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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Dilema bioético da atualidade: a autonomia de pacientes terminais


ENTREVISTA (JC pág. 3)
Ben-Hur Ferraz Neto, presidente da ABTO


ATIVIDADES 1 (JC pág. 4)
PEMC inclui cidades do interior em seu roteiro de atualização


ATIVIDADES 2 (JC pág. 5)
I Fórum de Comunicação Integrada dos Conselhos de Medicina


ATIVIDADES 3 (JC pág. 6)
O exercício da Pediatria no país, segundo análise da SPSP


EXAME DO CREMESP (JC pág. 7)
As avaliações estão programadas para setembro e outubro


XII ENEM (JC págs. 8 e 9)
Carta de Brasília divulga propostas aprovadas pelas entidades médicas


ARTIGO (JC pág. 10)
Sistemas público e suplementar de saúde na visão de Bosi Ferraz


GERAL 1 (JC pág. 11)
Educar para Paliar: evento internacional está recebendo inscrições


GERAL 2 (JC pág. 12)
O reajuste dos honorários médicos está determinado pela RN/ANS 71/2004


CFM (JC pág. 13)
Representantes do Estado no CFM se dirigem aos médicos e à sociedade


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
Análises do Cremesp ajudam a prevenir falhas éticas causadas pela desinformação


GERAL 3 (JC pág. 15)
Acompanhe a participação do Cremesp em eventos relevantes para a classe


ESPECIALIDADES (JC pág. 16)
Sociedade Brasileira de Cardiologia: 12 mil sócios e 25 entidades estaduais


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Edição 273 - 08/2010

ESPECIALIDADES (JC pág. 16)

Sociedade Brasileira de Cardiologia: 12 mil sócios e 25 entidades estaduais


CARDIOLOGIA


Lesões cardíacas passíveis de operações corretivas indicam ecolução terapêutica


O acelerado processo de industrialização e urbanização, ocorrido no final do século 19, desencadeou grandes mudanças no estilo de vida das famílias que se aglutinavam em novos centros urbanos. Houve alterações importantes nos hábitos alimentares e na frequência das atividades físicas dos indivíduos, o que levou a um aumento no número de diagnósticos de estresse. Todo esse cenário característico dos tempos modernos fez com que, pela primeira vez na história, doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte entre adultos. 


“Considerando que pelo menos 30% de todas as causas de morte são devidas às doenças cardiovasculares e que dessas, mais de 85% são por causas cardíacas, pode-se avaliar a importância da especialidade, tanto para planejar a prevenção dessas enfermidades quanto para tratá-las” avalia Luiz Antonio Machado Cesar, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e membro da Câmara Técnica de Cardiologia do Cremesp.

A cardiologia, como especialidade no Brasil, estabeleceu-se a partir de 1941, quando  o médico Dante Pazzanese organizou o primeiro serviço voltado ao diagnóstico e tratamento de doenças do coração. Pazzanese também passou a ministrar cursos para a formação profissional, que existem até hoje.

Dois outros grandes nomes da cardiologia no país, os médicos Euryclides de Jesus Zerbini e Luiz Decourt, receberam justas homenagens – ambos estão representados em bustos de bronze, expostos no edifício do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Eles participaram da criação do Incor, reconhecido como centro de pesquisas clínicas, que promove a medicina brasileira no mundo inteiro.

“No Brasil, Zerbini e Decourt juntos foram responsáveis pela expansão do centro cardiológico, criado em São Paulo”, diz o conselheiro e coordenador da Câmara Técnica de Cardiologia do Cremesp, José Henrique de Andrade Vila. Isso porque muitas das lesões cardíacas eram passíveis de operações corretivas e não mutiladoras, como em outras áreas da medicina.

Essa associação da cirurgia com a evolução da terapêutica cardiológica fez com que a especialidade se espalhasse por todo o Brasil, especialmente com o advento dos transplantes cardíacos, efetuados primeiramente por Zerbini, em 1968.

“A tecnologia explodiu, os exames são cada vez mais sofisticados, precisos, porém, excessivamente caros. Não se podem abandonar os primórdios: a história clínica, o exame físico e a terapêutica precisa, necessária e suficiente para reabilitar os pacientes”, conclama Vila aos jovens médicos.

Para a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Márcia Barbosa, “é fundamental que governo e sociedades médicas trabalhem em parceria, e de forma intensiva, para conscientizar a população na tentativa de diminuir os fatores de risco para doenças, como colesterol alto, diabetes, hipertensão, tabagismo, obesidade e sedentarismo”.

Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
A SBC foi criada em 14 de agosto de 1943, pelo cardiologista Dante Pazzanese. A entidade busca unir a classe médica e investir em programas de educação continuada para os seus sócios. Com o passar do tempo, estendeu a sua função à promoção da saúde para a população.

A entidade considera a formação do cardiologista como sua prioridade e trabalha intensamente neste sentido. “A SBC desenvolve várias ações que visam fornecer a seus membros oportunidades de aprimoramento, como congressos e cursos de educação continuada, além de seu site, que reúne um grande número de informações e publicações nacionais e estrangeiras”, relata Márcia.

Segundo ela, para obter o Título de Especialista em Cardiologia da SBC, os cardiologistas brasileiros são submetidos a uma prova rigorosa para a certificação. Atualmente, a SBC conta com cerca de 12 mil sócios, 25 entidades estaduais, duas regionais, 13 departamentos científicos e nove grupos de estudos.

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)
Fundada em 29 de junho de 1976 por grandes nomes da cardiologia brasileira – como Adib Jatene, primeiro presidente da sociedade –, a Socesp contribui com a atualização e difusão dos conhecimentos científicos para os profissionais do Estado. Conta com 5.831 sócios, distribuídos em 18 regionais.

“No cenário previsto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2025, teremos mais pessoas com infartos e acidentes vasculares cerebrais, numa estimativa de aumento de, pelo menos, 15%”, ressalta o atual presidente da entidade, Luiz Antonio Machado Cesar.

Câmara Técnica


Membros da Câmara Técnica de Cardiologia do Cremesp

A Câmara Técnica de Cardiologia do Cremesp, criada no dia 21 de outubro de 2003 – e desde então coordenada pelo conselheiro Vila –, tem como finalidade emitir pareceres técnicos de orientação aos conselheiros não especialistas envolvidos em atividades judicantes. “Trazemos especialistas com atuação nas mais variadas áreas da cardiologia, provenientes dos principais hospitais e universidades de São Paulo, para dar apoio e debater os assuntos ligados à especialidade”, explica Vila.

“Contamos com eminentes especialistas que agregam a experiência de seus grupos e da prática clínica que desenvolvem”, observa Vila a respeito dos membros da Câmara Técnica de Cardiologia, integrada por Bráulio Luna Filho (conselheiro), João Nelson Rodrigues Branco, Anselmo Antonio Salgado, Ieda Biscegli Jatene, Agnaldo Pispico, Antonio Carlos Pereira Barretto, Luiz Antonio Machado Cesar, Henry Abensur, João Carlos Ferreira Leal, Fernando Bacal, Ibraim Masciarelli Francisco Pinto, Celso Ferreira, Carlos Coelho Marcelino da Silva, José Honório de Almeida Palma da Fonseca e Carlos Gun.


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