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CAPA

PONTO DE PARTIDA
Entre os temas desta edição, detaca-se um debate sobre alimentos transgênicos


ENTREVISTA
Norman Gall: "O Brasil tolera muito a bagunça nas instituições públicas"


CRÔNICA
Uso subcutâneo, intramuscular, tópico...


BIOÉTICA
Medicina Fetal - Muito além do binômio


SINTONIA
Ressonância: Prêmio Nobel Magnetizado


DEBATE
Alimentos Transgênicos


450 anos de São Paulo
Pelas Ruas da Cidade


CONJUNTURA
Crianças trabalhadoras. Adultos desempregados


COM A PALAVRA
Duas Guerras


HISTÓRIA DA MEDICINA
O Código Sanitário de 1918 e a Gripe Espanhola


MÉDICO EM FOCO
Navegar é preciso


LIVRO DE CABECEIRA
Proust não é tempo perdido


CARTAS E NOTAS
Dr. Manoel (Dias) de Abreu e Dr. (Manoel de Abreu) Campanario


POESIA
Carlos Drumond de Andrade


GALERIA DE FOTOS


Edição 26 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2004

450 anos de São Paulo

Pelas Ruas da Cidade

  São incontáveis as ruas de São Paulo que têm nome de médicos. Nos 450 anos da cidade, a revista Ser Médico presta homenagem a esses profissionais que fizeram parte da história do país, destacando alguns desses nomes. Do encontro das ruas Professor Alfonso Bovero e Doutor Arnaldo, uma curiosidade: os personagens  também eram grandes amigos. Aliás, a rua Alfonso Bovero  não teria esse nome não fosse pelo Dr. Arnaldo. Em outros casos, as ruas não se cruzam, mas os personagens sim e vice-versa.
                            
RUA DOUTOR CESÁRIO MOTA JÚNIOR
Consolação
Cesário Nazianzeno de Azevedo Mota Magalhães Júnior nasceu em 1847. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, destacou-se mais como político que como médico. Foi deputado da Assembléia Provincial e, com Martinho Prado e Prudente de Morais, constituiu o célebre triunvirato republicano. Foi de sua autoria o projeto de criação do Instituto de Ciências Naturais e dos cursos de Agricultura e Farmácia na Capital. Em todos os cargos que ocupou, políticos ou não, procurou tratar dos problemas do ensino, da higiene e da fundação de escolas. Defendeu a criação de uma faculdade de Medicina em São Paulo e de uma biblioteca pública. Foi secretário do Interior no primeiro governo de Bernardino de Campos, organizou o ensino e o serviço sanitário. Faleceu em 1897.

RUA LÍBERO BADARÓ
Centro
Médico e jornalista italiano, João Batista Líbero Badaró viveu em São Paulo por apenas quatro anos, período em que fundou o jornal "Observador Constitucional". Defensor da liberdade de imprensa, denunciava a corrupção e os desmandos políticos da cidade, sobretudo os do ouvidor Cândido Japiaçu. Foi pego numa emboscada na porta de sua residência, a mando do ouvidor. Antes de morrer, revelou a trama que o emboscou, deixando uma frase célebre: "morre um liberal, mas não morre a liberdade". Em sua homenagem, a rua Nova São José em que ele morava passou a se chamar Líbero Badaró, em 1916.

AVENIDA DOUTOR ARNALDO
Perdizes
O cirurgião e administrador, Arnaldo Vieira de Carvalho nasceu em 1867 em São Paulo. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1888, destacou-se como diretor clínico da Santa Casa de São Paulo, pelas ampliações e reformas que promoveu em seus serviços assistenciais e pela modelar organização que imprimiu à Faculdade de Medicina de São Paulo (FMUSP), da qual foi fundador e primeiro diretor. Apoiou todos os problemas médico-sociais de seu tempo. Renovou os métodos cirúrgicos em São Paulo, introduzindo as novidades científicas, praticando, pela primeira vez no país, a gastrectomia. Faleceu em 05 de junho de 1920.

AVENIDA PROF. ALFONSO BOVERO
Perdizes
Nasceu na Itália em 1871. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Turim. Exerceu todas as funções de ensino e conquistou diversos prêmios científicos. Fez curso de Histologia, Embriologia e de Anatomia em Berlim. Foi professor de Anatomia na Universidade de Turim e catedrático da Universidade de Caglieri. Pertenceu à Academia de Medicina de Turim, onde foi secretário geral e bibliotecário. Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, trouxe o mestre italiano a São Paulo para reger a cátedra de Anatomia, cujos cursos foram criados em 1914. Entre as atividades na Itália e no Brasil contavam mais de 40 anos de laboratório, produzindo um considerável volume de pesquisas científicas. Faleceu no Brasil em 1937.

AVENIDA VITAL BRASIL
Butantã
O célebre médico e pesquisador Vital Brasil, também conhecido como Mineiro da Campanha, nasceu em 1865. Desempenhou importante papel clínico no interior de São Paulo, no combate a epidemias. Tornou-se famoso pela descoberta do soro antiofídico. Em 1899, conseguiu identificar a peste bubônica, epidemia que surgiu em Santos. Fundou o Instituto de Higiene, Soroterapia e Veterinária, hoje, "Instituto Vital Brazil, em Niterói". Faleceu no Rio de Janeiro em 1950.

RUA MARTINS FONTES
Consolação
O médico e poeta José Martins Fontes nasceu em Santos em 1884. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, exerceu a função de médico do serviço sanitário de Santos e clinicou na cidade. Atendia as classes pobres e ficou conhecido pela sua generosidade nas relações profissionais e sociais. Publicou numerosos livros, entre eles Verão, As Cidades Eternas, Sombra, Silêncio e Sonho, Sol das Almas, O Mar a Terra e o Céu. Recebeu condecorações da Espanha e da Inglaterra, foi membro da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em Santos, em 1937.

RUA DR. SINÉSIO RANGEL PESTANA
Vila Prudente
A grafia mudou com o passar dos anos mas trata-se do mesmo Synésio Rangel Pestana que nasceu em 1874. Pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendeu tese sobre a Patogenia da Apendicite, primeiro trabalho brasileiro sobre o assunto. Serviu como adjunto voluntário no serviço do Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, na Santa Casa. Foi inspetor sanitário municipal e entrou para o Serviço Sanitário do Estado por ocasião da epidemia da peste bubônica, servindo até 1903. Na Santa Casa, foi chefe de clínica da primeira enfermaria de Medicina de Mulheres, médico do Asilo dos Expostos, e diretor-clínico de 1927 até 1946. Foi eleito membro da mesa administrativa da Irmandade da Santa Casa em 1930 e reeleito sucessivamente até 1948. Fundou a Biblioteca da Santa Casa, à qual doou todos os seus livros de Ciência Médica. Dedicou a essa biblioteca os seus últimos anos de vida. Por serviços prestados às colônias de alguns países aqui domiciliadas, recebeu condecorações dos governos da Lituânia, Letônia, Estônia, Portugal, Alemanha, Itália etc. Faleceu em 1962.

RUA OSCAR FREIRE
Jardim Paulista
O precoce Oscar Freire de Carvalho nasceu na Bahia em 1882. Aos 14 anos matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se em 1902. Em 1907, depois de brilhante prova de concurso, foi nomeado professor substituto de Higiene e Medicina Legal e, em 1913, promovido a catedrático da Faculdade de Medicina. Três anos mais tarde, convidado pelo Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, instalou a disciplina de Medicina Legal em São Paulo, que funcionou no Instituto de Higiene e, depois, no Laboratório Central da Santa Casa. Fundou a Sociedade de Medicina Legal e Criminologia e a Sociedade de Educação e Ensino. Era membro honorário do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Madri. Como professor e cientista, deixou numerosos trabalhos, além de artigos sobre a história do ensino na perícia e outros estudos. Faleceu em 1923.

AVENIDA PROF. ASCENDINO REIS
Moema
O sergipano Ascendino Angelo Reis nasceu em 1852. Formou-se em Direito, mas não exerceu essa profissão. Depois, diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia. Foi nomeado segundo-tenente do Corpo de Saúde do Exército por decreto do Imperador Pedro II. Serviu na guarnição de Sergipe até 1885, e na de São Paulo até se reformar, em 1899, como  primeiro-cirurgião e major-médico do Exército. Catedrático de Farmacologia e Matéria Médica da Faculdade de Medicina de São Paulo, exerceu o cargo até sua morte. Alí regeu as cadeiras de Terapêutica e Medicina Legal. Em São Paulo, clinicou por mais de quarenta anos.

RUA DOUTOR DIOGO DE FARIA
Saúde
Diogo Teixeira de Faria nasceu em 1868. Antes de se formar em Medicina, veio a São Paulo com as comissões sanitárias encarregadas de debelar a febre amarela em Jaú e em outras cidades do interior paulista. Logo após a sua formatura, foi nomeado, chefe da Comissão Sanitária de Campinas por Cesário Mota. Foi presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e dos mais afamados clínicos do Brasil. Substituiu Arnaldo Vieira de Carvalho no cargo de diretor clínico da Santa Casa. Faleceu em 1927.

Fonte: Histórias das Ruas de São Paulo - Prefeitura Municipal 


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