi lançada durante o 4º Congresso de Medicina do Cremesp. É uma revista bilíngue que incentiva a publicação de artigos de jovens médicos, apoiando pesquisadores em início de carreira. Segundo Angelo Vattimo, presidente da Casa, e Edoardo Fillipo de Queiroz Vattimo, editor-chefe, o objetivo é fortalecer a publicação e estimular a pesquisa científica. 

    As apresentações no Congresso trouxeram trabalhos sobre rinoplastias no SUS, hipovitaminose D em gestantes, uso racional de transfusões de hemácias e drenos profiláticos em cirurgia abdominal, com debates de Newton Kara José Júnior, conselheiro do Cremesp, e André Silva Franco, médico formado pela USP.

    Box 2 – Julgamentos Simulados

    O Julgamento Simulado do Cremesp é uma atividade educativa baseada em um caso real, que reproduz a dinâmica de um processo ético-profissional. Dois juristas e professores de Direito participaram da sessão realizada em 21 de maio: Fernando Capez, procurador de Justiça, e Luiz Flávio Borges D’Urso, ex-presidente da OAB-SP. A atividade discutiu o caso de um paciente levado pelo Samu a uma UPA após consumo de bebida alcoólica, que foi atendido e medicado, mas evoluiu a óbito. Capez atuou na defesa da denunciante, enquanto D’Urso representou o médico denunciado. A mesa foi presidida por Maria Alice Scardoelli, vice-presidente do Cremesp, e teve como relator o conselheiro corregedor Rodrigo Lancelote.

    O segundo Julgamento Simulado encerrou o 4º Congresso de Medicina do Cremesp e tratou do caso de um anestesista que não concluiu o protocolo de acompanhamento do paciente até o fim do ato anestésico, o que resultou em complicações e óbito. A mesa foi presidida por Christianne Cardoso Anicet Leite, e teve como relator Wilmar Azal Junior, conselheiro. No encerramento, Angelo Vattimo destacou o empenho para a realização do evento, agradeceu colaboradores, delegados, conselheiros, palestrantes e convidados, e afirmou: “Este congresso foi, sem dúvida, melhor que o primeiro, segundo e terceiro; e o próximo será ainda melhor.”.


    Confira as fotos do evento:
    Dia 21
    Dia 22
    Dia 23
    Créditos: Osmar Bustos e Marina Bustos


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