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CAPA

EDITORIAL
Nesta edição, uma reflexão sobre o superaquecimento global e seu impacto na saúde


ENTREVISTA
Acompanhe esta conversa com o escritor-médico Moacyr Scliar, membro da Academia Brasileira de Letras.


CRÔNICA
Tutty Vasques, cronista convidado, nos dá o "prazer" de um texto divertidíssimo...


MEIO AMBIENTE
Polêmico, mas realista, Al Gore alerta para catástrofe ambiental, sem volta


CONJUNTURA
A exploração sexual infantil: os números são assustadores e as seqüelas, piores


DEBATE
A reforma na assistência à saúde mental na mira de 3 especialistas no tema


HISTÓRIA DA MEDICINA
Anorexia: um mergulho na história da humanidade mostra que ela vem de longa data...


HOMENAGEM
Darcy Villela Itiberê: toda uma vida dedicada ao exercício, pleno e ético, da Medicina


EM FOCO
Homens públicos tão diferentes, na realidade tão semelhantes: são médicos!


RAIO X
Se decidir pela Medicina já é difícil, imagine desistir da profissão, depois de graduado...


ACONTECE
Acompanhe uma visita virtual à 27ª Bienal de Artes, sob o tema Como Viver Junto


SINTONIA
SES começou projeto de catalogação do patrimônio cultural de instituições de saúde do Estado


COM A PALAVRA
Confira texto inteligente e bem humorado do cardiologista Rodrigo Penha de Almeida


TURISMO
Impossível resistir a estas imagens... Veja nossas dicas para conhecer, de perto, esse paraíso


LIVRO DE CABECEIRA
Intercorrências da Morte é o destaque desta edição. De Saramago. É preciso mais?!?


POESIA
Encerrando com chave de ouro esta edição, a poesia de Roland Barthes


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Edição 37 - Outubro/Novembro/Dezembro de 2006

LIVRO DE CABECEIRA

Intercorrências da Morte é o destaque desta edição. De Saramago. É preciso mais?!?

As intermitências de Saramago

Ler José Saramago é um prazer incontestável. Ainda mais quando o autor aborda um assunto espinhoso e trágico, daqueles que gente bem educada fala em voz sussurrante ou balbuciada: a morte. Saramago, a quem tive o prazer de ler uma entrevista há tempos, declarou solenemente buscar inspiração no cotidiano. No livro As intermitências da morte, o autor une sua verve intelectual ao olhar cheio de percepção e ironia e, sem muitos pontos nem vírgulas, tira o nosso fôlego questionando a vida, o sentido das coisas, destruindo a verdade da felicidade a ser conquistada na vida eterna.

O livro trata de forma genial uma greve da morte. Todos passam a ser prejudicados, doentes, médicos, igreja, companhias de seguro, empresas dedicadas às cerimônias fúnebres, famílias, amigos, esposos, amantes. 

Nessa hipótese irreal e certamente absurda, imaginem como ficaríamos nós, médicos, que vivemos de evitar essa senhora a qualquer custo. Ficaríamos desesperados. Nos perderíamos na falta de sentido da vida. Meteríamos as mãos pelos pés. Seria trágico. E não sou eu quem digo isso, é o próprio Saramago. Ainda bem que a morte está aí. Ainda bem que sou mortal. Ainda bem que todos somos mortais. Santa morte! Aliás, será que a morte descrita por Saramago poderia me enviar a carta de anunciação da sua presença não nos próximos dias, não nos próximos meses, nem mesmo próximos anos?

Afinal, para que pressa?    

“Na hipótese irreal e absurda de uma greve da morte, imaginem como ficaríamos nós, médicos, que vivemos de evitar essa senhora a qualquer custo”  

Obra: As intermitências da morte
Autor: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 208 

Cartas & Notas 
Em família
A revista Ser Médico (...) é excelente e as reportagens agradam a um grande número de profissionais que têm o prazer de recebê-la. Quanto a mim, sou fã incondicional! Tiro cópias e mando para meus filhos, meus netos, de acordo com a idade e profissão. A entrevista com Adib Jatene enviei para meu filho, em Belo Horizonte, que é procurador de Justiça; as páginas que se referem a arte (...) para o meu filho que é arquiteto e cursou a Escola de Artes Plásticas durante nove anos; a crônica do médico Max Nunes, que é um grande humorista, mandei para as minhas netas. Adorei a poesia sobre anatomia e, às 23 horas, quando minha filha deixaria o plantão, não agüentei esperar até o dia seguinte, liguei para ela e li a poesia. Foi muito bom, demos boas risadas juntas (e encomendei o livro). Seria muito bom se todas as revistas fossem assim, pois todos que a lessem se distrairiam e conheceriam coisas importantes, desconhecidas da maioria das pessoas. Estou escrevendo, não apenas para dar a minha opinião, que não é importante para vocês, mas creio que sempre é bom sabermos que o nosso trabalho é reconhecido, penso por mim que sou geriatra; quando lêem os meus livros sobre velhice e envelhecimento telefonam para elogiar ou para não concordarem comigo. Mesmo quando me telefonam à noite pedindo orientação para algum problema, é quando me sinto realizada por saber que estou sendo útil para alguém. Quero parabenizar a toda a equipe por conseguir realizar um trabalho que alegra e alarga os conhecimentos. - Thereza Freire Vieira (CRM 5.751) 

Crônica
“...Recebi os exemplares desta excelente revista. Muito obrigado pelo destaque dado ao meu trabalho, um grande abraço e parabéns”. - Max Nunes (médico e humorista) 

Referências bibliográficas 
“Algo em comum” - págs 32 à 34 desta edição  

- BEGLIOMINI, Helio. Juscelino Kubitschek de Oliveira, Patrono da Sociedade Brasileira de Urologia. São Paulo: Expressão e Arte Editora, 2005.
- FARINA, Duílio Crispim. Medicina no Planalto de Piratininga. São Paulo: Pannartz, 1981.
- JARDIM, Serafim. Juscelino Kubitschek , onde está a verdade? Petrópolis: Vozes, 1999.
- NUNES, Raimundo. Pedro Nava, memória. São Paulo: Ateniense, 1987.
- RIBEIRO, Eurico Branco. O livro que São Lucas não escreveu. São Paulo: Coleção Saraiva, s/d.
- RIBEIRO, Eurico Branco. Lucas, o médico escravo. São Paulo: Editora Martins, 1974.


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