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Polêmico, o apelo ao consumo infantil desenfreado na análise de uma especialista no tema...


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Mata Atlântica: ainda é possível, sim, salvar o que resta desta floresta


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Aposentadoria: depois de anos de (árduo) trabalho, chega - enfim - a dificuldade maior...


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Saúde Suplementar: especialistas no assunto avaliam as relações de mercado e a assistência à saúde


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Você conhece Alcméon de Crotona? Acompanhe a história do avô da Medicina, por José Marques Filho


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POESIA
A poesia da vez é de autoria de Vladimir Mayakoviski


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Edição 39 - Abril/Maio/Junho de 2007

MEIO AMBIENTE

Mata Atlântica: ainda é possível, sim, salvar o que resta desta floresta


Big brother do bem

Projeto reúne o Inpe e a Fundação SOS Mata Atlântica para acompanhar o que resta da mais rica floresta brasileira e combater seu desmatamento




A quilômetros de altitude o silêncio reina absoluto e a Terra parece estar em paz. Ali, uma rede de satélites fotografa e monitora um tipo de vegetação que já cobriu 1.300.000 km² em 17 Estados brasileiros. Trata-se da Mata Atlântica, um dos mais ricos biomas do planeta, hoje reduzido a pouco mais de 7% de sua formação original. As imagens vindas dos satélites estão compondo o projeto Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que serve como importante ferramenta para pesquisadores, autoridades e cidadãos no combate ao desmatamento.

Dados do atlas, divulgados em dezembro de 2006, demonstram que a taxa de desmatamento caiu 71%  entre 2000 e 2005, em relação aos cinco anos anteriores. De oito Estados analisados, tiveram aumento no ritmo de desmatamento apenas Santa Catarina (8%) e Goiás (18%).  A taxa caiu na maioria dos Estados, sendo mais significativa no Espírito Santo (-96%), Rio de Janeiro (-90%) e Paraná (-88%). Márcia Hirota, coordenadora do projeto do atlas na Fundação SOS Mata Atlântica, atribui a queda no ritmo de desmatamento ao esgotamento das áreas disponíveis do bioma, que já perdeu mais de 90% de sua cobertura original.

O projeto foi iniciado no final dos anos 80, com a participação de pesquisadores e universidades de diversos locais do mundo; e a primeira edição do atlas foi publicada em 1990. Desde então, as várias edições permitiram acompanhar a evolução dos remanescentes florestais e ecossistemas associados da Mata Atlântica, como a vegetação de mangue e restinga, que permite detectar as perdas do período, as regiões mais ameaçadas e também verificar a recuperação de algumas áreas da floresta. O estudo tem realizado comparações em períodos de cinco anos, entre 1985-1990, 1990-1995, 1995-2000 e 2000-2005.

As informações do atlas podem ser acessadas pela internet, em SOS MATA ATLÃNTICA . “É importante que a população participe; ninguém melhor do que o cidadão que convive diariamente com um remanescente de Mata Atlântica para cobrar medidas de conservação, seja das prefeituras ou dos órgãos estaduais”, afirma Márcia. 

“Diferente da Floresta Amazônica, que é mais contínua, a Mata Atlântica é extremamente poligonal, sendo difícil encontrar grandes concentrações florestais em um único local. É um bioma rico em endemismo e seu desaparecimento, em áreas que sequer foram estudadas, representa a perda para sempre de recursos naturais que poderiam ser extremamente úteis para a humanidade. É preciso aproximar o conceito de proteção da floresta ao dia-a-dia das pessoas e lembrar, por exemplo, que grandes rios do país (São Francisco, Paraíba do Sul, Doce, Tietê, Ribeira de Iguape e Paraná) estão em áreas de Mata Atlântica. Assim, proteger a floresta é proteger o futuro”, explica Márcia, lembrando que a importância da água tende a aumentar nos próximos anos.

O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica resulta de uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a SOS Mata Atlântica. O Inpe cuida de todas as atribuições tecnocientíficas e a SOS Mata Atlântica é responsável pela coordenação geral, garantindo o trabalho das empresas, a captação de recursos e a divulgação, explicou Márcia Hirota.

A Fundação SOS Mata Atlântica foi criada em 1986 por um grupo de ambientalistas, cientistas, empresários e jornalistas, com o objetivo principal de defender os remanescentes desse bioma e valorizar a identidade física e cultural de suas comunidades, buscando seu desenvolvimento sustentável. “O Atlas é uma referência para muitos trabalhos relacionados à Mata Atlântica”, afirmou Hirota.

Além do Atlas, a Ong mantém uma série de outros projetos para a preservação do meio ambiente. Um dos destaques é o Clique Árvore, uma iniciativa que surgiu em 2000 para estimular o plantio de mudas de espécies nativas em trechos que possam promover a restauração de áreas devastadas da Mata Atlântica.  Agora, a Ong prepara-se para lançar um projeto voltado para a conservação das zonas costeira e marítima sob influência da Mata Atlântica.

Contra a corrente
Aquecimento global pode favorecer florestas

A Mata Atlântica e a Floresta Amazônica deverão crescer e não ser reduzidas com o aquecimento global, prevê o geógrafo e professor emérito Aziz Ab’Saber. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em março passado, Ab’Saber comentava as informações contidas no relatório da ONU sobre o aquecimento global, segundo as quais a Amazônia se tornaria um cerrado em função do aumento do nível dos mares. Para ele, muitos cientistas estão esquecendo de considerar as correntes marítimas brasileiras. “Todos falaram que a floresta vai diminuir. O aquecimento global não vai destruir florestas. No máximo, vai haver uma nova delimitação nos bordos da Amazônia. Novos minibiomas vão entrar e até pode ser o cerrado. Mas é certo que vamos continuar com grandes florestas a oeste, porque o regime de chuvas não será muito alterado.” Para o professor, o mais preocupante é o desmatamento realizado hoje na Amazônia, por madeireiros e fazendeiros.

Em relação à Mata Atlântica, o geógrafo lembra que há 6.000 anos o mar subiu três metros acima do que está hoje e as correntes marítimas quentes chegaram ao sul do Brasil. “Essa corrente levou consigo uma umidade que permitiu a formação de florestas costeiras até perto de Porto Alegre, que seguiu depois pela Serra Gaúcha...”. Se isso ocorrer, explica Ab’Saber, o chamado ótimo climático, registrado entre 5.000 e 6.000 anos, vai se repetir, desta vez por causa antrópica.


Campanha da Fundação SOS Mata Atlântica 
F/Nazca Saatchi & Saatchi


Colaborou, Thulio Pompeu



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