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HISTÓRIA
Hospital São Paulo: uma viagem pela história da maior instituição acadêmica, de saúde, do sistema federal brasileiro


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Edição 233 - 01/2007

HISTÓRIA

Hospital São Paulo: uma viagem pela história da maior instituição acadêmica, de saúde, do sistema federal brasileiro


Hospital São Paulo


Em favor da humanização

Há 70 anos a cidade de São Paulo enfrentava sérias dificuldades na área de saúde. De um lado, faltavam leitos hospitalares para uma população sempre crescente. De outro, não havia vagas suficientes para os jovens paulistanos que desejavam estudar Medicina. Em 1933, um grupo de médicos paulistas decidiu fundar um novo hospital, “para atender à população carente, mas que também funcionasse como centro de formação para alunos de Medicina”, lembra o professor aposentado Jair Guimarães Xavier, um dos fundadores da escola.

A primeira estaca das fundações do prédio foi cravada em 1936, num terreno do bairro de Vila Mariana, zona sul de São Paulo, mas o hospital começou a funcionar num edifício provisório, hoje ocupado pela área administrativa da  Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), à qual a escola e o hospital foram vinculados.

“O Hospital São Paulo é hoje a maior instituição de saúde para formação universitária do sistema federal do Brasil. Temos aproximadamente 800 leitos, realizamos três mil internações por mês e mais de cinco mil consultas por dia, além de um milhão e 200 mil exames laboratoriais por ano”, calcula o diretor-superintendente do hospital, José Roberto Ferraro. Por outro lado, o Hospital São Paulo e a Escola Paulista de Medicina produzem um dos maiores volumes de conhecimento científico do país, destaca Ferraro.

Formação na prática
Mais de 80% das atividades da escola têm alguma relação com o atendimento ao público e “a característica mais importante do trabalho desenvolvido pelo hospital é essa conjugação de assistência, ensino e pesquisa”, explica o conselheiro do Cremesp, Gaspar de Jesus Lopes Filho, que é coordenador geral dos ambulatórios do Hospital São Paulo.

Gaspar lembra que quase 12 mil pessoas circulam diariamente nas dependências do hospital, para atendimento ou exames, nas 116 especialidades oferecidas pela casa. “Realizamos o que há de mais avançado no mundo em tratamentos e cirurgias, mas também atendemos a pacientes com sarampo, varicela e outras doenças bem conhecidas”, diz Gaspar Lopes. Por outro lado, avalia, essa diversidade permite a formação consistente e o aperfeiçoamento de dezenas de jovens profissionais.

O conselheiro destaca, também, os convênios firmados entre a Unifesp com o governo do Estado e prefeituras de várias localidades. “Trata-se de um contrato para a gestão desses serviços de saúde, de forma a oferecer atendimento de qualidade. Com isso, a universidade ganha a oportunidade de contato com outros públicos, na periferia de São Paulo e em cidades do Interior”, explica Lopes.

Hoje a Unifesp gerencia hospitais em Diadema, Cotia, Embu, Taboão da Serra, Guarulhos, Mogi das Cruzes e São José dos Campos; e também em bairros da capital, como o Hospital de Vila Maria, entre outros serviços. A coordenação dessa atividade está a cargo de Nacime Salomão Mansur, também conselheiro do Cremesp. Além de Lopes e Mansur, o Hospital São Paulo conta com o trabalho de outros quatro conselheiros: Akira Ishida; Bráulio Luna Filho; Ieda Therezinha do Nascimento Verreschi; e Krikor Boyaciyan.

Acupuntura e humanização
Pioneirismo é outra característica da instituição. O superintendente lembra, por exemplo, que em 1992, o professor Ysao Yamamura o procurou com a ousada proposta de criar no Hospital São Paulo o primeiro centro público do Brasil para o atendimento em Acupuntura. Após algumas reuniões decidiu-se ceder um espaço para o novo projeto, que já completou 15 anos e se tornou referência em todo o território nacional. Outro projeto pioneiro foi iniciado em 1965 no Parque Indígena do Xingu, a partir de um pedido do sertanista Orlando Villas Boas (veja texto abaixo).

Ainda na vanguarda, o hospital é o principal centro de referência para o tratamento da hipertermia maligna. A instituição foi uma das primeiras do país a dispor de um ambulatório especializado para monitoramento de pacientes suscetíveis à síndrome, cuja confirmação de diagnóstico é feita por meio de biópsia muscular. Para orientar anestesistas, o hospital mantém o serviço Hot Line 24, que pode ser acessado pelo tel. (11) 5575-9873. É também na Unifesp que funciona a Rede de Apoio a Médicos Dependentes Químicos, serviço mantido em parceria com o Cremesp e a Uniad. O serviço pode ser contatado pelo tel. (11) 5579-5643.

Em sintonia com a Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde, o hospital criou em 2005 o projeto Humaniza HSP, que desenvolve ações para melhorar o relacionamento humano no dia-a-dia da instituição. Uma das curiosidades desse projeto é a inclusão de um cão da raça Golden Retriver no trato com doentes e funcionários. O mascote Joe Spencer integrou-se ao projeto em 2006 e visita o hospital todos os dias para brincar, especialmente com crianças e idosos.

Televisão
Desde 1998, a instituição mantém no ar a TV Unifesp, emissora dedicada à educação em saúde. Em 2004, o Cremesp passou a participar desta atividade, com o programa Alerta Médico, no qual conselheiros e delegados do Conselho falam sobre temas relevantes para a sociedade.

Projeto Xingu


O mais antigo programa de extensão da escola

O Projeto Xingu é o mais antigo programa de extensão da Unifesp,  pelo qual já passaram cerca de 500 profissionais entre médicos, estudantes de medicina e enfermeiros. A atuação da Unifesp na região do Xingu teve início em 1965, pelo idealismo do médico Roberto Baruzzi, professor titular aposentado do Departamento de Medicina Preventiva da instituição.

Em uma viagem à região, Baruzzi conheceu os irmãos Claudio e Orlando Villas-Boas, administradores do parque, numa área que hoje reúne 3.725 habitantes de 14 etnias. Um pouco depois, os irmãos Villas-Boas pediram a Barruzi que levasse uma equipe médica ao local para avaliar as condições de saúde dos índios. O médico empenhou-se para que a escola firmasse o compromisso de enviar regulamente – quatro vezes ao ano –  equipes para prestar atendimento médico, vacinar e acompanhar as condições de saúde da população.

Paralelamente, o Hospital São Paulo passou a dar suporte médico para os casos mais graves e às epidemias. O atual coordenador do Projeto Xingu é o médico Douglas Rodrigues, chefe da Unidade de Saúde e Meio Ambiente da Unifesp. Do combate às doenças que afetam a comunidade, o trabalho avançou, promovendo cursos para formar auxiliares de enfermagem e agentes de saúde entre membros da própria comunidade.


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