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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Mauro Gomes Aranha de Lima


ENTREVISTA (pág. 3)
Lígia Bahia


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág. 4)
Instituto de Oncologia Pediátrica


SUS (Pág. 5)
Subfinanciamento da saúde


ÉTICA MÉDICA 1 (pág. 6)
Novo CEM


TRABALHO MÉDICO (pág. 7)
Falta ao plantão


EXAME DO CREMESP (págs. 8 e 9)
Avaliação acadêmica


ÉTICA MÉDICA 2 (pág. 10)
Comissões de Ética


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
Simpósio


EU, MÉDICO (pág.12)
Rachel Esteves Soeiro


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
Saúde dos residentes


CONVOCAÇÕES (pág. 14)
Editais


BIOÉTICA (pág. 15)
Vida & Morte


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Edição 341 - 10/2016

EXAME DO CREMESP (págs. 8 e 9)

Avaliação acadêmica


 

12ª edição da avaliação teve mais de 4 mil inscritos

 

Aumento da procura demonstra reconhecimento dos egressos sobre o valor da avaliação para o aprimoramento do ensino médico e o desempenho profissional


Resultados individuais são confidenciais e serão enviados
exclusivamente aos participantes

 

O Exame do Cremesp 2016 contou com 4.114 inscritos, recém-formados dos cursos de Medicina de São Paulo e de outros Estados, no dia 16 de outubro. Esse número representou um crescimento de 24% em relação ao ano passado, que registrou 3.321 inscritos, demonstrando reconhecimento dos egressos sobre o valor do Exame como ferramenta de aprimoramento do ensino médico, além de revelar o comprometimento com sua profissão.

Do total de inscritos deste ano, 3.527 egressos realizaram a prova. Segundo dados da Fundação Carlos Chagas (FCC), realizadora do Exame, o número de abstenções na Capital paulista foi de 368; Botucatu, 3; Campinas, 48; Marília, 13; Presidente Prudente, 27; Ribeirão Preto,  56; Santos, 10; São Carlos, 5; São José do Rio Preto, 20; e Taubaté, 37; totalizando 587 ausentes.

O início da realização do Exame foi acompanhado pelo presidente do Cremesp, Mauro Aranha, pelo diretor 1º secretário e coordenador do Exame, Bráulio Luna Filho, e pelo conselheiro Carlos Alberto Herrerias de Campos.  De acordo com Mauro Aranha, “o Exame se consolida, após 12 anos de pioneirismo e experiência, como paradigma de avaliação do ensino médico no País e se faz necessário de forma cada vez mais premente, considerando a abertura de mais de 37 escolas, sem critérios mínimos de qualidade e desconsiderando as necessidades epidemiológicas das localidades onde estão instaladas”.

 

Índice recorde

Luna Filho destacou o número crescente de inscritos: “este ano, tivemos um recorde de participantes, inclusive de outros Estados. E aqueles que não obtiveram um bom desempenho na prova do ano passado tiveram a chance de refazê-la, comprovando a importância do Exame e o interesse dos graduados na autoavaliação para o bom exercício da Medicina”.

Realizado anualmente desde 2005, o Exame é aplicado por meio de teste cognitivo, abrangendo as áreas essenciais da Medicina, com ênfase nos conteúdos básicos imprescindíveis ao bom exercício profissional.  A participação é facultativa e não está condicionada à obtenção do registro profissional.

Atualmente, 44 escolas médicas funcionam no Estado de São Paulo, sendo que 30 possuem turmas que se formam até o final de 2016.


Valorização do mercado

Várias instituições, a partir de 2015, passaram a considerar a participação no Exame do Cremesp como um dos critérios de seleção para contratação de médicos, entre elas, as Secreta­rias Municipal e Estadual de Saúde, os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, participantes da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Unimeds de Ribeirão Preto, Santos, Jundiaí, Presidente Prudente, Botucatu, Bauru, Alta Mogiana (Hortolândia, Sales Oliveira, Morro Agudo, São Joaquim da Barra, Nuporanga e Ipuã) e Norte Paulista (Aramina, Buritizal, Guará, Igarapava, Ituverava e Miguelópolis). O Exame também será considerado para ingresso nos programas de Residência Médica das Faculdades do ABC, de São José do Rio Preto, Unifesp, Santa Casa de SP e Santo Amaro (Unisa), PUC (Campinas) e Hospital do Servidor Público Estadual (Iamspe).


Resultados são individuais e confidenciais

A Fundação Carlos Chagas (FCC), responsável pela aplicação da avaliação, e o Cremesp não divulgam o gabarito da prova, mas enviam boletim de desempenho aos participantes. Os resultados individuais são confidenciais, revelados única e exclusivamente aos egressos. O boletim de desempenho de 2016 será enviado pelos Correios, na segunda quinzena de novembro, ao endereço registrado pelo candidato no ato da inscrição.


Opinião dos participantes

A maioria dos formandos que realizou a prova ressaltou, à reportagem do Jornal do Cremesp, a importância do Exame como balizador da qualidade dos cursos de Medicina atualmente vigentes, mas também, e principalmente, considerou a prova fundamental para autoavaliar a formação e o desempenho dos egressos. Foi consenso entre eles que o Exame foi bem elaborado, abrangendo questões práticas do dia a dia do médico, e que ele deveria ser adotado por outros Estados, a exemplo de São Paulo.

 

“A prova foi tranquila e abrangeu questões práticas do dia a dia. O Exame deveria ser de participação obrigatória, principalmente para autoavaliação, mas não condicionar ao recebimento da carteira profissional do médico”. Adriana Moretto - Centro Universitário Anhembi-Morumbi

“O Exame foi razoável, com algumas questões complexas, principalmente de Clínica Médica. Acredito que deveria ser obrigatório em todo o País, como aquele realizado para os advogados pela OAB.” Daniel Batista - Centro Universitário São Camilo
 

“A prova representa muito pouco de tudo o que estudamos durante os seis anos do curso de Medicina e deveria permanecer facultativa, ou seja, o recém-formado ou o acadêmico deve decidir se quer participar ou não.” Matheus Felizola - Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp)
 

“O Exame é bem parecido com uma prova de Residência. Mas pensei que haveria mais questões práticas. É importante a adoção do Exame para avaliar a instituição de ensino, até porque têm surgido muitas escolas que não estão sendo bem avaliadas. O Exame deve continuar, mas não como a OAB.” Juliana Ferreira - Universidade Federal do Ceará (UFCEA)
 

“A proposta do Exame do Cremesp é importante para avaliar a qualidade do ensino médico e a prova deveria ser obrigatória em todo o Brasil, inclusive para o recebimento da carteira profissional de médico.” Rodrigo Fernandes - Universidade Federal da Bahia
 

“O Exame é muito importante e deveria ser obrigatório para todos, para saber quem estamos formando”. Jessica Santos - Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)

 

“Algumas questões foram difíceis, principalmente as de Pediatria, mas o desempenho no Exame, que deveria ser obrigatório, deve estar condicionado ao recebimento da carteira profissional do médico.” Manoela Pedroza - Universidade de Santo Amaro (Unisa)
 

“O Exame é positivo para nossa carreira e acho importante que ele seja nacional. É também importante para conhecermos a faculdade que estamos cursando”.  Hannah Camilo - Faculdade de Itajubá - MG

 

“As questões da prova contemplaram o conteúdo que o aluno estuda durante o curso. A proposta do Exame é super importante, mesmo porque a abertura de tantas escolas médicas pelo País justifica uma avaliação obrigatória, capaz de garantir a qualidade do ensino e do exercício profissional.” Maíra Leal - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
 

“Prova condizente, mas muito teórica. O Exame deve ser obrigatório e condicionar a aprovação ao recebimento da carteira profissional do médico. O Exame deveria ser nos moldes do da OAB nacional, e que o profissional pudesse ter a chance de fazer de novo, caso não passasse da primeira vez.” Aleocídio Settre - Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)



Nota oficial

Cremesp vê com preocupação abertura de novos cursos privados de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) vem a público manifestar preocupação com a autorização para criação de novos cursos de Medicina em todo o Brasil, mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27/9). A medida prevê abertura de cursos privados em 37 cidades do Brasil; 13 delas no Estado de São Paulo: Araçatuba, Araras, Bauru, Cubatão, Guarujá, Guarulhos, Jaú, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos.

O Estado de São Paulo forma atualmente um contingente de mais de 4.500 médicos por ano. Muitos deles, sujeitos a péssima qualidade de ensino, não conseguem entrar na Residência Médica, colocando, assim, em risco a saúde das pessoas, principalmente em plantões, prontos-socorros e unidades de saúde das periferias.

As cidades escolhidas no Estado de São Paulo são próximas de localidades onde já existem escolas médicas. Além disso, fiscalizações realizadas por esta Casa, em 2015, demonstraram que algumas delas não possuem estrutura mínima necessária para promover o ensino médico adequado, como a falta de hospitais-escolas para a prática médica e de corpo docente qualificado e em número adequado.

A qualidade do ensino é essencial na formação médica e não deve ser substituída pela quantidade de formandos.

O Conselho avalia os recém-formados há 11 anos, por meio do Exame do Cremesp, com metodologia científica, que avalia conhecimentos básicos que todo médico deve saber para atender adequadamente. Os resultados ao longo dos anos são alarmantes, pois mais da metade não alcança índices satisfatórios.

Por todo o exposto, o Cremesp condena a abertura de vagas de cursos de Medicina sem que haja condições éticas e profissionais para que o acadêmico realize seu estágio com supervisão e qualidade.

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

 

 

 


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