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CAPA

PONTO DE PARTIDA (SM pág. 1)
O Conselho Municipal de Saúde e seu importante papel na aglutinação e mobilização dos trabalhadores da saúde


ENTREVISTA (SM pág. 03)
Inteligente e polêmico, o convidado desta edição é Paulo Henrique Amorim. Sem comentários!


CRÔNICA (SM pág. 10)
O médico Tufik Bauab recupera, em linguagem bem-humorada, um pouquinho do cotidiano que faz a história de cada um


SINTONIA (SM pág. 12)
Esporte competitivo. Qual o limite para que o treinamento não se torne excessivo e prejudicial à saúde?


MEIO AMBIENTE (SM pág. 15)
Doença de Chagas e transmissão oral. Total descaso das autoridades com o meio ambiente e a saúde


CONJUNTURA (SM pág. 18)
Voluntários sadios e a polêmica da remuneração nos testes clínicos


DEBATE (SM pág. 21)
O tema em discussão trouxe à tona o Exame do Cremesp e a qualidade do ensino médico no país


HOBBY DE MÉDICO (SM pág. 28)
Cirurgia plástica e alpinismo? Combinação perfeita! Acompanhe os desafios de Ana Elisa Boscarioli...


ESPECIAL (SM pág. 32)
Cem anos de convivência com a cultura japonesa: a arte e a gastronomia conquistaram os brasileiros, definitivamente


CULTURA (SM pág. 38)
Oscar Niemeyer: dedicação integral à criação e à arte da arquitetura no país e no exterior


TURISMO (SM pág. 42)
Ah! você não pode perder essa viagem a um verdadeiro paraíso batizado de Ilha do Cardoso


LIVRO DE CABECEIRA (SM pág. 47)
Acompanhe a dica de leitura de nosso diretor de Comunicação, Bráulio Luna Filho


POESIA (SM pág. 48)
Cora Coralina é a poetisa que fecha com chave de ouro esta edição da Ser Médico


GALERIA DE FOTOS


Edição 42 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2008

TURISMO (SM pág. 42)

Ah! você não pode perder essa viagem a um verdadeiro paraíso batizado de Ilha do Cardoso

Ilha do Cardoso um paraíso logo aqui

Texto Andréa D’Amato
Fotos Araquém Alcântara

Parque Estadual abriga um dos mais complexos ecossistemas do país, reunindo praias, cachoeiras, costões rochosos, orquídeas, bromélias, aves, macacos, cervos, jacarés, lontras, botos e muito mais

Dez praias, 14 cachoeiras, montanhas de até 800 metros, planícies, dunas, lagoas, rios, manguezais, restingas, costões rochosos e sítios arqueológicos. Tudo isso em 22.500 hectares, o mesmo tamanho da cidade pernambucana do Recife. Estamos falando da Ilha do Cardoso, parque estadual paulista que abriga um dos mais significativos e complexos ecossistemas do Brasil, a Mata Atlântica. Tamanha diversidade foi reconhecida pela Unesco em 1992 como Reserva da Biosfera, um patrimônio da humanidade. 


Vista de parte da ilha, a partir do canal de Varadouro, na altura de Marujá

Cerca de 90% da ilha é coberta por mata nativa. Ali, árvores como cedros e jequitibás – com mais de 50 metros de altura – protegem 100 tipos de orquídeas e 41 de bromélias. No total são 986 espécies vegetais e 430 aves catalogadas. Garças, biguás, colhereiros, atobás, fragatas, tucanos-de-bico-preto e até papagaios-de-cara-roxa, ameaçados de extinção, podem ser avistados facilmente. Além disso, o lugar é habitat de outros animais, entre eles, macacos bugio e mono carvoeiro, veado mateiro, jacaré-de-papo-amarelo e lontra. Como não bastasse, no mar, botos-cinza convivem com cinco espécies de tartarugas marinhas e uma incrível variedade de peixes, crustáceos e moluscos. 

A Ilha do Cardoso está situada numa região conhecida como Mar de Dentro ou Lagamar. Um gigantesco berçário natural de 110 quilômetros que se estende desde Iguape, no litoral sul de São Paulo, até Paranaguá, no canto norte do Paraná. Formado por extensas ilhas que protegem o continente e pela desembocadura de vários rios, entre eles o caudaloso Ribeira do Iguape, o Mar de Dentro é um dos cinco maiores criadouros de espécies marinhas da América do Sul. Não à toa que este santuário foi considerado ponto prioritário de conservação pela União Internacional da Natureza (IUCN).


Vista geral de Vila Fátima

O mais impressionante é que toda essa riqueza biológica está praticamente ao lado de São Paulo, a  maior metrópole do país. A cidade de Cananéia, a 272 km da capital, é o ponto de partida para a viagem. Já na Baía do Trapandé, o canal de água salobra do estuário que liga o continente à ilha, o turista é recebido pelos simpáticos botos. O percurso, feito de barco, dura entre 20 minutos e três horas, depende do destino e do tipo de embarcação. As opções de hospedagem ficam no Marujá, o principal vilarejo, habitado por 150 pescadores, ou no Núcleo Perequê (neste caso apenas para grupos), onde fica a sede do parque.


Jovem caiçara artesã de cestaria

Gerenciado pelo Instituto Florestal de São Paulo, o Parque Estadual da Ilha do Cardoso foi criado em 1962. Seu plano de manejo foi elaborado em 1997 com a participação direta dos moradores tradicionais. Cerca de 400 pessoas vivem em seis comunidades, incluindo uma tribo de índios Guaranis. Os homens da ilha aprenderam cedo que é necessário preservar a cultura caiçara para manter o ecossistema. Tiram seu ganha-pão dos cercos de pesca e respeitam as regras que evitam a extinção de algumas espécies previstas no plano de manejo. As maiores ameaças são a exploração clandestina de palmito e a especulação de terras.


Caiçaras de Marujá pescando camarão 

Outra grande preocupação é o polêmico projeto da construção de barragem no rio Ribeira do Iguape, que afetaria a atividade pesqueira da região. O isolamento torna ainda mais dura a vida dos ilhéus. A falta de energia elétrica é suprida com painéis solares e barulhentos geradores. Além disso, as escolas só oferecem o ensino fundamental. O turismo auxilia na renda, mas só três meses ao ano. A associação de moradores se une para tentar organizar o turismo ecológico. Não só pela renda, mas também porque sabem que habitam uma das regiões naturais mais ricas do planeta.

Atividades não faltam para os visitantes. O Núcleo Perequê oferece quatro trilhas e a partir do Marujá é possível fazer longas caminhadas que levam a praias desertas, costões rochosos e cachoeiras. A história não é menos importante. Inúmeros sítios arqueológicos, denominados sambaquis (amontoados de conchas, restos de fogueira e esqueletos de homens e animais pré-históricos), provam a passagem humana pela ilha há pelo menos 3.000 anos. E algumas construções em ruínas datam o ano de 1502, testemunhando sua ocupação desde o período colonial. Aliás, grande parte do cenário natural da ilha permanece o mesmo desde que Cabral chegou ao Brasil. Um raro ponto na Terra onde a natureza vive em estado bruto e apresenta um delicado espetáculo de vida. 


Amanhecer na ilha, visto da praia de Marujá

Dicas
- Prepare-se para andar muito
- Leve sua pior roupa e o pior tênis para o passeio no manguezal
- É importante não esquecer capa de chuva e bolsas impermeáveis
- O uso de repelente é essencial, assim como protetor solar, boné ou chapéu
- Medicamentos de primeiros-socorros também são essenciais
- Telefones celulares não funcionam na ilha
- Todo lixo orgânico é enterrado e o lixo reciclável é levado para Cananéia. Separe o seu lixo também

Quando ir
Como em todo o Vale do Ribeira, chove muito na Ilha do Cardoso. O período entre julho é agosto é bom porque a umidade diminui. No verão, além das fortes chuvas, há uma grande quantidade de turistas, a vila do Marujá costuma ficar bem cheia nesta época, e o calor atrai uma grande incidência de insetos, embora seja o melhor período para ver jacarés, que estão procriando.

Como chegar
Para quem sai de São Paulo ou Curitiba é preciso pegar a perigosa rodovia Régis Bittencourt (BR-116) e seguir rumo Pariquera-Açú. De lá, continuar cerca de 40 km para Cananéia pela SP-226. O acesso de Cananéia até a Ilha do Cardoso é feito de barco. A paisagem é deslumbrante, os botos fazem companhia boa parte do percurso que passa por canais estreitos cercados de manguezais. A travessia pode ser feita por traineiras de pescadores, lanchinhas de alumínio chamadas de voadeiras e por saveiros. Para o Marujá, de traineira ou saveiro a viagem dura 3 horas. Já as voadeiras completam o percurso em 1 hora. Na ida, vale a pena uma parada para conhecer a cachoeira grande, uma das mais visitadas. Quem pretende seguir para o Núcleo Perequê completa o percurso em 20 minutos de lancha, ou 50 de escuna, e pode contar também com a embarcação do próprio parque.

Onde comer
Se você estiver no Núcleo Perequê poderá fazer todas as refeições no próprio parque – desde que haja um número mínimo de pessoas e que tudo tenha sido combinado anteriormente. Já no Marujá existem restaurantes caseiros, como a Toca do Expedito, com um cardápio bem variado de pescados. Quem preferir hospedar-se na cidade de Cananéia as opções são inúmeras, a maioria dos restaurantes baseia seu cardápio em frutos do mar.

Passeios
Os principais passeios são as praias da Laje com as piscinas naturais, e a Enseada da Baleia,  partindo do Marujá.  Além das trilhas que saem do Núcleo Perequê: Poço das Antas, Morro das Almas, do Mangue e do Sambaqui. Um pouco mais distante está a praia de Ipanema. Um passeio de barco pelos canais de mangue também vale a pena. Se possível, não deixe de visitar a cachoeira grande.

Onde ficar
As pousadas da ilha são antigas casas dos pescadores adaptadas para receber os turistas. A luz elétrica é um luxo que não chegou à região, mas algumas casas possuem gerador de luz, água encanada e chuveiros com aquecimento a gás. O contato pode ser feito  pelo telefone comunitário (13) 3852-1161. A pousada do Sossêgo, com telefone próprio (13) 3852-1141, é  uma opção simples e aconchegante. Uma alternativa boa para grupos acima de 30 pessoas que estão dispostos a se hospedar com pouco conforto e muita aventura é a base operacional do parque, o Núcleo Perequê,  telefone: (13) 3851-1108. Lá existe um alojamento, perfeito para quem quer fazer os passeios e trilhas nos arredores. O núcleo também aceita visitas. Fique atento! Em todos os casos é necessário fazer reservas com antecedência.


Informações:
Base de apoio do Parque Estadual: (13) 3851-1108
Escunas Lagamar: (13) 3851-1613


*Araquém Alcântara é  fotógrafo, produziu para a National Geographic a edição especial de colecionador Bichos do Brasil,  autor do livro de fotografias Terra Brasil (Melhoramentos, 1997) entre outros.

*Andréa D’Amato, participou da produção e edição dos livros Terra Brasil e Brasil Iluminado, junto com Araquém Alcântara. Dedica-se ao jornalismo e fotografia, com matérias publicadas nas revistas Claúdia, Caminhos da Terra, Próxima Viagem, Viagem e Turismo, entre outras.


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