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CAPA

PONTO DE PARTIDA
Entre os temas desta edição, detaca-se um debate sobre alimentos transgênicos


ENTREVISTA
Norman Gall: "O Brasil tolera muito a bagunça nas instituições públicas"


CRÔNICA
Uso subcutâneo, intramuscular, tópico...


BIOÉTICA
Medicina Fetal - Muito além do binômio


SINTONIA
Ressonância: Prêmio Nobel Magnetizado


DEBATE
Alimentos Transgênicos


450 anos de São Paulo
Pelas Ruas da Cidade


CONJUNTURA
Crianças trabalhadoras. Adultos desempregados


COM A PALAVRA
Duas Guerras


HISTÓRIA DA MEDICINA
O Código Sanitário de 1918 e a Gripe Espanhola


MÉDICO EM FOCO
Navegar é preciso


LIVRO DE CABECEIRA
Proust não é tempo perdido


CARTAS E NOTAS
Dr. Manoel (Dias) de Abreu e Dr. (Manoel de Abreu) Campanario


POESIA
Carlos Drumond de Andrade


GALERIA DE FOTOS


Edição 26 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2004

CARTAS E NOTAS

Dr. Manoel (Dias) de Abreu e Dr. (Manoel de Abreu) Campanario

"Caso lhe perguntem quem foi Manoel de Abreu, é bem provável que este nome seja imediatamente associado ao inventor da abreugrafia. Quem poderia ignorar isto? Estamos falando de Manoel Dias de Abreu, nascido em 4 de janeiro de 1892, médico que estudou em Paris, percorreu boulevards e escreveu, entre outros, Substância, livro de poemas ilustrado por Di Cavalcanti, e Meditações, com ilustrações de Portinari. É dele o poema e a biografia citados no artigo Entre Paris e a Roça, de minha autoria, publicado na revista Ser Médico, nº 25.

Entretanto, se lhe chegasse às mãos o livro A Medicina do Interior, tendo na capa o nome Manoel de Abreu entre parênteses, e logo acima Campanario, talvez você não se desse conta de que não se tratava de Manoel (Dias) de Abreu. Acontece que o nome, tão claramente gravado em nossa memória, somado à mesma profissão e atuação na mesma área (radiologia), o gosto e o talento na escrita, são coincidências de sobra para gerar confusão entre estas duas personalidades. Ao encontrar o livro, não foi a capa que me impressionou; confesso que não me detive nela. Fui logo tomado pela curiosidade de lê-lo e tão forte a obra me tocou que acabei escrevendo um ensaio a respeito. Minha intenção foi levar ao conhecimento dos colegas esta obra; perdoem-me, no entanto, pelo lapso.

Esclarecida a questão, se eu perguntar se já ouviram falar do Dr. Campanario - sem o acento, como ele gostava de frisar -, com certeza os colegas e amigos da Santa Casa de São Paulo associarão o nome a um grande radiologista, homem das ciências, minucioso em seus laudos, Manoel de Abreu Campanario, que escreveu, além de importantes trabalhos científicos para revistas médicas, o livro A Medicina do Interior, em 1936, recebendo elogios de Eloy Pontes, Celso Vieira e Prof. Antonio da Silva Mello.

Graças ao equívoco, passei uma agradável tarde chuvosa de sábado, no bairro do Pacaembu, com sua filha Marília e netos, quando ouvi deles a história do trabalho de Dr. Campanario com os índios e fatos de sua vida ao lado de amigos como o Dr. Baeta, e de profissionais que foram meus professores na graduação.

Fruto da sincronia, da existência de dois grandes médicos radiologistas, competentes cientistas e escritores, mantenho na cabeceira da cama: Hans Staden: O homem e a obra, outro livro escrito pelo Dr. Campanario (Manoel de Abreu), e Substância de Manoel (Dias) De Abreu."

Carlos Alberto Pessoa Rosa


Flamínio Fávero

Sobre o artigo "Rosas Apenas...", no rodapé consta que o Dr. Flamínio Fávero (1900-1982), foi médico otorrinolaringologista. "O Prof. Flamínio Fávero foi, na verdade, médico legista e Professor Catedrático de Medicina Legal, com carreira inteiramente devotada à Medicina Legal, sendo seu grande propulsor no Instituto Oscar Freire e na Faculdade de Medicina da USP, além de inúmeros cargos que ocupou em sua profícua carreira."

René Mendes
Faculdade de Medicina da UFMG
Belo Horizonte-MG


Campeonato dos infalíveis

"A última edição da Ser Médico, nº 25 publicou a crônica de Ruy Castro, Campeonato dos Infalíveis. Achei esta crônica grosseira, desrespeitosa e, de muito mau gosto. O Papa é infalível sim em questões de Fé e de Moral e, tem o direito e o dever de se manifestar a respeito dessas questões (como é o caso da camisinha). Não é infalível em matérias temporais.(...)"

Henrique S. Q. Di Donato


Da redação:
A crônica de Ruy Castro também recebeu críticas desfavoráveis dos médicos José Luis Alonso Nieto e José Ary de Almeida Filho, que enviaram cartas de protesto à redação.

Fontes e Referências Bibliográficas

O código sanitário de 1918 e a gripe espanhola  - pág. 38

BERTOLLI FILHO, Cláudio. A Gripe Espanhola em São Paulo. São Paulo; Paz e Terra, 2003.
BIER, Otto. Bacteriologia e Imunologia. São Paulo, Ed.Melhoramentos, 1966.
FARINA, Duilio Crispim. Medicina no Planalto de Piratininga. São Paulo, s.e., 1981.
PENTEADO, Jacob. Belenzinho, 1910. São Paulo; Martins, 1962.
ROSEN, George. Da Polícia Médica à Medicina Social. Rio de Janeiro, Graal, 1980.

Sugestões e críticas podem ser enviadas via Correio, fax ou e-mail para os endereços e números que constam do expediente da Revista. Reservamo-nos o direito de editar ou publicar parcialmente as cartas enviadas.


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