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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág.1)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág.4 a 9)
James Childress


CRÔNICA (págs.10 a 11)
Luis Fernando Veríssimo*


SINTONIA (págs.12 a 15)
Dimensão étnico-racial nos estudos sobre saúde


DEBATE (págs.16 a 21)
Hospitais devem receber investimentos externos?


CONJUNTURA (págs.22 a25)
Dilemas éticos no atendimento a presidiários


GIRAMUNDO (págs.26 a 27)
Curiosidades de ciência e tecnologia, história e atualidades


PONTO COM (págs.28 a 29)
Informações do mundo digital


EM FOCO (págs.30 a 32)
Paixão pelo futebol e pela Medicina


CULTURA (págs.33 a 35)
Loucura e Literatura


MAIS CULTURA (págs.36 a 37)
Mostra no MAC USP apresenta o artista como autor e editor


HOBBY (págs.38 a 41)
Médico fotógrafo


TURISMO (págs.42 a 46)
Carcassone: cidadela medieval


LIVRO DE CABECEIRA (pág.47)
Henri Beyle


FOTOPOESIA (pág.48)
Mário Quintana


GALERIA DE FOTOS


Edição 64 - Julho/Agosto/Setembro de 2013

LIVRO DE CABECEIRA (pág.47)

Henri Beyle

 

O vermelho e o negro

Fátima Barbosa*


O romance O vermelho e o negro, do escritor francês Stendhal, cujo nome verdadeiro era Henri Beyle, é um clássico. Acompanhar a trajetória de vida do jovem Julien Sorel, um dos personagens mais cativantes da literatura mundial, tendo como pano de fundo uma radiografia crítica e lúcida da sociedade francesa da época da Restauração, o período contrarrevolucionário que se seguiu à Revolução Francesa, é um deleite para quem aprecia a boa leitura. Publicado em 1830, o livro é considerado o primeiro romance realista, em meio, até então, à escola romântica.

Stendhal mostra-se um profundo conhecedor da alma humana, criando elaborados perfis psicológicos de seus personagens, como o protagonista Sorel, cuja luta interna entre suas qualidades e defeitos alimenta uma personalidade complexa e sedutora. Filho de um rude marceneiro da provinciana cidade fictícia de Verrières, ele prefere a companhia dos livros ao árduo trabalho ma­nual, diferentemente de seus irmãos. Incompreendido e maltratado pela família, sai de casa para ser empregado como preceptor dos filhos de um rico casal, o senhor e a senhora Rênal, na mesma localidade.

O contato diário entre a doce e ingênua senhora de Rênal e o jovem bonito, culto, inteligente, mas arrivista e, às vezes, desajeitado e complexado Sorel, culmina em um tórrido romance. Admirador secreto de Napoleão, em meio a uma sociedade que execrava o imperador, então banido da França, sonha com uma carreira militar cheia de glórias como a de seu ídolo, mas acaba, por força das circunstâncias, em um seminário. Essas são as duas únicas possibilidades que permitiriam a um jovem ambicioso e sem recursos como ele sobressair-se na sociedade. Aliás, o nome do livro, segundo algumas versões, adviria delas: vermelho (cor da antiga farda militar francesa, que, posteriormente, foi substituída por outra, azul-claro) e preto (a batina sacerdotal).

No seminário, a vida de Sorel, mais uma vez, não é fácil. Suas qualidades intelectuais o transformam em alvo da inveja de seus colegas. Em contrapartida, ganha a proteção do diretor, o abade Pirard. A trajetória religiosa do personagem, cheia de altos e baixos, permite a Stendhal mostrar cruamente as contradições e hipocrisias da Igreja Católica naquele período.

O jovem acaba trabalhando como secretário do Marquês de la Mole, em Paris. A convivência com a mais alta nobreza francesa é o clímax para o contraditório personagem que, ao mesmo tempo em que deseja o reconhecimento social e inveja o traquejo e as benesses da nobreza, odeia seus integrantes e despreza sua hipocrisia. As mesmas contradições perpassam o romance entre Sorel e a filha do marquês, a caprichosa Matilde. Para saber mais, só lendo O vermelho e o negro... Vale a pena.


*Editora-chefe da revista Ser Médico

 


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