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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Desafios e conquistas marcaram os 15 meses desta diretoria


POESIA(JC pág. 3)
Mensagem dos diretores e conselheiros da Casa para o novo ano que se inicia


ATIVIDADES (JC pág. 4)
Médicos de instituições hospitalares esclarecem dúvidas sobre o novo texto com o Cremesp


ENSINO MÉDICO (JC pág. 5)
Resultados da 5ª edição da iniciativa mostram deficiências na grade curricular


ÉTICA & JUSTIÇA (JC pág. 6)
Veja as recomendações do Cremesp na ocorrência de um processo ético-profissional


GERAL (JC pág. 7)
Decisões comprovam idoneidade desta Casa perante os médicos e a sociedade


BALANÇO (JC pág. 8-13)
Síntese das principais atividades da primeira diretoria da gestão 2008-2013


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
Análises do Cremesp ajudam a prevenir falhas éticas causadas pela desinformação


COLUNA DO CFM (JC pág. 15)
Representantes do Estado no Conselho Federal se dirigem aos médicos e à sociedade


ESPECIAL (JC pág, 16)
Marco da Paz: obra replicada em vários locais pelo mundo transmite o desejo de paz sem fronteiras


GALERIA DE FOTOS



Edição 266 - 12/2009

ESPECIAL (JC pág, 16)

Marco da Paz: obra replicada em vários locais pelo mundo transmite o desejo de paz sem fronteiras




Monumento idealizado por Gaetano Brancati Luigi, é replicado em várias localidades, simbolizando a promessa de um mundo melhor para as novas gerações

“A paz é tão leve que muitos se esquecem de carregá-la dentro de si”

“Cada dia mais tem que haver seres humanos lembrando a importância da paz entre nós”, afirma o criador do Marco da Paz, Gaetano Brancati Luigi, italiano radicado no Brasil. Aos 72 anos, ele ainda se emociona com o reconhecimento das pessoas por seu monumento, em formato de arco feito em concreto, que abriga um sino (de um metro de diâmetro e 500 kg de peso) e uma pomba da paz pousada sobre ele, ambos de bronze, além de cinco placas de bronze com mapa, que simbolizam cada um dos cinco continentes da Terra. A obra, replicada em várias localidades, lembra a todos sobre a necessidade da manutenção da paz e a promessa de um mundo melhor para as novas gerações.

Idealizado há dez anos, o Marco da Paz ganhou sua 10ª instalação no dia 13 de dezembro, erguido em Punta del Leste, no Uruguai. Os demais estão espalhados pelo mundo, disseminando o ideal de paz sonhado pelo italiano.

O sonho vinha sendo alimentado desde a infância difícil de Luigi, vivida em meio à Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), quando viu de perto a fome e todas as formas de ameaças.

Ideal concretizado
Já adulto, e após algumas idas e vindas ao Brasil, em seu retorno definitivo ao país, Luigi sentiu falta das badaladas do sino da Igreja do Beato José de Anchieta, no Pátio do Colégio, em São Paulo, e resolveu questionar o padre José Fernandes, então responsável pela paróquia. Ele lhe contou que o sino havia sido roubado há mais de 15 anos. O italiano procurou então a parceria da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) – na época, presidida por Alencar Burti – e da Fundição de Sinos Crespi, conseguindo, em apenas 20 dias, que um novo sino fosse instalado na igreja.


Gaetano Luigi: vontade de fazer algo pela paz remonta à infância

No momento em que a peça era colocada, o reflexo do sol que bateu no sino fez surgir para Luigi aquilo que ele idealizou a vida inteira. Surgiu-lhe a imagem do que seria o Marco da Paz, com todos os seus símbolos e significados. A pomba, representando a anunciação; o sino, a música da paz dos anjos; o arco, a vida; e os continentes, a fraternidade entre os povos. Luigi desenhou em um papel essa imagem e o amigo Pedro Mascagni Blondi fez a planta para a construção do monumento.

O Pátio do Colégio inaugurou o primeiro Marco da Paz no dia 25 de dezembro de 2000. Mas a vontade de fazer algo que inspirasse paz a todas as pessoas já estava na cabeça de Luigi desde os cinco anos de idade, quando ouviu os sinos das igrejas europeias repicando alegremente para anunciar o fim da Segunda Guerra Mundial.

Ele conta que não conseguiu deixar de se contagiar com a alegria das pessoas comemorando o renascimento da esperança. “Naquele momento, firmei a ideia de fazer algo para cativar os povos ao caminho da paz”, lembra Luigi.

Mesmo com o fim da guerra, a vida não voltou ao normal para a população. A Europa estava arrasada, as pessoas ainda passavam fome e o território sofria com os restos do conflito, como as bombas que ficaram no solo e faziam mutilados e mortos. “A presença da guerra representa a total destruição e o seu resultado é dor”, testemunha.

Com esperança de construir uma nova vida, a família de Luigi veio para a América Latina em 1949. Após 20 anos na Argentina, e entre várias visitas ao Brasil, ele veio morar definitivamente em terras brasileiras em 1970. “No caminho para a Argentina, quando passei de navio pelo Brasil, em Santos, senti que meu destino era aqui”, revela. Abriu uma alfaiataria com o pai e firmou-se definitivamente no ramo da moda masculina. Ocupou diversos cargos na ACSP, da qual é assessor especial da presidência.

Mundo melhor
Após a concretização do Marco da Paz , Luigi espera levá-lo a outros países do mundo e ter pelo menos um monumento em cada continente. “Não há marketing, apenas uma proposta digna e verdadeira. É a expressão do desejo de um mundo melhor para todos”, diz.

Na comemoração dos dez anos do Marco da Paz, em 2010, serão inaugurados diversos monumentos, sendo dois na Itália – em Roma e em Assis –, e criada uma medalha. “Ela será distribuída para pessoas que tenham valores, como o desejo de um mundo de paz, mais humano, mais fraterno”, explica Luigi. Ele afirma que a construção de um bom relacionamento entre as pessoas é o caminho para a presença da paz no seio da humanidade. “Não parei de sonhar. A necessidade da paz é permanente porque, lamentavelmente, no século XXI, continuamos tendo guerras. Também é muito doloroso que uma terceira parte da humanidade não tenha uma fatia de pão para comer, já que não faltam riquezas nesse mundo, nem competência aos homens”, alerta.

Sonho distante
Com o término da Segunda Guerra Mundial, surgiu a esperança de novos tempos. Entretanto, o pós-guerra foi marcado pelo impasse causado pela Guerra Fria, que dividia o mundo entre países aliados aos Estados Unidos e à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

A Guerra Fria acabou – a queda do Muro de Berlim, símbolo da separação entre dois blocos, fez 20 anos em 9 de novembro de 2009 – e a preocupação com uma guerra nuclear deu espaço ao terrorismo e aos conflitos étnicos.

Somente na África, quatro nações estão enfrentando uma guerra civil. No Sudão, o conflito entre o governo muçulmano e os guerrilheiros não mulçumanos dura 46 anos. Desde a sua independência em 1960, a República Democrática do Congo (ex-colônia francesa) passou por diferentes golpes de Estado, ditaduras e uma guerra civil.

A Somália vive em disputas internas desde 1970. O Chade abriga mais de 200 grupos étnicos e linguísticos. Desde 1960, quando adquiriu independência da França, sofreu golpes de Estado e guerra com o país vizinho Líbia.

Na América Latina, a guerra civil colombiana teve início em 1948. E, em 1964, forças de esquerda se uniram para formar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Este e outros grupos de esquerda e milícias de extrema direita vivem em choque.
O Oriente Médio, incluindo o Iraque - que passou pela Guerra do Golfo, na década de 90 e, em 2003, foi invadido por tropas norte-americanas –, ainda apresenta hostilidades entre grupos locais e tropas estrangeiras que ocupam seu território.

A guerra civil do Afeganistão teve início no final de 1970. Em 1979, sofreu intervenção soviética e, em 2001, ação dos Estados Unidos derrubou o regime Talibã. Em 2009, durante as eleições presidenciais, os Talibãs realizaram ataques para impedir que os cidadãos fossem votar.

O conflito nos territórios ocupados por Israel (Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã) vem retomando o contexto da disputa árabe-israelense do final do século XIX.
Por sua vez, os Estados Unidos, maior potência bélica mundial, apresentaram um orçamento fiscal de US$ 515,4 bilhões em defesa nacional para 2009. Sem contar os gastos suplementares para operações militares no Iraque e no Afeganistão. Essa é a maior quantia investida em armamento pelo governo norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial.

Além das guerras convencionais, a violência urbana – em muitas regiões guerras civis não declaradas, a exemplo do Rio de Janeiro – matam milhares de pessoas por ano em todo o mundo.


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