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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág. 1)
Mauro Gomes Aranha de Lima - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 4)
Peggy Cohen-Kettenis


CRÔNICA (pág. 10)
Tufik Bauab*


EM FOCO (pág. 12)
Informação científica


ESPECIAL (pág. 16)
Por que as cotas raciais são importantes? - Aureliano Biancarelli


CONJUNTURA (pág. 24)
Qualidade de vida


CARTAS E NOTAS (Pág. 27)
Cremesp facilita localização de pessoas desaparecidas


HISTÓRIA DA MEDICINA (Pág. 28)
Patrimônio histórico


GIRAMUNDO (Pág. 32 e 33)
Avanços da ciência


PONTO COM (Pág. 34 e 35)
Mundo digital & tecnologia científica


SINTONIA (Pág. 36)
Literatura & Medicina


TURISMO (págs. 40 a 43)
Aurora boreal


CULTURA (págs. 44 a 47)
O Rubaiyat de Omar Khayyam


FOTOPOESIA (pág. 48)
Ano Novo


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Edição 77 - Outubro/Novembro/Dezembro de 2016

PONTO DE PARTIDA (pág. 1)

Mauro Gomes Aranha de Lima - Presidente do Cremesp

Ser médico, sem distinções

 

Bem poderíamos dedicar esse número da Ser Médico às virtudes dormentes ou vivas da indistinção.

E assim o faremos, não sem antes a conjectura de que o indistinto é mais anseio e abstração do que realidade concreta, visível, e pressupõe, portanto, a experiência da distinção.

Somos seres de pensamento binário, e dele decorrem juízos afins. Daí a natural estranheza ante pessoas cuja identidade de gênero destoa dos corpos que têm; ante o grito que emerge da noite profunda da pátria, da raça ferida, historicamente preterida, por diferença de origem e de cor; a comovente estranheza ante o sol que desponta nos confins obscuros da noite polar; ante os loucos nas ruas, e não ante os poucos que habitam, ainda que há décadas, os espaços sombrios do Juquery; ante a leveza aérea da poesia persa, a inimagináveis atmosferas de paz, em territórios que hoje fenecem sob espessas flores de sangue.

Sim, somos seres binários. O humanismo renascentista de Pico Della Mirandola, assim via o homem, na voz emprestada de Deus: “Não te fizemos celeste nem terreno, nem mortal nem imortal, a fim de que tu, árbitro e soberano artífice de ti mesmo, te plasmasses e te informasses, na forma que tivesses seguramente escolhido. Poderás degenerar até aos seres que são as bestas, poderás regenerar-te até as realidades superiores que são divinas, por decisão de teu ânimo”.

Essa a dignidade do homem, a sua condição humana: até o limite de suas distinções, reconhecê-las, admiti-las e, após, praticar a liberdade (árdua) de se tornar um ser melhor. Sem julgamentos intempestivos e impermeáveis, sem preconceitos, receptivo para todas e quaisquer diferenças. Não um ser melhor do que outrem. Mas, um ser melhor para si e para outrem, para que, ao fim e ao cabo, reconhecer-se um igual, a todos. Para todos.

Essas as virtudes dormentes ou vivas da indistinção.

Esse o humanismo que queremos.

O médico que queremos. Sem distinções.

 

Mauro Gomes Aranha de Lima
Presidente do Cremesp

 


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