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CAPA

EDITORIAL (pág.2)
João Ladislau Rosa - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág.3)
José Osmar Medina Pestana


DROGADIÇÃO (pág.4)
Congresso discute malefícios do tabagismo


DEPENDÊNCIA QUÍMICA (pág.5)
58% das famílias bancam tratamento


MOVIMENTO MÉDICO (pág.6)
ADIs sobre o Mais Médicos serão julgadas em 2014


PLENÁRIA ESPECIAL (pág.7)
Formação e prática médica no Canadá


ESPECIAL (pág.8)
Médicos voluntários


ESPECIAL (pág.9)
Médicos voluntários


ESPECIAL (pág.10)
Médicos voluntários


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág.11)
Novos diretores no HSPE


COLUNA DOS CONSELHEIROS DO CFM (pág.12)
Artigos dos representantes de SP no Federal


JOVENS MÉDICOS (pág.13)
Nova diretoria da Ameresp é eleita


BIOÉTICA (pág.16)
Uso de animais em pesquisas


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Edição 310 - 12/2013

COLUNA DOS CONSELHEIROS DO CFM (pág.12)

Artigos dos representantes de SP no Federal


Verdade revelada


  Desiré Carlos Callegari*
desire@portalmedico.org.br


 “As equipes não dão conta da demanda, contudo, é por causa da desestrutura e da gestão ineficiente que o caos se instala e prospera”

 

O País assistiu, estarre­cido, às denúncias veiculadas pelo programa Globo Repórter, da Rede Globo, no dia 13 de dezembro de 2013. Uma longa reportagem desnudou os equívocos do atendimento oferecido pela rede pública brasileira, constatando, infelizmente, o que há muito tempo alertam os Conselhos de Medicina. Só que, dessa vez, os jornalistas colocaram o dedo na ferida e apresentaram os nomes e endereços das vítimas e dos responsáveis por essa crise sem precedentes.

Nos serviços de Urgência e Emergência e nos hospitais gerais (focos principais da matéria exibida), ficou evidente a falta de gestão. A irresponsabilidade de quem deveria fazer o Sistema Único de Saúde (SUS) funcionar como um relógio causa trans­­­­tornos severos e irreparáveis aos profissionais da área, em especial médicos, e para a população. Vidas são perdidas e o bem-estar (individual e coletivo) é relegado ao segundo plano.

Neste momento, o governo parece descolado da realidade e apresenta raciocínios em descompasso com o que é vivenciado no dia a dia do atendimento. Não há como negar: por um lado, as equipes não dão conta da demanda cada vez maior, contudo, é por causa da desestrutura e da gestão ineficiente que o caos se instala e prospera. As imagens e os depoimentos colhidos em diferentes Estados testemunham que o SUS está desregulado e na UTI.

A lista de necessidades é enorme e inclui medicamentos, leitos, equipamentos e insumos (os mais prosaicos). O pior é a falta de respeito pelos direitos humanos e de vontade política para colocar o trem nos trilhos. Em novembro, um relatório preliminar de visitas realizadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) – numa ação desenvolvida com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM/CD) – já sinalizava que estamos a anos-luz de uma solução. Dentre as unidades percorridas, uma é antiga conhecida dos paulistas: o Hospital Arthur Ribeiro de Saboya, em São Paulo (SP).

No geral, uma série de iniquidades aguarda a ação efetiva do Executivo, que se perde na burocracia e na dificuldade de colocar em prática as recomendações feitas pelas entidades de classe e pelos órgãos de fiscalização e controle. Mas se os sintomas são graves, ainda há esperança de mudar esse diagnóstico.

Por isso, os Conselhos de Medicina continuarão sua luta em 2014, cientes da surdez dos políticos e dos interesses outros que influenciam as decisões na área da Saúde. Mas estamos convictos de que, com a fiscalização dos serviços e a denúncia das irregularidades, estaremos ajudando o brasileiro a conquistar aquilo que merece e tem direito: uma assistência em Saúde de qualidade, sinal de valorização dos cidadãos e dos seus profissionais.

 



O objeto da violência


  Renato Françoso Filho*
  rfrancosof@gmail.com

“Combater a violência contra os profissionais de Saúde deve ser prioridade improrrogável a ser assumida por todos nós”

 

Todos os dias novas denúncias chegam a este Conselho, e são veiculadas pela imprensa, de que médicos têm sido agredidos por pacientes e acompanhantes. Nos prontos-socorros, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Assistências Médicas Ambula­toriais (AMAs), Instituto de Previdência, hospitais, enfim, mudam os ambientes, mas a violência é a mesma praticada contra aqueles que lá estão com o único objetivo de servir à população. Basta a demora para ser atendido, desatenção no acolhimento, fila de espera mais longa, recusa de benefício ou emissão de atestado para que o usuário do sistema se julgue no direito de agredir física ou moralmente o médico e funcionários da Saúde. Não existe mais o respeito, admiração e muito menos tolerância. É a cultura dos “direitos” acima de todos os deveres. É o egoísmo acima do coletivo. É a agressividade como forma de argumento. É a bana­lização da violência. E o pior disso tudo é que o objeto da “raiva coletiva” passa a ser aquele que é o seu mais dileto aliado.

Vamos admitir que fazemos parte de um sistema que deve muito à população em qualidade de atendimento. Muito menos por culpa dos médicos e dos funcionários do que da conjuntura político-social brasileira e da proposta pública de saúde. Compreendemos que existe uma carência de investimentos, desvio de verbas e mau gerencia­men­to, que acabam por surru­piar os recursos que seriam devidos à consecução  de aparelhos e estruturas mais eficientes e  disponíveis a constituir serviços de saúde de nível aceitável. Concordamos que, em alguns casos, falta um pouco mais de dedicação e comprometimento por parte de profissionais. Mas, de toda forma, jamais podemos justificar qualquer lampejo de agres­sividade contra aqueles que reivindicam programas mais abrangentes, financiamento, qualidade nas assistências médicas pública e privada, com mais profissionais bem formados e preparados para esta função.

Mais revoltante ainda é ouvir do ministro da Saúde que faltam médicos nas periferias porque eles são eli­tistas e se acomodam nos grandes centros e nas regiões mais elegantes. Com isso, demonstra desconhecer a realidade dos postos avançados e das condições de trabalho.

Questionando um prefeito sobre os postos de saúde da periferia, ouvi que a Guarda Municipal deve zelar pela segurança dos “próprios públicos” e não pode responsabilizar-se pelas pessoas. Esqueceu-se o prefeito, como de hábito, que o maior bem da sociedade é o homem, em benefício do qual deve se esmerar o poder constituído. Combater a violência contra os profissionais de Saúde deve ser prioridade improrrogável a ser assumida por todos nós.


(*)Desiré Carlos Callegari (titular) e Renato Françoso Filho (suplente) são representantes do Estado de São Paulo no Conselho Federal de Medicina

 


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