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CAPA

EDITORIAL
Editorial de Isac Jorge Filho sobre a crise dos falsos médicos


ENTREVISTA
O convidado desta edição é Júlio Waiselfisz, sociólogo argentino radicado no Brasil


ATIVIDADES DO CONSELHO 1
Destaque p/o Módulo VII - Pediatria, no Programa de Educação Continuada de março


ATIVIDADES DO CONSELHO 2
Programação de eventos especiais comemoram os 50 anos do Cremesp


GERAL 1
Planos de saúde querem redução de coberturas e fim do ressarcimento


MOBILIZAÇÃO
Mais verbas p/SUS é o que pedem os conselhos profissionais


ESPECIAL 1
Análise da Avaliação do Ensino Médico 2005, mostra resultados positivos


ESPECIAL 2
Vem aí novas regras para a propaganda de medicamentos


ATUALIZAÇÃO
Acompanhe textos de Renato Ferreira da Silva e André Scatigno Neto


AGENDA
Cremesp tem participação ativa nos eventos pertinentes à classe


TOME NOTA 1
Texto produzido pelo Centro de Bioética aborda a Licença Maternidade


TOME NOTA 2
Portaria deve agilizar processos adminsitrativos disciplinares


HOMENAGEM
Oswaldo Paulino, médico do Trabalho, recebe homenagens do JC


GALERIA DE FOTOS



Edição 222 - 02/2006

HOMENAGEM

Oswaldo Paulino, médico do Trabalho, recebe homenagens do JC


Oswaldo Paulino


Da E para a D: Gabriel Hushi, Arnaldo Lourenço, Paulino,
Isac Jorge e Desiré Callegari


Decano da Medicina na Baixada Santista
é homenageado pelo Cremesp


Com 66 anos de profissão, o médico do trabalho Oswaldo Paulino é o decano da Medicina na Baixada Santista. “Tenho orgulho de dizer que atravessei esses 66 anos defendendo a profissão dentro dos princípios éticos com um lema: ‘Medicina não é comércio e doença não é indústria’”, diz.  Aos 90 anos, ele foi um dos 48 médicos homenageados pelo Cremesp, com mais de 50 anos de atuação sem cometer infração ética e que se destacam na profissão como exemplos de dedicação à Medicina.

O evento aconteceu dia 19 de janeiro, no auditório da Associação dos Médicos de Santos (AMS).  Foi de Paulino o principal discurso da solenidade, que emocionou a platéia (veja trecho ao lado). O encontro, que reuniu a classe médica da Baixada Santista, contou com a presença do presidente do Cremesp, Isac Jorge Filho; do vice-presidente, Desiré Carlos Callegari; do conselheiro da região, Gabriel David Hushi, além do presidente da AMS, Arnaldo Duarte Lourenço. 

“Fiquei muito agradecido de ter sido convidado para discursar nessa homenagem. Fiz um discurso baseado na minha experiência de vida, no contato com meus colegas; tudo o que eu falei saiu do coração”, contou o médico. Segundo Gabriel Hushi, Paulino é um exemplo de vida e de prática humanista da Medicina. Em 2004, ele foi homenageado no 9º Congresso Latino-Americano de Saúde Ocupacional realizado em São Paulo, tendo o seu nome dado ao auditório de conferências, com capacidade para 600 pessoas. O evento contou com a participação de 700 congressistas de toda a América e de alguns países da Europa. Paulino foi aplaudido de pé durante a inauguração do auditório.  

Nascido na cidade de Santos, em 1915, Paulino está casado há 65 anos com Adelci Groia, com quem teve três filhos e seis netos. Também é pai do oftalmologista Eduardo Paulino. Aposentado, divide seu tempo entre a leitura e a música: “Sempre gostei muito de ler, mas a minha casa é de músicos. Minha mulher é violinista da orquestra sinfônica de Santos e recebeu, em dezembro último, das mãos do governador, a Ordem do Ipiranga, por ser a violinista de mais idade a tocar em uma orquestra. Meu maior hobby é ouví-la”, conta ele.

Paulino acumula títulos e  possui um acervo com aproximadamente 400 diplomas de cursos e homenagens, placas, troféus e medalhas. É cidadão emérito de Santos, professor emérito da Faculdade de Ciências Médicas da cidade e presidente de honra da Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Também é membro emérito da Associação Internacional de Medicina do Trabalho, membro honorário do Corpo Clínico da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Santos e Decano do Instituto Histórico e Geográfico de Santos. Diante de tantas homenagens, procura reforçar o seu caráter modesto: “não sou mais do que ninguém, não sou mais que o médico que está começando. Ele merece o mesmo respeito que eu”, afirma.

Trajetória
Após formar-se, em 1939, pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Oswaldo Paulino prestou concurso para o Instituto da Estiva, em Santos e, em 1940 foi  nomeado médico da Carteira de Acidentes do Trabalho daquela instituição. “Foi um trabalho gratificante e o início da convivência com os problemas de saúde que ocorriam no Porto de Santos”, diz ele. Pouco depois, o Instituto da Estiva foi absorvido pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (Iapetec), do qual Paulino passou a ser diretor. “Paralelamente, fundei o Serviço Médico do Sindicato dos Estivadores de Santos, o qual dirigi por um longo período. Só depois soube que esse  serviço foi o embrião para o atual Hospital dos Estivadores de Santos”, fala com orgulho.

Na década de 50 Paulino foi convidado a organizar os serviços médicos da Petrobrás, demitindo-se do  Iapetec.  O interesse pela Medicina do Trabalho nasceu na Petrobrás. Paralelo ao trabalho de médico nessa empresa, participou ativamente do Departamento de Medicina do Trabalho da APM, entidade da qual foi secretário e presidente. Também fundou, na Associação dos Médicos de Santos, o Departamento de Medicina do Trabalho, o qual presidiu durante anos. 
Na década de 70 assumiu o cargo de coordenador de Medicina do Trabalho na Secretaria de Saúde de Santos. Para aprender e ensinar a Medicina do Trabalho, fez diversas viagens ao mundo. “A Medicina do Trabalho proporcionou-me trocar conhecimento com diversas pessoas, dos Estados Unidos, Suíça, enfim, do mundo todo” enfatizou. Oswaldo Paulino se aposentou na Petrobrás em 1976, por tempo de serviço.


Mensagem Emocionada

Trecho do discurso de Oswaldo Paulino

“Margarida Lopes de Almeida, notável poetisa e declamadora, cujas mãos vibravam de entusiasmo com a espiritualidade dos seus versos, tinha especial predileção por um poema de sua autoria denominado A Oferenda. Nele conta histórias que em suas orações matinais diante do Cristo crucificado exclamava:
‘Senhor, Senhor, eu aqui não vim para pedir, se não para dar, tantas e tão ricas têm sido as messes de benemerências recebidas em minha vida, que eu aqui vim para dar, para distribuir um pouco da minha felicidade com desgraçados e desvairados da morte.’

Estes, meus amigos, o meu estado d´alma ao falar nesta solenidade como um decano da classe médica, promoção do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, sob a presidência do colega, doutor Isac Jorge Filho e a iniciativa do ex-presidente e meu ex-aluno, doutor Gabriel Hushi. Reunião que congrega os mais ilustres representantes da nossa classe e seus familiares que honram e dignificam a nossa profissão, projetando-a não só na comunidade, bem como no Estado e no Brasil. É uma reunião de fraternidade e de saúde desta nossa abençoada profissão que ameniza o sofrimento, enxuga as lágrimas e desperta sorrisos. É um ato de amor, uma forma de oração com a mesma pureza daquela criança de Chesterton dizia viver num canto do nosso coração (...)

Esta é a minha mensagem nesta casa do médico que é continuação do meu lar, na presidência do estimado Arnaldo Lourenço. Agradeço a honra deste convite que marca de maneira indelével a história da minha vida e termino dizendo como Mahatma Ghandi: ‘o amor quanto mais se divide, mais se multiplica.’”


Médicos homenageados
Alberto de Castro Rocha, Antônio Thomas Pacheco Lessa  Junior, Antônio de Oliveira Trocoli, Armando Fortuna, Aureo de Souza Rodrigues, Cyd Nogueira Quadros, Edmundo Castilho, Eduardo Vargas de Macedo Soares, Ernesto Teixeira do Nascimento, Francisco Fernandes de Assumpção, Gedale  Zuquim, Gilberto Figueiredo, Gildo da Rocha Brito, Gino Giovanni Archangelo Sarti, Heitor Defino, Heitor Moreno, Helio Gomes, Italo Salvador Lourenço Consentino, João Batista Ferreira, João da Rocha Scharra, Joaquim Alvaro Gomes dos Reis, Jorge Vieira de Melo, José Ancilon de Alencar Gondim, José Geraldo de Castro Machado, José Luiz Camargo Barbosa, José Pereira de Oliveira, José Rodrigues, José Tarcisio Moreno Loureiro, Léo Mendes Coelho E. Mello, Manoel Valente de Almeida E. Silva, Mário Eugenio Mallegni, Mário Ruivo, Milton da Cunha Correa, Nestor Biscardi, Ney Romiti, Nilton Augusto Gomes, Octavio Ruas Alvares, Oswaldo Paulino, Pedro Novaes Costa, Rubens Ferreira, Sergius Galba di Lorenzo Costa, Silvio de Souza, Walderez Malavasi Rodrigues e Wilson Ayres Cortes.

“In memorian”
Aluysio Machado de Almeida, Flávio Pinho de Camargo, Lauro Perrone e Luíz de França Ramalho Pinto.


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